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sábado, 23 de janeiro de 2021

[Tapa na Cara] Street Fighter: " Yes! "Yes! " famosa cena da série animada é recuperada em português

" - Então você veio aqui e não vai ler o conteúdo " - disse o Bison.

Durante os anos 90, Street Fighter II se tornou uma febre da cultura pop ocidental após se estender para uma série de produtos que se iniciaram nos quadrinhos da Malibu (atualmente a Marvel Comics/ Disney é a detentora dos direitos). Ainda em 1993, com a série em quadrinhos que tiveram um fim prematuro após 3 edições, era anunciada nas publicações das revistas de videogame e na imprensa do mundo todo a produção de um longa metragem hollywoodiano que, finalmente, estreou no Natal americano de 1994 e em Junho de 1995 por aqui.

Comumente comparada aos fãs de Star Wars, a audiência de Street Fighter II é bastante puritana e conservadora com mudanças de elenco e estilos de sistema ou interpretação das ambientações dos jogos ou de suas adaptações. É um comportamento que costuma se repetir em todo tipo de comunidade de fãs de séries de ficção científica ou de fantasia, por exemplo, por aderir estereótipos já consagrados - mudar isso, cria o sentimento da estranheza e da guerra civil virtual - são os consumidores contra os seus criadores - podemos ver recentemente o que ocorre com a animação Shingeki no Kyojin: Attack on Titan - chegando a ponto dos produtores serem ameaçados de morte (dos mesmos psicóticos: "- Anime não é desenho", enfim). Não é de hoje que isso ocorre, vemos também dubladores deletando suas contas por causa de ódio a certo personagem (exemplo de Abby, do sucesso homônimo The Last of Us - Parte II). 

O que chega a conclusão que a audiência mais xiita exagera. Ou se acha que não exagerou o suficiente, vai exagerar em algum momento. O excesso de piada fora de hora só prova o quanto a inclusão digital nos mostra que o excesso de ociosidade e passatempo foi entendido pelos algoritmos das redes sociais que isso é tão relevante quanto um conteúdo informativo sobre aquele determinado material. Automaticamente, o insucesso de um trabalho mais complexo está intimamente interligado a esse excesso de virais despretensiosos que só duram uma temporada. E o verdadeiro material de preservação sobre aquele conteúdo acaba no esquecimento. E, cada vez mais, comentários com cada vez mais baixo intelecto são puxados para impulsionar vídeos, imagens ou qualquer outro conteúdo lançado por causa disso. Daí, ficamos sem deixar perceptível informações que poderiam ser muito importantes para o entendimento daquele conteúdo.  

Sem dúvida, isso é pior que a contaminação mundial de uma doença. Apenas causar barulho apontando para um conteúdo impopular e dar risada dele - é mais fácil o criador de conteúdo baixar as calças do tema para criar reações do que compreender porque dissecar é muito monótono. Melhor criar um conteúdo de humor que dá mais visualizações, não é verdade? 300 canais criam uma série de conteúdos extremamente superficiais sobre o material repetindo a mesma fórmula até fazer surtar apenas 1 que realmente quer contribuir com o tema e ver seu conteúdo valorizado ao invés de só querer vender a sua imagem artística através disso. No final, este  - em estresse - se manifesta contra os outros trezentos e os grandões se saem acreditando que estão certos, "ganharam a queda de braço", por achar que decisões são apenas lógicas ou binárias (estão automaticamente racionais como um computador - de onde tudo se valem apenas como "certo" ou "errado" ou 0 e 1). 

O que estou me referindo sobre a questão acima é que a impopularidade ou a falta de material de alguns elementos na web estão justamente relacionados pelo excesso de falta de interesse de muitos colecionadores ou pessoas que preservam conteúdo ao olhar que não vale a pena compartilhar algo que não vai ser realmente apreciado ou explorado de uma forma decente e respeitosa pela audiência digital. Vale considerar aqui que respeitar não significa apenas concordar mas compreender o outro ponto de vista e entender os interesses do vizinho.

Era claramente visto uma falta de interesse da web em disponibilizar a amostra deste e outros desenhos americanos já que a febre da cultura pop nipônica está infestada em todo lugar e todo mundo paga de entendedor de anime e que só traço oriental é que vale. Agora a onda é super-heróis, e quem pagava de entendedor de animê, vê que a cultura pop americana do gênero tá viralizando então corre pra postar um monte de conteúdos perdidos do gênero.

Digo isso e outras coisas por que se eu não tivesse publicado o vídeo de abertura dublada no Brasil pelo Nelson Machado, talvez, jamais veríamos recuperações em massa do desenho americano no You Tube. Não estou apenas me referindo apenas a essa recuperação como também outros materiais que foram pra plataforma graças aos meus esforços de busca ou de manter o material original. Admito que ajudei muito canal que hoje bate 1 milhão de inscritos por aí sem receber sequer um tostão ou algum crédito por isso. Mas a gente vai compreendendo como funciona o cenário dos anos 2010.

Agora, depois do sermão do tio aqui - que é mais um tapa na cara das bochechas rosadas dessa web sem vergonha - vale compartilhar que um canal no You Tube recuperou a famosa frase "Yes! Yes!" de Bison no desenho americano - que, como de costume nesse ambiente virtual, é usado como meme (os conhecidos virais) para qualquer coisa de afirmação categórica. A dublagem na versão em português fica a cargo do Antônio Moreno (o mesmo dublador no longa animado). 



   

Finalmente ela está aí recuperada. O autor diz o seguinte: Achei o episódio dublado e então decidi postar a cena em específico. Tentei restaurar um pouco a qualidade do áudio, mas não sei se deu tão certo assim. X_X  

Ficou perfeito. Claro que agora algum canal ou página gigante vai usar esse material como narrativa pra fazer mais um conteúdo pra fazer piada e ganhar milhares de visualizações e compartilhamentos. Títulos convencionais como "O Horroroso Desenho do Street Fighter" pagando de que viveu a época mas que na hora de por uma fita de videocassete no aparelho vai lá e coloca ao contrário. Ninguém vai rir disso, mas prefere rir de um desenho feito para crianças de 13 anos com olhos de um adulto de 40 e acha que ser crítico é falar apenas mal para parecer realista. Olha, te digo que até o Zack Snyder tentou ser realista com o Superman no cinema e mesmo assim não deu muito certo. Mostrar um super-herói que quer mostrar esperança sendo um personagem de ambiente depressivo e sóbrio em total fora de contexto.  

Mas se quiser dar uma conferida em um conteúdo sobre o desenho Street Fighter com CÉLEBRO, recomendo a Sessão Crítica. Modéstia à parte, não digo por mim mas em nome dos meus fiéis leitores que consagram suas avaliações a este humilde blog.  

Sei que a molecada não vai ler nada que está aqui e vai vir só pra roubar o trecho publicado pelo You Tuber. Mas foi necessário dizer que tem muita bobeira publicada sobre obras pouco populares na web e eu só estou na ativa para acabar com isso. *



Street Fighter: The Game ! foi uma série lançada entre os anos 1996 e 1997 aproveitando rascunhos de roteiros que dariam continuidade ao filme Street Fighter: A Última Batalha (1994). chegou à tv brasileira substituindo o popular Street Fighter II V.

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