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terça-feira, 18 de agosto de 2015

[Sessão Crítica] Missão: Impossível - Nação Secreta




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 NESTA POSTAGEM 
SESSÃO CRÍTICA
MISSÃO: IMPOSSÍVEL - NAÇÃO SECRETA

ARQUIVOS SECRETOS
MEMÓRIAS DA SESSÃO
FICHA TÉCNICA

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 SESSÃO CRÍTICA 
MISSÃO: IMPOSSÍVEL - NAÇÃO SECRETA

ENTRETER AINDA

É POSSÍVEL

A cada nova geração, o cinema de ação tem um desafio real: encarar a passagem do tempo. E para isso, os melhores acabam construindo novas tendências - entre essas reinvenções, certos títulos acabam adotando aquele tipo de prática que se ajusta de acordo com o mundo de sua determinada época.

O caso das cinesséries não é diferente. Missão: Impossível está em seu quinto filme, com 19 anos de estrada. Fruto de uma refilmagem, a saga acabou assumindo a faceta de seu protagonista, Tom Cruise.  Após uma "tentativa" em trazer um substituto de Tom, o competente Jeremy Renner, percebeu-se que essa onda de  tentar trazer "discípulos" assumindo o novo comando de grandiosas franquias nunca deu muito certo (são os casos de O Legado Bourne (protagonizado pelo próprio Renner) e Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Seguindo os padrões da geração de filmes em forma de universos compartilhados, é apresentado uma nova ameaça para a IMF - a agência de Ethan Hunt -  que chega a parecer uma espécie de S.P.E.C.T.R.E.  sendo ela, o "sindicato", um grupo adversário de nível global. 

A direção fica a cargo de Christpher McQuarrie, que também participa do roteiro - ele também foi Oscarizado por Os Suspeitos nessa categoria (filme que, curiosamente, lançou Bryan Singer entre os melhores diretores). 


Esse com cara de capanga (à esquerda)  é Solomon Lane (Sean Harris), um membro do sindicato. O vilão tem muito mais pose de antagonista, mas Harris empresta os seus momentos de mérito ao personagem.

McQuarrie, mais uma vez, lança um Tom Cruise bastante voraz na pele de Ethan Hunt. Comparado ao seu Jack Racher, a visão de McQuarrie para Ethan, é de um agente destemido  e quase imbatível - ainda que se acidente e venha a se ferir, acaba se recuperando em poucos segundos. Há semelhanças na maneira como são apresentados os vilões e uma diferença em relação as mocinhas. Enquanto os vilões usam trajes escuros, as mocinhas se tornam a fraqueza de Ethan (e não bem a sua "impulsão"). A ideia de "fraqueza" não está associado ao desfrute erótico propriamente dito, tal diferença que faz McQuarrie ganhar o meu respeito em manter sólida a esperança de uma evolução no "cinemão americano" - deixando tudo com mais cara do circuito inglês e asiático (onde a relação entre o espectador e a história é valorizada mais pelo intelecto).

Existe o suspense, com sabor, somado a pirotecnia de Missão: Impossível II, além de um molho com relações mais afetivas entre os personagens (sem o "água com açúcar" exagerado do segundo). Entre as cenas de ação, claro, as tradicionais perseguições e cenas de julgamento (como nos melhores do gênero em hollywood) não ficam de fora. Tudo muito bem dosado da maneira como deveria ser. E o quarteto (Cruise, Ving Rhames, Renner e Simon Pegg) é realmente fantástico.

Ethan volta a ser o centro das atenções nos momentos de ação (a exemplo dos primeiros filmes da série) - com o traje (terno, gravata e camisa branca) do primeiro longa - se diferenciando apenas no penteado (com os cabelos um pouco maiores desta vez, em comparação a Protocolo Fantasma). Essa releitura de Missão: Impossível I é digna. Ainda que refilmagens sejam - em muitos casos - desnecessários, o filme que se iniciou em 1996 tinha muito o que melhorar - e as suas continuações seguintes demonstraram isso (cada um auxiliando de uma forma diferente).  

Pegg (Benji Dunn) já se solidifica como o alívio cômico da cinessérie e Rhames (Luther Stickell) tem um pouco mais de presença mas permanece a ter rápidas aparições. Alec Baldwin (Alann Hunley) é a surpresa do elenco.

Rebecca Ferguson (Ilsa Faust) reforça o time da uma forma que a cinessérie precisava. Agora que a tendência é, de alguma maneira, colocar protagonistas femininas poderosas, independentes e marcantes à frente em franquias (um reflexo do mundo atual onde a busca pela igualdade no mercado é incansável). Independente desse questionamento vir a se tornar um espaço em prol do movimento feminista, a feminilidade não ficou de lado - as cenas em que a belíssima atriz sueca está usando um longo e impecável vestido amarelo chegam a ser embasbacantes.   

A trilha sonora retoma os temas do primeiro filme (compostas por Danny Elfman, com base na série de TV) em arranjos muito bem caprichados por Joe Kraemer. A densidade da tensão vem nos momentos silenciosos (ou com os sons de ambiente), de uma forma muito bem sucedida.
Missão: Impossível - Nação Secreta não deve ser encarado com maus olhos só por causa de sua sinopse básica. A maneira como a trama se desenvolve (em meio a subtramas) surpreende - sem correr o risco de se perder em um emaranhado de fios (um ponto fraco característico do primeiro) deixando tudo muito bem desamarrado no fim. Existem raros momentos imprevisíveis e muito mais momentos que certamente agradarão quem estava esperando por um filme de ação das antigas - maduramente elegante, sutil e divertido.


Momento Pós-Crítica

"Ready or Not" - The Fugess

A famosa música do grupo de Hip Hop, de 1996, toca (em versão remixada) no trailer do filme. Tanto o clipe quanto a música (seja o ritmo ou a época) reflete praticamente a essência deste Missão: Impossível para a cultura pop.

"Ready or Not" - The Fugess (Versão "Missão: Impossível")
É perceptível um ritmo mais intenso em sua melodia - com sonoridades crescentes dignos para simular um termômetro avisando a aproximação do perigo (entre arranjos de guitarra, tambores, ponteiro de relógio e sons de objetos). O trabalho chega a lembrar o estilo de Hans Zimmer em Missão: Impossível II.


"Ready or Not" veio originalmente do álbum "The Score". A capa faz uma alusão direta a um ícone do cinema - o clássico "O Poderoso Chefão" (tanto nas descrições quanto na arte). 


 ARQUIVOS SECRETOS 

Memórias da Sessão
Foi tudo uma situação digna de uma missão impossível - a intenção era assistir em uma sala IMAX - mas reservei o sábado para prestigiar O Reverso do Morcego. Sempre que saio em um dia do fim de semana, deixo o seguinte pra descansar. Pela falta de disposição em correr no último dia de folga (que deveria ser de descanso), optei por sessão em uma sala normal. 

O engraçado é que já virei piada por isso (por gente que não trabalha tanto assim) - por chegar atrasado em eventos ou por dormir enquanto trabalho duro. Mas a verdade é que ninguém conhece ao certo as minhas lutas impossíveis. Em 30 minutos, corri muito (mais que o Tom Cruise) para atravessar o outro lado do bairro, subir escadas, desviar de obstáculos, pegar condução e chegar até a sessão - faltando 5 minutos (sem brincadeira).

Chegando à fila, levou um tempo para liberarem a sala (mais uma vez), só que em menos tempo. E mesmo assim, os trailers já estavam subindo - procurei me virar como pude com a sala escura - pedindo licença aqui e ali (com aquele jeito de que "pegou o caminho mais longo até a cadeira"). A sala estava aparentemente lotada, consideravelmente, e com um público bem educado e interativo com o filme - rindo das situações e fazendo pequenos suspiros de tensão (no caso, as mulheres). 

Uma das coisas mais desagradáveis das salas de cinema dos tempos atuais é a falta de apagar as luzes quando a tela entra em ação (mesmo com os trailers). Aqui, o caso foi quando os créditos começaram a subir (não que isso seja a primeira vez, mas vale citar já que provavelmente eu nunca cheguei a comentar a respeito). O público já se levanta, mas o problema não é o público e sim o mal comportamento dessas salas que, de certa forma, acostumou mal os seus espectadores com a falta de paciência. Pra mim, o filme não acaba até o fim dos créditos (e isso eu aprendi desde 1994 - eu acredito). 


FICHA TÉCNICA

Ficha Técnica: Mission: Impossible - Rogue Nation
Duração: 131 Minutos
Gênero: Aventura
Sessão Acompanhada: UCI Kinoplex Norte Shopping - N 13 - 16/08/15 (domingo)
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