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terça-feira, 19 de agosto de 2014

[Sessão Crítica] As Tartarugas Ninja (2014) 3D

NESTA POSTAGEM

SESSÃO CRÍTICA
AS TARTARUGAS NINJA

EXTRAS
CARTAZES
FICHA TÉCNICA



--SESSÃO CRÍTICA--
As Tartarugas Ninja

TARTARUGAS MAIS 
INVOCADAS
Novo estilo das Tartarugas parece ter levado 
as artes imaginativas dos fãs a sério

De sua obscura origem, nos quadrinhos, as tartarugas mutantes se tornaram simpáticas comedoras de pizza ao irem para a TV em sua primeira adaptação. As cores vibrantes e o ritmo alucinante somado a trilha sonora do desenho animado, logo ganhou um herdeiro - a sua primeira adaptação para os cinemas (com atores de carne e osso). Nessa trajetória, entre nascimento, sucesso e fracasso, as tartarugas renasceram nos anos 2000 - anos após hibernarem, despertaram para novas versões para a TV e cinema. Os quadrinhos, onde se originaram, também retornaram - nunca deixando de lado o seu lado sombrio de origem, e em algumas situações chegaram até a ganhar versões adaptadas de suas simpáticas versões da TV. 

Transitando entre os desenhos clássicos de 87 e a sua origem sombria dos quadrinhos em 84, As Tartarugas de Michael Bay (produtor) se mostram bem fieis às suas raízes em comparação ao seu trabalho na cinessérie Transformers, onde ele também atuou não apenas como produtor como também diretor.
O mais interessante é que, diante dessas reencarnações: na TV; no cinema (durante os anos 90); e de volta a tela grande (em 2006); realizando uma busca por suas origens nos quadrinhos originais, é possível aceitar todas elas sem se incomodar com as suas diferenças. O embalo da "Santa Tartaruga" que os velhos fãs esperam ver está aqui, apesar de ainda me gerar uma certa sensação de nostalgia da primeira fase que lançaram as tartarugas ao estrelato.

Escultura original do filme
Alguns absurdos chegaram a aparecer na imprensa sobre as possíveis Tartarugas desta versão homônima terem sua origem provinda do espaço - o que (felizmente) não é verdade. O trio de roteiristas parece ter encontrado uma história cheia de boas intenções, porém, não desenvolve uma 
maior complexidade para justificar, de forma natural,  laços familiares - mesmo que tais laços fraternais (entre heróis e mocinha) sejam aceitáveis, para efeitos de entretenimento ou emocionais. Se a história agora se preocupa em explicar as 'curiosidades' de origem dos personagens (justamente homenageando o seu legado), o 'Pizza Time !' por pouco não vira uma bela propaganda (se safa pela boa sacada).

Megan Fox foi uma acertada escolha, como a repórter April 'O Neil - a heroína que suaviza aquela imagem masculina do universo dos Super-Heróis - com voz serena e certa fragilidade e coragem bem feminina. Megan é praticamente a protagonista no primeiro ato - encarando a dureza de sua profissão (segundo o lema das pesquisas: 'vida de repórter é o emprego mais estressante do mundo'). Certamente a melhor April em carne e osso que já vi passar pelo cinema até hoje - o visual também ajuda - vale citar também o figurino: o casaco amarelo e as unhas verdes lhe trouxeram elegância elevada a estratosfera. 


As Tartarugas Ninja já viveram uma aventura no universo da computação gráfica no longa de 2006 (As Tartarugas Ninja: O Retorno), mas é a primeira vez que elas surgem interagindo em um universo real usufruindo dessa tecnologia. Enquanto que, anteriormente, longas com criaturas (ou efeitos) desta forma contavam com animatrônicos - a criançada vibrava com atores e dublês (alguns quase) desconhecidos fantasiados de tartaruga da trilogia clássica (como podemos ver na série 'A Família Dinossauro' e os 'Super-Heróis Japoneses' da TV Manchete). 
Buscando uma atualização - a exemplo do que se vê entre tantas reformulações de personagens clássicos adaptados para o cinema - as novas tartarugas são bombadas, visualmente mais distintas e mais voláteis, mas sem deixar o seu estilo descolado de suas versões do passado, divertindo o público com os seus trejeitos (ainda mais invocados e espertos) ao ritmo das músicas dançantes atuais (sem abusar das letras obscenas, ao menos na versão de cinema). 

O Destruidor (ou Shredder), vilão que veio a se tornar o principal na série animada, após sua 'rápida' passagem nos quadrinhos de origem, teve suas características respeitadas (sendo interpretado por um ator oriental, Tohoru Masamune) e - assim como as tartarugas (agora "à prova de balas") ganhou um visual ainda mais robusto e ameaçador - embora suas armas não pareçam amedrontar tanto assim, causa um baita prejuízo para os heróis - e 'cala a boca' daqueles que soaram por aí que ele era um androide (tudo bem, embora o seu jeito de andar se pareça com um robô - quase como o Samurai de Prata de Wolverine: Imortal).

Mestre Splinter encara o novo Destruidor

Eric Sacks (William Fichtner) é um personagem interessante - pena não ter sido tão bem aproveitado como mereceu [Spoiler: por sua conta e risco clique e arraste o botão esquerdo do mouse pelo espaço](os trailers 'induziam' a acreditar que ele seria o ser por trás da armadura do Destruidor - quem sabe na próxima?) [/Spoiler]. Ainda que não pareça, as referências ao universo apenas induzem a presença (ou estilo) de alguns personagens - não presentes no filme - assim podemos espelhar ali Casey Jones em Vernon Fenwick (Will Arnett) e Dr. O' Neil (Paul Fitzgerald) em Krang, ainda que desempenhem funções diferentes.

Entre as surpresa do elenco estão Tony Shaloub - como a voz do rato Splinter - e a personagens Karai (Minae Noji) - logo me lembrei do videogame Tournament Fighters. Whoopi Goldberg (sumida) retorna aos holofotes de Hollywood aqui fazendo uma pequena participação como Bernadette Thompson, a patroa de April.









O formato  3D   parece se expressar bem em algumas perspectivas e outras não tão bem (em momentos de vertigem). Os efeitos visuais são um bocado modestos se comparar a outras produções atuais - não se apresenta evolução embora conte com uma bela direção de arte (principalmente na sequência do metrô - com bela edição - e as cenas animadas em estilo 'vintage'). Curiosamente, a fotografia é de Lula Carvalho, cinegrafista e operador de câmera Brasileiro, responsável pelo trabalho em Tropa de Elite, se transporta aqui a uma visão mais tecnológica, valorizando ótimas tomadas (a contar com as cenas - já tradicionais - de "Bullet Time").


A transposição das antigas (e felizes) tartarugas para o atual cenário recheado de um público mais disperso e mais conectado (levando em consideração também o estilo 'Hi-Tech' do ambiente), aproveita aquele humor inocente somado aos montes de referências à cultura pop atual - e (como fazia a origem das próprias tartarugas dos quadrinhos) tira uma onda com o clima sombrio (em seu primeiro momento, se mostra quase uma 'cópia' descarada e até com certa originalidade à parte); o destaque é o deboche ao climax [Spoiler: por sua conta e risco clique e arraste o botão esquerdo do mouse pelo espaço](durante a cena do elevador, antes de partirem pra briga) [/Spoiler]. 
As piadas não evoluíram, apenas se atualizaram, assim como seus efeitos, suas músicas e sua atitude. O resultado é um bom divertimento despretensioso - tanto para a antiga quanto para a nova geração de fãs. 'CAWABANGA' !


--EXTRAS--
CARTAZES


  FICHA TÉCNICA
Título Original: Teenage Mutant Ninja Turtles
Duração: 
Gênero: Aventura
País: E.U.A.
Sessão Acompanhada: UCI Kinoplex - M 9 - 18:25 - 17/8/14 (Domingo)

1 Hit Combo :

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

eu assisti ontem o filme, não algo assim que vai me marcar para sempre, mas o filme não é ruim. até diverte. dou 8 de 10. ao menos esse filme do Bay tem menos explosões do que Transformers, digamos.

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