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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

[Elas Sabem Jogar: Perfil] Beatriz "Rainbows" - Princesinha do Tekken


Elas Sabem Jogar traz à você a série 
PERFIL

O objetivo da série Elas Sabem Jogar: Perfil é trazer a melhor informação possível para que toda a comunidade dos videogames e da cultura pop em geral possa conhecer a importância e a existência das jogadoras de videogame. Sim, elas existem e não é lenda típica de conto de fadas. Elas podem ser gente como a gente, jogadoras top, profissionais ou casuais. 


A nossa entrevistada de hoje é uma das mais talentosas da comunidade brasileira de Tekken, chegando a conquistar o Top 8 em um campeonato semanal do Treta Championship (tradicional torneio de jogos de luta que também comporta anualmente a CPT - evento de pontuações oficiais para a Capcom Cup de Street Fighter V). Já com pouca idade, vem se destacando fortemente e ainda almeja dominar outros jogos de luta. 

Sobre o curioso nickname, Rainbows esclarece: 

Rainbows é por dois motivos: eu gosto muito de coisas coloridas e amo arco-íris e também por que na época eu ouvia muito JRock e a minha música favorita de todas era Rainbows do Alice Nine. Eu ouço essa banda até hoje inclusive.


Apesar de ser fera nos jogos de luta, a Bea é puro coração, mas não se deixe intimidar pelo rostinho de anjo de Rainbows. Vacilou, perdeu a ficha. 



ELAS SABEM JOGAR POR QUE AMAM JOGAR  !



BATE - PONG MULTIPLAYER
SIMULADOR DE PERGUNTAS & RESPOSTAS
MR: Mestre Ryu 
BR: Beatriz "Rainbows"




MR: Desde quando você curte videogames?
BR: Desde pequena. Sempre fui influenciada aqui em casa porque meus pais e minha irmã mais velha jogavam também.


MR: Você acreditava que seria uma competidora em algum momento ? Quando surgiu a vontade de competir ? E em quais jogos você costuma competir?
BR: Não acreditava que seria mas sempre gostei de assistir as competições e desde que vi a Tanukana jogando ela me inspirou muito e foi assim que comecei. Comecei competindo só o Tekken e agora quero começar o SFV também.


MR: O que um competidor precisa para ter para ser visado? É muito difícil entrar nesse meio profissional ?
BR: A pessoa precisa marcar presença e apresentar resultados. Sim, eSports na FGC é complicado.


MR: Nesses anos de comunidade gamer, pode nos compartilhar um momento engraçado seu ? Um momento triste?
BR: Um momento engraçado, eu não consigo lembrar. Um que foi triste e emocionante e que me marcou muito foi quando perdi a chance de entrar no Top 8 no Treta 2018, acabei chorando no palco e algumas pessoas subiram pra me abraçar e confortar. Eu me senti muito querida nessa hora pela comunidade.

MR: E pra você, quais são as suas maiores dificuldades ou limitações ? Como você lida com elas?
BR: Eu não lido bem com pressão, então eu acabo ficando muito nervosa e ansiosa. Ainda estou aprendendo a lidar com isso, mas sempre tento respirar fundo pra me acalmar.

MR: Nesse meio gamer, existem situações tristes os quais você já passou?
BR: Sim, ser mulher nesse meio é complicado. Já fui muito desrespeitada tanto jogando online quanto nos encontros offline. Infelizmente, tive que aprender a lidar com esse tipo de comportamento dos outros jogadores.

MR: Quem são as suas maiores inspirações ?
BR:  Tanukana é a minha maior inspiração, desde o momento que vi ela já achei ela super carismática e uma boa jogadora. Sempre tento acompanhar as coisas que ela faz e levo ela como um exemplo a ser seguido. Mas tenho outras inspirações como a Yuyu e a Cuddle Core também.

MR: O que você gosta de fazer no seu tempo livre?
BR: Gosto de ouvir música e assistir séries e filmes. Agora tô revendo uma das minhas séries favoritas: The Office.


MR: Existe apelação em uma partida ou vale tudo que está no jogo?
BR: Existe apelação sim e eu, particularmente, sigo um código de honra que eu não quebro.


MR: Que mensagem você deixa para as pessoas tóxicas no meio competitivo ? Já chegou a ser atingida por isso ?
BR:  Só quero que essas pessoas entendam que o comportamento delas atingem outras pessoas e elas mesmas e que não tem motivo pra ser tóxico. Mas desejo o bem pra quem é assim até por que os motivos podem variar pra fazer com que a pessoa seja do jeito que é. Apesar disso, é preciso ser compreensivo com todo mundo e entender todos os lados antes de julgar. Eu já fui atingida sim, creio que todos, não só da FGC, mas na comunidade gamer em geral já foram atingidos por isso.


" Existe apelação sim e eu, particularmente, sigo um código de honra que eu não quebro. "



MR: Pode dizer um pouco sobre você além dos games?
BR:  Eu não sou uma pessoa muito interessante então não sei bem o que posso dizer, mas eu sou bem tímida e apaixonada por tudo que eu faço. Minha timidez faz parecer com que eu não tenha sentimentos mas eu na verdade eu sou bem emotiva.


MR: Se não foi respondida anteriormente, você possui alguma outra habilidade ou especialização além dos games?
BR: Eu gosto muito de línguas, aprendi inglês sozinha quando eu era mais nova e depois adquiri um certificado. Eu gosto bastante de aprender línguas novas, então estou me aventurando com chinês, eu já aprendi o básico sozinha e agora estou fazendo um curso (com uma professora da China mesmo!).


MR: Tem alguma preferência por algum videogame, títulos de jogos, quadrinhos, séries de TV e filmes? Diga-nos o que você pensa a respeito.
BR: Eu sou fangirl da Sony então sempre tive os consoles da marca. Jogos, eu gosto de história, tanto que sou muito fã desse tipo de jogo. TV e filme, eu gosto bastante de suspense e sempre que posso assisto coisas do gênero.


MR: Qual o seu maior sonho?
BR: Trazer algo de positivo pro mundo ou até mesmo pra uma só pessoa.


MR: Se a Beatriz te encontrasse, o que ela diria pra você ?
BR: Se a Beatriz me encontrasse ela diria pra eu não me abalar com pensamentos ruins, não abaixar a cabeça e ter uma voz mais ativa.


MR: Como uma figura pública, o que você jamais faria, nem que seja por R$ 1 milhão ?
BR: Eu não prejudicaria ninguém, por mais que eu não gostasse da pessoa.


MR: Projetos para o futuro?
BR: Eu quero começar a fazer Lives com frequência mas meu trabalho toma muito do meu tempo e também não tenho equipamento bom pra isso, por enquanto. E também começar a competir fora do Paraná.


MR: Qual mensagem você deixaria para as jogadoras do mundo ?
BR: Quero que saibam que essa comunidade precisa de mais mulheres e que devemos nos unir! Temos que mostrar que esse meio não precisa ser predominante masculino e que podemos oferecer muita coisa boa também, habilidade não falta em nenhuma de nós! Girl Power !!



Só essa jogada incrível de Tekken 7 em um campeonato já prova a imensa qualidade de Rainbows

UM ENORME AGRADECIMENTO À BEATRIZ PELA GENTILEZA EM ACEITAR O NOSSO CONVITE



E à você, muito obrigado por acompanhar até aqui e espero que tenha gostado. Nos ajude espalhar o amor pelas jogadoras de videogame compartilhando este material e curtindo a página Elas Sabem Jogar no Facebook. 

Até mais. 
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