sábado, 1 de agosto de 2026

[Vida Ordinária] Eu Subestimei o Homem-Aranha


Quando o novo modelo de cinema chegou, juntamente com a era do cinema digital, de ter cadeiras em degraus, tudo ficou ainda melhor já que "cabeção na frente" era coisa do passado. Só que agora, encaramos um vilão ainda maior do que na década de 90: o brain rot

Tem sido cada vez mais difícil ir ao cinema. Educação do povo está caótica: gente tirando foto com flashes, usando lanternas na tela do projetor, atendendo ao celular ou vendo coisas aleatórias na sua tela brilhante - para este último caso em específico, eu recomendaria que as cadeiras sejam maiores para tampar a visão de luz do celular do indivíduo da frente. 

 E é por isso que eu acabei por oficialmente me CANSAR DE IR AO CINEMA. E é justamente por esse motivo o qual eu simplesmente parei de ir ao cinema e aguardar chegar no streaming (assim como toda a torcida do Flamengo). 

E então, semana de Homem-Aranha: Um Novo Dia chegando aos cinemas, fiquei em dúvida se queria fazer uma Sessão Crítica e decidi aguardar por alguns dias.

Porém, quando decidi comprar os ingressos de última hora, só de sacanagem, eu me deparei com INGRESSOS ESGOTADOS logo no terceiro dia de exibição (contando a pré-estreia de quarta-feira). 

Eu admito que subestimei o Homem-Aranha. 



Comparado com o que já foi revelado oficialmente, ainda soa interessante. E comparado com o que foi vazado, tudo se torna uma baita surpresa. Parece que aquela eterna frase da garota marvete no final da sessão de Sem Volta Para Casa: É por isso que eu sou gadinha da MARVEL ainda soa contemporâneo e promissor.


Existe uma discussão muito pertinente sobre solidão. Em meio a uma era digital e a teoria da internet morta, é uma questão muito pertinente.  O fato de "estar sozinho" e discussões sociais sobre aceitação e diagnósticos, prato cheio para a psicologia. 

Vale considerar o amadurecimento digno e prometido da amigão da vizinhança encarnado por Tom Holland mas também vale considerar que todo o elenco tem seu momento especial na trama. 

Falando em amadurecimento, este é o mais Homem-Aranha da quadrilogia de filmes do UCM. Vale destacar, inclusive, os vôos intercalados nos saltos do herói, valorizando a visão em primeira pessoa que, apesar de parecer um primoroso e pioneiro fanservice de luxo de um videogame de última geração, soa muito bem na telona. Ainda mais que também valoriza e muito a atuação (focando na expressão sóbria que existe por trás da máscara). 

O negócio foi tão sério que, além de fazer os sábios do cinema se debruçarem em lágrimas e lançarem sonoros e gloriosos aplausos calorosos ao fim da sessão, ficamos com aquela vontade de levar a Sadie Sink para tomar um café perto de casa. Enfim, baita retorno, baita introdução. 


Não repare os erros da AI Slop porque isso aqui é um aperitivo do multiverso com algumas variantes em ação de um sonho chamado A Era dos Jogos de Luta. Apenas uma crônica. Quem sabe, ela não se torna canônica (um dia). 


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