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terça-feira, 2 de março de 2010

Sessão Comemorativa (Estréia no Telecine Premium): 007 - QUANTUM OF SOLACE (REVISÃO)

Sobre a Sessão Comemorativa: 007 Quantum Of Solace


Esta sessão comemorativa é na verdade uma copilação de críticas, a minha (atualizada) e de dois famosos jornais que saíram durante a estréia do filme nos cinemas (Jornal do Brasil e O Globo). Foi um material originalmente publicado para alguns fóruns da Internet.

Boa leitura!
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NESTA POSTAGEM

SESSÃO CRÍTICA
OS PASSOS DO NOVO BOND
MESTRE RYU
PERMISSÃO PARA VINGAR
Tom Leão (O Globo)
AÇÃO INCESSANTE E UM BOND MAIS DENSO
André Gordirro (Jornal do Brasil)
 A TRANSGRESSÃO DO ESPERTO ESPIÃO
Maurício Zágari (Jornal do Brasil)


EXTRAS
VÍDEOS
CURIOSIDADES
FICHA TÉCNICA
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SESSÃO CRÍTICA
007 - Quantum Of Solace
(Quantum Of Solace,106 Min, Ação/Drama)

OS PASSOS DO NOVO BOND
Por: Mestre Ryu [07/11/ 2008 - Dead Or Alive Online]

Dando continuidade aos eventos desenvolvidos em Cassino Royale, o diretor Marc Foster (Em Busca da Terra do Nunca) assume o trabalho, com a recusa de Martin Campbell (007 Cassino Royale) que ja esta satisfeito com os feitos que trouxe para revitalizar (mais uma vez) a franquia numa era pós-Goldeneye. Quem retorna é o escritor Paul Haggis (Crash - No Limite), para fazer parte da revisão do roteiro.

Daniel Craig repete com louvor o seu seco, rebelde e antipático Bad-Boy-Bond, sendo aproveitado de forma mais expansiva, sem deixar de lado algumas raras piadinhas que caem em momentos certos, além de também se encontrar em situações que até então eram bastante raros em filmes de Bond, já que começaram a se tornar mais tradicionais nos filmes estrelados por Timolty Dalton e Pierce Brosnan.

O filme apresenta também uma nova e interessante Bond Girl (Camile.Vivida por Olga Kurylenko) que possui um objetivo em comum com Bond.Conta também com a presença de outros personagens ja conhecidos dos anteriores, como M (Judi Denchi. Dos filmes com o Brosnan) e alguns outros recentes de Cassino Royale.

A abertura de Quantum Of Solace não é tão hipnotizante e criativa, apesar das tradicionais silhuetas femininas, característica registrada das aberturas da série, em um deserto feito por computação gráfica.

No campo sonoro, a canção original conta com a boa música tema: Another Way To Die (Alicia Keys & Jack White), que possui um arrojado estilo que mistura Hip Hop e R&B (estilo de música que anda fazendo muito sucesso recentemente). Na trilha instrumental, temos um afinado David Arnold, fazendo uma atualização competente da trilha anterior, mantendo algumas características de temas como African Rundown e com sonoridades chamando a clássica trilha de James Bond de maneiras bastante diversificadas e atraentes.

Os efeitos visuais e edição agem aqui da maneira mais descerebrada possível, sem o mesmo carpicho do filme anterior, mas não deixam a desejar nas cenas de ação e o rítimo eletrizante.  O agito se estende para as tradicionais perseguições de lancha, batalhas aéreas entre aviões e pancadaria sem balas, estilo Bourne..Jason Bourne. Vale também ressaltar os momentos das escpadas inteligêntes, sem depender da tecnologia - indo a alguns degraus além. Destaque para a sequência do concerto, bem descrita dramaticamente, chegando a lembrar rapidamente os clássicos filmes de gangster.

O vilão da história também não possui uma característica própria como a dos anteriores (alguma cicatriz, preferência por bichos, algum tique ou coisas desse tipo), tendo um final também bastante incomum. Alguns elementos tradicionais da série são mantidos na essência da aventura. A famosa cena de abertura dos filmes clássicos em que James Bond atira no cano de uma arma está de volta (no fim do filme).

O roteiro possui um elemento em comum com o filme O Mundo Não é o Bastante (1999), o enredo  envolve a questão dos recursos naturais, mas isso é apenas mera coincidência. Agora a aparente inspiração vem da situação atual na América Latina, questões que envolvem Hugo Chaves e os EUA, de uma forma indireta. Toda a relação com a trama fica acerca do ambiente fantasioso da franquia, coisa de bandido e mocinho, sem chegar a ser algo mais coerente, como ocorre em Cassino Royale, quando faz citaçaões ao 11 de Setembro.

Existe também uma referência ao clássico Goldfinger (3ªFilme da série 007). Exemplo de que as tradições não ficam de fora por mais que tentem mudar o famoso espião.


PERMISSÃO PARA VINGAR
Por: Tom Leão [06/11/2008 - Jornal O Globo]

007 — Quantum of solace começa pouco depois que o filme anterior, Cassino Royale, termina (algo inédito na série), e segue num ritmo frenético, com muitas perseguições, tiros, socos e pontapés (algumas cenas são de causar desorientação). Não que James Bond (Daniel Craig, perfeito) não seja disso. Mas, nesta nova aventura, ele está mais embrutecido pelos fatos do passado e procurando vingança. O que dá pouco espaço para diálogos. Ele sequer tem tempo de seduzir a bond girl da vez (a estonteante Olga Kurylenko), de tão cego que está em sua missão quase suicida.

Embora não suplante o filme anterior, que foi uma espécie de recomeço da franquia, Quantum of solace (no original) chega bem perto e ainda traz uma cena-citação ao clássico 007 contra Goldfinger, que os fãs da série vão perceber e gostar.


Bond nunca foi tão humano quanto agora, longe do quase super-herói caricato em que estava se transformando. Isso já vale o preço do ingresso.

AÇÃO INCESSANTE E UM BOND MAIS DENSO
Por: André Gordirro [Jornal Do Brasil]

Ainda na gestão de Pierce Brosnan como protagonista da franquia, 007 resolveu uma sonolenta trama de disputa por oleodutos em O Mundo Não é o Bastante (1999). Neste Quantum of Solace (mais sobre o título a seguir), a idéia é praticamente a mesma: agora são as reservas naturais de água do planeta que estão na mira de um vilão corporativo (Mathieu Amalric, o irmão perdido de Pedro Cardoso). Mas de sonolento o novo filme não tem nada. Além de orquestrar uma ação praticamente incessante,Marc Forster (Em busca da Terra do Nunca), um diretor especializado em dramas, realiza uma interessante análise de Bond. Aqui, o 007 de Daniel Craig é uma alma atormentada pela perda na amada (ocorrida no anterior Cassino Royale, do qual este é uma continuação direta, um fato inédito na série), capaz de ir contra a CIA e os interesses britânicos para saciar sua vingança. É aí que entra o título bizarro. Quantum Of Solace seria a elusiva paz de espírito que James Bond tanto busca. O filme peca por não ser tão charmoso e essencialmente bondiano quanto Cassino Royale, mas acerta ao apresentar um personagem em franca evolução desde que Craig herdou o papel.


A TRANSGRESSÃO DO ESPERTO ESPIÃO
Por: Maurício Zágari [Jornal Do Brasil]

No ano em que chegaria a seu centésimo aniversário, o criador de James Bond, Ian Fleming, ficaria orgulhoso por ver sua criação em 007 ­ Quantum of Solace. O filme, escrito com competência a partir de um conto do escritor londrino, traz Daniel Craig em sua melhor forma ­ física e artística ­atuando em seqüências de ação meio rambônicas , meio jason-bourneanas. Nada bom para hipertensos, excelente para os entediados.

Quem gostava do sarcasmo charmoso de Sean Connery pode ficar decepcionado com o Bond seco consolidado por Craig neste episódio (vamos chamar assim, uma vez que a trama começa no fim do filme anterior e termina totalmente em aberto) da série. Por outro lado, quem sempre esperou um 007 mais realista e mortal vai ficar cada vez mais fã do ator, que se machucou três vezes durante as filmagens, como bom ser humano. A trilha sonora segue a velha tradição da franquia, em seu 22º longa-metragem, embora não seja das mais memoráveis. Mas, como em momento algum de Quantum Of Solace o agente secreto pronuncia o mote Bond. James Bond, parece claro que o 007 do século 21 não está nada preocupado em preservar tradições.

EXTRAS


VÍDEOS

Teaser Trailer


Trailer Oficial


Videoclipe: Alicia Keys & Jack White - Another Way To Die


James Bond 007 - Quantum Of Solace : The Game

O jogo mistura os acontecimentos de Cassino Royale (que não virou game).

CURIOSIDADES

- A tradução de Quantum Of Solace ao pé da letra é Mínimo De Consolo

- No roteiro orginal, 007 teria um filho de Vesper Lynn (morta em Cassino Royale). No caso a história seria a busca de Bond pelo filho. Mas isso foi descartado por não ter muito a ver com o espião. Apesar de que Bond é órfão e ele não deixaria o filho pra trás. A história não foi completamente descartada e provavelmente pode ser aproveitada futuramente.

- O título do filme é retirado de um conto de For Your Eyes Only (Somente Para Seus Olhos), e sugerido pelo ator Daniel Craig (James Bond).

- Quantum, a organização que Bond enfrenta nesse novo filme, é uma espécie de atualização da S.P.E.C.T.R.E. (presente nos filmes mais antigos da série)


FICHA TÉCNICA

Título Original: Quantum Of Solace
País: Inglaterra/Estados Unidos
Ano: 2008
Duração: 1h57 min (106 min)
Direção: Marc Foster
Gênero: Ação/ Drama
Elenco: Daniel Craig, Mathieu Amalric, Olga Kurylenko, Judi Dench, Giancarlo Giannini e Gemma Arterton

Sipnose: James Bond (Daniel Craig) e M (Judi Dench) realizam o interrogatório do sr. White (Jesper Christensen), responsável pelos eventos do filme anterior da série. Porém uma traição faz com que White seja morto. Para investigar o caso Bond parte rumo ao Haiti, onde conhece Camille (Olga Kurylenko), uma bela e perigosa mulher que possui ligações com Dominic Greene (Mathieu Amalric). Greene tem planos para a Bolívia, incluindo a deposição do atual governo, o que faz com que Bond entre em seu caminho.


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