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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

[Elas Sabem Jogar: Perfil] Simone Souza "Sikawaiidesune" - Idol da comunidade Street Fighter V & Mortal Kombat 11



Elas Sabem Jogar traz à você a série 
PERFIL

O objetivo da série Elas Sabem Jogar: Perfil é trazer a melhor informação possível para que toda a comunidade dos videogames e da cultura pop em geral possa conhecer a importância e a existência das jogadoras de videogame. Sim, elas existem e não é lenda típica de conto de fadas. Elas podem ser gente como a gente, jogadoras top, profissionais ou casuais. 


ELAS SABEM JOGAR POR QUE AMAM JOGAR  !


A entrevistada de hoje é uma influenciadora com muitas facetas curiosas durante os anos na comunidade virtual. Ela já se mostrou esportista, cosplayer e agora - surpreendentemente - uma grande inspiração para a comunidade dos jogos de luta. Simone hoje é mais conhecida pelo apelido Sikawaiidesune - "kawaii desu ne" são termos japoneses que, na tradução, junto ao nome, seria: "Simone é uma gracinha, né?" - heranças do passado otaku? 

Sempre enérgica, Sikawaii surgiu repentinamente na comunidade Street Fighter V em 13 de Agosto de 2017 como uma grande, agradável e necessária surpresa - chegando a representar o então inédito time esportivo Rise Up. Certamente, Simone deixou sua marca na geração brasileira dos jogos de luta na última década e segue firme com um forte reconhecimento e apoio merecido e devido de toda a comunidade. 

BATE - PONG MULTIPLAYER
SIMULADOR DE PERGUNTAS & RESPOSTAS
MR: Mestre Ryu 
SK: Simone "Sikawaiidesune"


MR: Desde quando você curte games ? 

SK: Desde pequenina, meu primeiro vídeo game foi o Master System 3, que eu ganhei  com 7 anos de idade, e só tinha o cartucho do Sonic que veio junto, mas eu locava outros jogos na época. Gostava de Sonic, Alex Kid e Street Fighter 2. Tenho um vídeo onde conto sobre minha história gamer no youtube, falando com detalhes sobre todos os videogames que eu já tive e jogos que eu curtia jogar.  

" Tenho um vídeo onde conto sobre minha história gamer no youtube, falando com detalhes sobre todos os videogames que eu já tive e jogos que eu curtia jogar. "  




MR: Foi você quem escolheu entrar no competitivo ou ele escolheu você? 

SK: Difícil dizer, porque eu nunca fui competitiva, mas depois que passei a jogar Street Fighter V isso foi despertado em mim (risos). Com isso aprendi a lidar com as frustrações das derrotas e tentei tirar algum aprendizado, mas o mais legal em meio a isso, foi que nesse caminho, eu descobri um mundo totalmente novo, conheci muitas pessoas jogando online, e fiz grandes amizades, passei a interagir em vários grupos de SFV, me envolvi muito com a FGC, passei  a organizar desafios de grupos, streamar, narrar, tudo ao mesmo tempo, e competir em Torneios Offline. 


MR: O que um competidor precisa para ter para ser visado? É muito difícil entrar nesse meio profissional ?

SK: Na FGC é complicado mesmo, no Brasil mesmo os players que se destacam tem dificuldades em encontrar patrocínio, então viver somente do jogo aqui ainda é um grande desafio.


MR: Quais são as maiores dificuldades?  

SK: Pra mim hoje a maior dificuldade é conciliar o jogo com a minha vida pessoal, porque trabalho, faço academia, tenho meus compromissos particulares e família também, então o jogo acaba ficando quase que em último plano, e por isso me restam poucas horas pra jogar e me dedicar como eu gostaria. Além disso como faço Live também, uma vez por semana ainda, é um dia que não conseguiria focar em treinar, então, eu acabo jogando mais por diversão mesmo, com os amigos, decidi que serei player casual e streamer e assim não me cobro mais tanto como antes.


MR: Existem situações tristes os quais você já passou? Qual foi a pior delas? 

SK: Sim, já fui criticada até pela minha voz, por gente que não curtia minha narração, por eu ser mulher, é difícil agradar a todos, e nem tenho essa pretensão, pois nem Jesus agradou a todos, como posso eu querer tal feito, não é mesmo?


MR: E a mais engraçada ?  
SK: Engraçado acho que foi um dia em Live com o Ryoran, onde falávamos sobre gírias regionais e eu comentei que aqui no Sul chamamos pão francês de cacetinho, e ele caiu na risada junto com o chat e ficaram fazendo altas piadas, eu ria tanto que minha barriga chegou a doer (risos).

" .... é difícil agradar a todos, e nem tenho essa pretensão, pois nem Jesus agradou a todos "
MR: Existe apelação em uma partida ou vale tudo que está no jogo?
SK: Vale tudo que está no jogo, inclusive teabag, taunt, só não vale ragequit ! Eu não faço teabag nem taunt, mas não tenho nada contra quem curte fazer. Aliás, nunca me senti ofendida quando jogaram comigo e fizeram isso.


MR:  Que mensagem você deixa para as pessoas tóxicas no meio competitivo ?
SK: Que tudo que você faz volta para você e cada um deveria cuidar da sua vida, do seu processo de aprendizado, e não desmerecer ninguém por liga, ou modo de jogo, cada um tem sua história, e não devemos julgar as pessoas, porque todos estão ali tentando se divertir.

" Vale tudo que está no jogo, inclusive teabag, taunt, só não vale ragequit ! "

MR: Quem são as suas maiores inspirações ? SK: Daigo e Tokido me inspiram pelas suas histórias de vida e claro, por serem lendas da FGC, mas também admiro o JustFogQ16, player de Ryu Sul coreano que me inspirou a fazer Lives de SFV, e curto ver os vídeos do NinjaKilla, que arrebenta jogando de Liu Kang.


MR: Como foi a sua experiência no Treta, na Brasil Game Show e nas competições neste ano que passou? 

SK: O Treta foi maravilhoso, eu conheci tanta gente querida, que eu já era amiga e jogava junto no online e poder abraçar eles, conversar um pouco, jogar off-line, tirar foto, foi bom demais. E ainda de quebra tive outras duas experiências incríveis, narrar a competição de SFV em dois dias do TRETA e ainda jogar no Torneio de Mortal Kombat 11 e ganhar minha partida que estava sendo transmitida em Live, tendo toda a torcida da galera ali na minha frente, nossa, isso foi incrível mesmo, marcante pra mim. Sobre a BGS, fui apenas no sábado, para competir no Torneio de MK 11 e para ver os amigos, e acabei sendo convidada pra subir no palco da Razer para narrar com o Luis (Garden) a partida do Keoma contra o pessoal da plateia e foi genial também, não era algo previsto, me pegou de surpresa, mas me diverti demais, e narrar SFV é sempre algo maravilhoso pra mim.


MR: Pode dizer um pouco sobre você além dos games? 

SK: Sou Administradora por formação, servidora pública, casada, cristã, sou caseira, mas amo viajar, adoro jogar videogame, em especial jogos de luta e aventura, gosto de malhar, sou muito enérgica, não consigo ficar parada, sou muito falante, gosto de desenhar, gosto demais do Japão, que já tive a oportunidade de ir 2x a passeio, já fiz artes marciais e adoraria voltar a praticar.


MR: Se não foi respondida anteriormente, você possui alguma outra habilidade ou especialização além dos games?
SK: Acho que sei desenhar um pouco (risos), e tenho facilidade pra fazer amizades.


MR:  O que você gosta de fazer no seu tempo livre?
SK:  Jogar videogame, viajar, e ter experiências gastronômicas, sou apreciadora de boa comida.


MR: Tem alguma preferência por algum videogame, títulos de jogos, quadrinhos, séries de TV e filmes? Diga-nos o que você pensa a respeito.
SK: Cada videogame foi importante pra mim e teve um significado, porém hoje, eu curto mais o Play 4 que é onde tenho jogado, e desfrutado das minhas experiências gamers. Tenho um carinho especial por Street Fighter, Mortal Kombat e Sonic, que são sem dúvida os meus favoritos. Série de TV eu curti bastante The Boys, o Atelie e Terrace House, Good Morning Call, várias séries japas. Gosto de Animes, adorei Demon Slayer, assisti todo Naruto e Boruto, e das antigas amo CDZ e Sailor Mon, Yu Yu Hakusho. Meus filmes preferidos são O Último Samurai e Menina de Ouro.

MR: Tem algum grande sonho?
SK: Já realizei muitos sonhos, e sou grata a Deus por isso, ter ido ao Japão e jogado com Daigo e Tokido foi um deles.

MR: Se a Simone te encontrasse, o que ela diria pra você ?
SK: Deixa de ligar para o que pensam sobre você... hoje eu já consigo ser mais tranquila quanto a isso, mas já sofri muito por me importar demais com a opinião alheia.

MR: Como uma figura pública, o que você jamais faria, nem que seja por R$ 1 milhão ?
SK: Me expor, isso definitivamente não tem nada a ver comigo.

MR: Tem projetos para o futuro?
SK: Alguns, mas vou guardar comigo, sorry.


MR: Que mensagem você deixaria para as jogadoras do mundo ? 

SK: Apenas joguem e façam o que vocês gostam, não tenham medo, pois vai ter mais gente pra te apoiar do que para te empurrar pra baixo, seja corajosa, e siga seu coração.


MR: Aonde as pessoas podem te achar?
SK: No Twitch, toda quinta ou sexta-feira de noite, sempre aviso no meu Twitter e no Discord também quando farei as Lives.


Sikawaii com as lendas esportivas do Street Fighter: Daigo (à esquerda) e Tokido (à direita)

Pra encerrar com chave de ouro, a Sikawaii (a própria celebridade) teve uma brilhante ideia com este nobre entrevistador (que aqui escreve) e produziu um videozinho especialmente para a sua biografia Elas Sabem Jogar: Perfil (olha que moral). Ela mesma, mostrou as suas habilidades de edição e produziu um copilado de seus melhores momentos de Street Fighter V e Mortal Kombat 11 (*já seguro as lágrimas masculinas aqui*).

Vale conferir e conhecer AO VIVO E A CORES (e sem cortes) momentos marcantes, desde o encontro com os lendários Daigo e Tokido à sua histórica participação no Treta Championship 2019, conseguindo vencer sua pool na live. De quebra, um momento de virada em participação especial em uma stream.






Um enorme agradecimento do tamanho dessa galáxia distante para a Simone por nos ajudar nesse projeto de resgate das jogadoras de videogame pelo Brasil e pelo mundo.


E à você, muito obrigado por acompanhar até aqui e espero que tenha gostado. Nos ajude espalhar o amor pelas jogadoras de videogame compartilhando este material e curtindo a página Elas Sabem Jogar no Facebook. 

Até mais. 

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