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domingo, 13 de abril de 2014

[Sessão Crítica] Capitão América 2: O Soldado Invernal - IMAX 3D

NESTA POSTAGEM
SESSÃO CRÍTICA
CAPITÃO AMÉRICA 2: O SOLDADO INVERNAL

EXTRAS
MEMÓRIAS DA SESSÃO
FICHA TÉCNICA


SESSÃO CRÍTICA
CAPITÃO AMÉRICA 2: O SOLDADO INVERNAL

VITIMADO 
EM UM MUNDO ATUAL
Em seu segundo longa solo, Capitão América tenta sobreviver em um mundo moderno

Edward Snowden, James Bond e (por que não ?) Jason Bourne estão fazendo escola para o universo cinematográfico do Capitão América. Os primeiros minutos de pura espionagem são gloriosos e isso prova uma coisa para os que adoram criticar a Marvel Studios pelo excesso de piadas nos seus filmes - ela consegue fazer um bom trabalho que faça o público vibrar assim mesmo. Capitão América 2 é mais sério e talvez o mais profundo de todos os longas da Marvel até agora. Tudo coincide dentro de nossa atualidade. Enquanto a primeira parte se tratava de um evento histórico, o segundo trata de eventos atuais que certamente entram pra história. 

O herói está mais volátil assim como a trama - muito diversificada (a mais equilibrada de todas*) e convincente como uma adaptação de história em quadrinhos realista deveria ser - incluindo elementos ficcionais sem parecer pretensioso e é quase perfeito nesse sentido - auxiliado também pela ótima performance de Robert Redford como o diretor da S.H.I.E.LD., Alexander Pierce.  O Capitão de Chris Evans também se destaca ao estender a sua postura conservadora e incorruptível como um defensor da liberdade para um mundo moderno - uma prova a outras nações apesar de carregar características patriotas Americanas, em seu símbolo e em seu apelido de Super-Herói, de que ele não é só dos E.UA. mas do mundo.

*Bom equilíbrio: personagens da trama conseguem destaques distintos - principalmente Nick Fury e Viúva Negra.  

A edição dos irmãos Russo (Anthony Russo e Joe Russo) também capricha com closes e tomadas rápidas durante as lutas - por vezes exaustivas devido ao balé de pancadaria mas que o entretenimento regado a pipoca e refrigerante agradecem. Desenvolvimento da história e edição é ao menos tratado com neurônios beirando a (não é exagero dizer) obra prima.

Dentro desse conflito político, sobra espaço para uma boa rivalidade entre o Capitão América e o Soldado Invernal (Sebastian Stan) - cuja motivação e origem do vilão se tornam compreensíveis (sem forçar muito a caixola dos detalhistas com coisas do tipo "como eles..?"). A exemplo do Homem de Ferro, Capitão América também lida com a sua fama e é por esse motivo que é muito fácil para os inimigos descobrirem como podem afetá-lo.

Ainda que o nosso querido Capitão América/ Steve Rogers já tenha se mostrado bem evoluído para o mundo moderno nesta segunda fase - muito bem acompanhado com um caderninho de anotações que tem até nomes de ícones dos anos 80/ 90/ 2000, como Ayrton Senna, a banda Manonas Assassinas, Xuxa, Chaves (apesar de ser um seriado Mexicano, parte desse sucesso é nosso) e Wagner Moura (o Brasil nunca esteve popular como agora em tempos de Tropa de Elite). Isso coincide muito bem com as espionagens realizadas recentemente pelo governo Americano na América Latina e os grandes eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.


Anthony Mackie vive Sam Wilson/ Falcão, um dos poucos Super-Heróis negros saídos dos quadrinhos

O IMAX aumenta a tensão do suspense (extramente bem dosado) e se torna válido. O mesmo não se pode dizer muito do 3D, que continua se limitando a apenas a alguns efeitos de perspectiva (como estilhaços de explosões e movimentação de objetos).

Ter dois diretores é uma vantagem imensa para dar conta do recado nas subtramas. E explorar o personagem no mundo atual foi uma boa sacada, para não saturar em comparações ou semelhanças com o trabalho visto no filme anterior. E pra falar a verdade, eu conheci Capitão América nos quadrinhos da década de 90* - em uma história passada num tempo atual, o qual sou muito fã (e era justamente num período quando Steve Rogers aposenta o seu manto por um tempo). 


 digitalizações da minha coleção pessoal

*Nas revistinhas: O meu primeiro quadrinho do Capitão América (nª 159 - agosto de 1992/ publicado originalmente em 1988 na edição 347 da série de 1968) trazia o Capitão V (John F. Walker), também conhecido como o "Superpatriota", buscando vingança. Foi um dos personagens que já vestiu o manto do Capitão América, além de Steve Rogers. Eu ganhei do meu pai quando estava internado no hospital. 



Momento pós-Crítica: Inicialmente o título no Brasil seria Capitão América 2: O Retorno do Primeiro Vingador. Como uma referência aos Vingadores o subtitulo é até válido, mas a tradução direta do original (O Soldado Invernal) soa muito mais fácil - o apelo dos fãs e a resposta da distribuidora foram um ato justo. 
ATENÇÃO: Fiquem até depois dos créditos (muitos saíram achando que só teria uma cena extra, a do meio dos créditos). Essa iniciativa segue a tradição Os Vingadores e posteriormente precedido por Thor: O Mundo Sombrio.

EXTRAS

MEMÓRIAS DA SESSÃO
UM DIA DIFÍCIL
A minha grande luta pra manter a economia.. foi quase uma coisa de Super-Herói, sabe? 

Não foi um sábado bonito de se ver como o da semana passada. Tive alguns obstáculos para chegar até o cinema, estava com intenções de assistir também ao longa brasileiro Confie em Mim. A distribuição de horários para o IMAX 3D pela rede UCI NYCC era péssima - o primeiro horário era o de 21:20 (e o pessoal que mora longe, como fica?). Lidei com gente devagar e relaxada na rua . Tive que esperar o bendito ônibus - que já foi melhor de condução há 1 ano atrás. Esperando, ficava na dívida se aguardava mais 10 minutos ou apelava pra um taxi e queimava de vez a minha economia do mês. Quase cansado de esperar, chega o ônibus - no balanço violento de uma carroça - com uma cabeçada sentada. Então decidi sentar no assento preferencial (fazer o quê ?). E como eu previa, entrou uma mulher com um bebê - sentou ao lado e uma outra moça estava acompanhando, carregando as coisas do bebê,  bem fofinha, na minha frente. Ficou a dúvida se eu deveria levantar ou carregar as coisas dela ou ficar calado pra evitar desaforo - não me crucifiquei pois isso são vestígios do que tenho que conviver no dia a dia. Eu passei a viagem suando frio pra não ter que me obrigar a levantar e ter de ficar naquela longa viagem a pé (passam muitas coisas na minha cabeça - como condenar as companhias de ônibus por não botar frota suficiente nas ruas). E o ônibus seguiu com choro de criança - ensurdecedor no meu ouvido por quase meia hora no caminho - mas a paz reinou alguns minutos depois e elas soltaram antes. Um tempo depois o ônibus foi esvaziando os lugares e decidi sair daquele assento preferencial o mais rápido possível. Não tive atraso - o ônibus não demorou tanto pra vir e chegar - e tudo correu bem, graças a Deus. 

O UCI estava lotado e uma fila imensa pra assistir (mas o lugar de cada um estava garantido por ser cadeiras numeradas - apesar do problema entre números repetidos com um casal que comprou pela internet). Uma moça se aproximou, senti um estalo, olhei pro chão, e ela avisou que a minha carteira havia caído, abri os olhos e peguei rapidamente (no desespero de.. "como isso foi acontecer ?", "e se eu não tivesse ouvido ?", "e ela não tivesse avisado?"). Ela estava se aproximando pra perguntar se a fila era para o Alemão, eu entendi se era para o IMAX. Ela gentilmente repetiu o nome no mesmo tom e eu respondi "não" - com aquela postura meio na defensiva por se tratar de um ambiente nobre - mas pela primeira vez eu estive num sentimento inseguro ao me comunicar com alguém no NYCC, talvez pensando na carteira que caiu. Ela perguntou de novo e eu acabei achando se a pergunta era referente a localização para a fila do filme em questão e acabei dizendo que "não sabia". 

Em meus sentimentos, eu fiquei na dúvida se fui rude - não tive tempo de agradecer (por ela ter me avisado da minha carteira caindo quando ela chegou) e não veio em minha mente explicar que aquela fila era para o IMAX - parecia uma moça preocupada por explicações detalhadas e eu estava assim desligado, falando como se estivesse sem emoção ou distante (mas com um tom forte nas palavras "não".. "não sabia"). Pessoas detalhistas é um perfil que andei notando pelo UCI NYCC e é justamente por isso que procuro também ser cauteloso.

Talvez eu nunca vá levar essa bolsa de volta pra sair pelo vexame público. E não era a primeira vez que a carteira caiu - antes de chegar ao cinema, ela havia caído junto com a minha bolsa de moedas. A moça era branca, bonita e estava com um elegante vestido preto, daqueles que tem uma pequeno corte na frente, valorizando o torneado das pernas e com o longo corte do tecido, por trás, sendo levado pelo vento enquanto ela caminha. Por alguns segundos eu senti uma certo aperto no coração por não ter ido assistir Alemão, só para acompanhar, ou então me lamentando de não ter acontecido um momento assim no mesmo dia em que assisti ou então sentindo a falta de ter pelo menos estar falando de maneira sorridente ou aparentemente simpática. Esta é a maior vantagem de ser um lobo solitário: poder sonhar com uma vida romanceada da sua maneira.

Ao voltar pra casa, durante a madrugada, foi um perrengue. Esperei, esperei e esperei qualquer ônibus (já que o 315 era um vacilão do caramba - ele já foi melhor há 1 ano atrás). Chegou um ônibus e alguém disse que ia para a Brasil, fui nesse. Ao pagar e esperar o troco, o motorista me disse que era R$ 6,00 (ônibus caroooooo !!).  O ônibus deveria ser executivo, mas ao menos tinha ar condicionado e cortina na janela. Sentei lá no fundão, no meio. Duas cadeiras à esquerda, havia um carinha que não parava a se esticar olhando pro lado direito - bem aonde eu estava - aquele carão me assustou - mas era só pra pegar a carteira (ufa!).  Daí começou a puxar assunto descrevendo sobre um caminhão que caiu no meio da estrada e causou o maior trânsito - ele tava esperando por 1 hora e 30 minutos por aquele ônibus. Depois se esticou de novo pra alongar as pernas (ainda bem que não me atrapalhou como outros folgados). Mais à frente entraram uns moleques um pouco barulhentos - causando um leve conflito na entrada em frente ao motorista - saindo do Barra Music. Eles tinham uma mistura bizarra de bafos e perfumes - uma sensação insuportável. E pra completar, começava a chover na estrada. Num trajeto ao lado, havia um carro na contramão dos outros - o moço da esquerda até comentou: "Parece coisa de filme, né?"

Enfim, saltei na Av. Brasil. Fui rodeando pra lá e pra cá tentando encontrar uma forma de voltar ou de pegar outra condução enquanto encarava a leve chuva. Acabei então acionando o meu casaco marrom (estilo Indiana Jones que eu tanto procurava) novinho em folha - sem contar a estréia da minha calça de couro vermelha guardada há um ano. O mais lamentável desse dia é ver a minha camisa novinha do Capitão América amassada, e eu tentando desamassar notei uma parte da tintura colada. Acabou que a tentativa frustrada terminou numa pequena descoloração da arte do escudo em um ponto. Eu particularmente não sou fã dessas camisas do Capitão América (eu queria mesmo era uma com o formato exato do uniforme do personagem nos filmes ou nos quadrinhos) mas essa eu me rendi - e me surpreendi mais ainda ao chegar em casa e ver que a arte era levemente brilhante - fiz uma ótima aquisição.

o meu mini poster do Capitão América 2 (promoção válida para quem comprou antecipado nas bilheterias da rede UCI)

Depois de levar muita poeira com cisco no olho e passar por alguns lugares estranhos, encontrei o ponto de ônibus depois de desistir de encontrar um atalho. Só tinha molecada de balada/ baile funk esperando condução no local. De repente uns moleques saíram gritando pra cima de uma van e saiu um auxiliar de kombi reclamando com um "qual é?" - expressando corporalmente enquanto o veículo caminhava. Andei mais pra frente - na maior tensão - e dei um "ufa! salvei minha economia" no imaginário - graças a Deus o ônibus chegou bem rápido e meio vazio (eram umas 02:11 por aí e queria chegar antes das 03:00. Chegando em casa, olhei pra cima e vi uma janela se fechando, minha mãe estava acordando do sofá e foi correndo pra janela no mesmo tempo que eu chegava. O mais legal é ver o que ela tava assistindo na TV Globo - no escurinho do estúdio sala - era A Rede Social (2010) no Super Cine (eu havia assistido algum anúncio antes). Esse eu não via desde a primeira vez no cinema, e parei pra fazer companhia e assistir as duas partes finais. 

FICHA TÉCNICA
Titulo Original: Capitain America: The Winter Soldier
Gênero: Aventura
Duração: 136 minutos
Sessão Acompanhada: UCI New York City Center - 21:20 - N 14 (12/ 04/ 14)

Sinopse Oficial: Após os cataclísmicos eventos em Nova York com Os Vingadores - The Avengers Capitão América 2: O Soldado Invernal encontra Steve Rogers também conhecido como Capitão América vivendo tranquilamente em Washington DC e tentando se ajustar ao mundo moderno. Mas quando um colega da S.H.I.E.L.D. é atacado Steve se vê preso em uma rede de intrigas que ameaça colocar o mundo em risco. Unindo forças com a Viúva Negra o Capitão América luta para expor a grande conspiração enquanto enfrenta assassinos profissionais enviados para silenciá-lo a todo momento. Quando a dimensão da trama maligna é revelada o Capitão América e a Viúva Negra pedem ajuda a um novo aliado o Falcão. Contudo eles logo se veem enfrentando um inimigo formidável e inesperado o Soldado Invernal.



1 Hit Combo :

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

acabei de ver o Filme, Ryu.

é, eu achei melhor do que o primeiro filme do Capitão. mas não como muitos falam que ele é o melhor filme da Marvel já feito. e o Chris Evans não me convence como Capitão...para mim ele sempre será o Jonhnny Storm do quarteto fantástico e ninguém vai me convencer do contrário.

adorei o Robert Redford no filme, aumento em 50% o prazer de assistir no cinema.

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