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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

[Sessão Crítica] Debi & Lóide 2

NESTA POSTAGEM
SESSÃO CRÍTICA
Debi & Lóide 2

EXTRAS
MEMÓRIAS DA SESSÃO 
FICHA TÉCNICA

SESSÃO CRÍTICA
Debi & Lóide 2

ENGRAÇADO 
COM SINCERIDADE
Pra quem associou este título com os outros que já passaram pelo circuito, resumindo a mais um besteirol, se engana. Ainda que aparentemente grosseiro em algumas passagens, conquista o mesmo espectador, que levou à sério, na cena seguinte.

Já se fazem 20 anos, mas "Debi & Loide: Dois Idiotas em Apuros" parece um filme atual. Cultuado por todas as gerações, é prato cheio pra virais e fotos de perfil em determinadas páginas e redes sociais da internet, Loide já nasceu como um ícone na pele de Jim Carrey. Depois de 1994, tentaram realizar uma sequência 9 anos depois, com atores jovens, em "Debi & Lóide: Quando Debi Conheceu Lóide” (2003) - esse que seria considerado o Debi & Loide 2, mas não pelos fãs.

A continuação de 2003 foi recebida com desconfiança. Para um clássico, trocar o elenco é praticamente um erro em uma continuação - desde que não se tenha a intenção de expandir o seu universo (explicando um passado ou apresentando uma outra geração) - de cara, seria mais uma ideia fracassada para lucrar. A intenção dessa primeira sequência teve boas intenções (apresentando uma nova dupla sem desmerecer Jim Carrey e Jeff Daniels, os originais).



Os Debilóides (1995-1996): a animação da Hanna-Barbera

veio inspirado no sucesso do filme. 
Durou apenas 13 episódios.
Mas agora, só faltava mesmo era uma continuação legítima com a dupla de 94, e os fãs pediram isso. Eu mesmo, sempre sonhei por uma continuação de O Máskara com Jim Carrey, Chuck Russel de volta à direção, e os outros atores do primeiro. Por pouco saiu do papel. Outro título de sucesso, Ace Ventura, foi o único a ganhar uma continuação durante a lançada do "Jerry Lewis dos anos 90" ao estrelado merecido. É uma pena que Ace Ventura 2: Um Maluco na África não teve o mesmo brilho.



Rachel Melvin: seduzente e cômica
na pele da ingênua Penny.
Agora, Debi & Lóide 2 conduz inteligentemente o mesmo humor afiado e imprevisível, com mais sordidez e muito mais cinismo. A dupla de personagens usa e abusa da caricatura (em especial Jim, que sempre soube fazer humor de primeira com os seus personagens sem se repetir - e o espírito do longa é o mesmo). No primeiro filme, a graça era ver Debi & Lóide - dois personagens tão caricatos que parecem terem saído de um desenho animado - se chocando, propositalmente em contraste, com um tipo de mundo real (aonde tais situações acabam se entregando ao seu humor despretensioso). Em Debi & Lóide 2, isso é ampliado pra dentro de uma série de subtramas (entre elas, até imaginadas pela mente fértil de Lóide - brincando com o estilo "Blaxploitation" dos anos 70 - onde os românticos criativos irão se identificar).

Debi entra numa fria



A grata surpresa é também rever Jeff Daniels, presente em outro grande sucesso da época (Velocidade Máxima), o mais ingênuo da dupla. E é em relação ao problema de Debi (Jeff Daniels) que a história absurda gira. Debi descobre que tem um problema de rim e precisa contar com o seu amigo Lóide em uma viajem para buscar seu filho (?) e realizar o transplante.





Situações do primeiro são revisitadas


A trilha sonora remete algumas músicas famosas do primeiro (o hit "Crash ['95 Mix][Version]" da banda The Promisses) e prossegue com novos temas bem afiados - o grupo "Empire Of The Sun" também realiza um ótimo trabalho nas melodias instrumentais.





Debi & Lóide 2 é mais feliz como uma sequência de um dos títulos mais cultuados da carreira de Jim Carrey. A direção é dos irmãos Farrely (os mesmos do primeiro) que conseguiram manter o besteirol calibrado - sem partir para os excessos. Dentro da linhagem há uma história correndo, sem ser em nenhum momento levada à sério (por vezes parodiando gêneros e subgêneros e até mesmo furos de roteiro), firmando a sinceridade com o público que gosta de humor de verdade. 



  ATENÇÃO: Fiquem até depois dos créditos



MOMENTO PÓS-CRÍTICA
Mong & Lóide: em 1995, surgiu a comédia estrelada pela dupla Chris Farley (1964-1997) e David Spade. "Tommy Boy" foi traduzido no Brasil como "Mong & Lóide", talvez para chamar a atenção dos expectadores saciados por "Debi & Lóide". "Mong & Lóide" foi bem recebido na época, mas essas semelhanças inventadas pelos trabalhos de tradução pelas distribuidoras acabam trazendo um certo problema, já que um consumidor mais exigente não prestaria atenção no produto achando que é uma mera cópia.

EXTRAS

MEMÓRIAS DA SESSÃO

É domingo, e o dia era de descontração no Norte Shopping. Meu segundo dia seguido no cinema depois de algumas boas semanas de descanso da série Sessão Crítica. Fui um pouco tarde, mas consegui chegar a tempo. Entrando pela área aberta, um grupo vestido de personagens de O Mágico de Oz estavam acabando de entrar também, convidando as pessoas para a peça e tirando fotos. Pra variar, entrando na sala, senti um cheiro ruim (outros também), alguém avisou e uma funcionária apareceu dizendo que não sabiam do ocorrido, pediu desculpas e fez uma limpeza pelo local. A sensação era de que alguém havia vomitado no local (tão "besteirol" quanto a ficção, se for pensar).

Assistindo ao filme, me remeti às boas memórias. O cinema era de película, isso ajudou bastante a associar o longa com o primeiro. Chorei de rir como uma criança - uma grande celebração a este cultuado filme de 94. Isso me lembrou de quando eu e meu pai assistimos ao primeiro filme, em sua estréia aqui no Brasil em 95 (assistimos Mortal Kombat: O Filme no mesmo dia) e rimos juntos de chorar também. Como era dia de domingo, a sala estava um pouco vazia, dava pra sentir algumas risadas mas em outros momentos era silencio total - só eu ria feito bobo (a ponto de segurar a boca com as mãos - pra não rir tão alto- e as lágrimas caíram como nunca). O ingresso e o dia valeram por completo.


FICHA TÉCNICA
Título Original: Dumb and Dumber To
País: E.U.A.
Duração: 110 min.
Direção: Bobby Farrelly, Peter Farrelly
Gênero: Comédia
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