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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

[Ao Pé da Letra] Rurouni Kenshin: Crônicas da Era Meiji - Volume 1

NESTA POSTAGEM 

AO PÉ DA LETRA 
Rurouni Kenshin: Crônicas da Era Meiji - Volume 1 

EXTRAS
Sinopse Oficial
Ficha Técnica


 AO PÉ DA LETRA 
Rurouni Kenshin: Crônicas da Era Meiji - Volume 1 
A VOLTA DO ANDARILHO 
Publicado no Brasil inicialmente em 2001, no embalo do animê na TV, com o título de Samurai X, o mangá retorna após muitos pedidos pela mesma editora, JBC. Desta vez, o trabalho de republicação é primoroso, num formato Tankōbon (como um formato de livro) e papel mais resistente. 

Já em sua 12ª edição em sua republicação aqui no Brasil (acredito que seja um total de 28 edições) somente agora eu consegui acompanhar as aventuras de Kenshin Himura nos mangás. A diferença entre o mangá e a série de TV é certamente a riqueza de conteúdo, muito mais presente nos mangás de origem. Aqui, a diferença tem mais significado - e não não me refiro apenas a pequenos detalhes que foram censurados (como a presença da violência) mas também em relação a construção dos personagens. Os capítulos extras no animê quase não tinham um significado tão importante enquanto que os capítulos adaptados se tornam até satisfatórios, embora não tão completos quanto no mangá (talvez a melhor adaptação seja a badalada saga de Shishio Makoto).  

Neste primeiro volume, já encontramos 99, 9% dos principais heróis da trama. Além de Kenshin, e o seu alter ego como o retalhador Battousai, a mocinha corajosa, Kaoru Kamiya, o valente garoto aprendiz, Yahiko Myoujin, e o bom de briga, Sanosuke Sagara. É interessante como o argumento de Nobuhiro Watsuki procura não só valorizar o principal protagonista, Kenshin, como também a importância significativa (tanto de força quanto psicologia) dos demais personagens - cada personagem tem um momento onde deixa a sua lição ou reflexão.
Neste épico de ação, onde o plano de fundo é uma turbulenta fase do Japão durante o século XVIII (Período Edo), cada confronto tem significado (graças ao auxílio esperto do período histórico) - confrontos são justificados por interesses ou revoltas políticas, e outros temas clássicos como corrupção também entram no páreo, nada melhor do que unir tudo isso em uma história entre heróis e vilões. Porém, logo vemos que Kenshin não é um tipo de herói comum, trata-se de um personagem que não se orgulha do que fez no passado - testemunhamos a sua importância política na história por parte de outros personagens e questionamentos éticos e existencialistas em volta da guerra e pós-guerra também acabam sendo discutidos entre os personagens. 
O mangaká Nobuihiro Watsuki teve como mestre, Takeshi Obata, autor do cultuado Death Note

A sutileza do argumento de Watsuki (então novato e com 24 anos), nos apresenta um protagonista amargurado com o passado mas escondido através da inocência de um jovem de aparência humilde, ora bobo ora sorridente, em busca do que é justo, punindo o crime dos tempos modernos da era Meiji com o que sabe melhor, através de uma luta com a sua inseparável Sakabatou (uma espécie de espada ao contrário, que o impede de perfurar a carne humana) seu olhar e personalidade se transformam completamente, Kenshin revela o assassino Battousai, que agora luta pela liberdade do povo Japonês, mas sem a intensão de matar, apenas de punir a favor de auxiliar as autoridades (tipo de postura popularizada pelos muitos dos grandes Super-Heróis Americanos da década de 30 e 40, como Batman e Super-Homem). 

Com personagens carismáticos, muito bem valorizados, belíssimos traços e a certa leveza da história curiosamente atraiu muitas mulheres para um título voltado ao público masculino (já que se trata do tema Shonen, quadrinhos voltados para meninos, diferente do Shojo, voltados para meninas). Talvez o estilo misterioso e bondoso de Kenshin tenha se revelado sedutor para este público, isso sem contar com o lado mais romântico da trama, que ali se desenvolvia discretamente - principalmente na história extra inspirado em um conto favorito de Watsuki, Sashiro Sugata, tendo a personagem Chizuro Raikouji - uma recriação mais romântica do inicio da história com o herói (Kenshin) combatendo os inimigos e salvando a mocinha no final. Algo que atrai as mais românticas, pela importância como as personagens femininas são tratadas, com a sensibilidade devida, e o lado mais humano dos personagens também explorado - o que torna tudo quase uma boa novela, tanto para meninos quanto para meninas. 
E tudo isso é somado ao plano de fundo histórico, com lutas de ilustrações impactantes (e de argumentos detalhados), tornando este conto contemporâneo sobre samurais/ espadachins um dos melhores, ou se não o melhor, e mais exemplar série de mangás já realizados até hoje. E este primeiro volume já é um baita começo. 

 EXTRAS 
Sinopse Oficial
Kenshin Himura, um homem que proibiu a si mesmo de matar pessoas e que carrega consigo uma sakabatou (espada de lâminha invertida), é na realidade o monarquista lendário Battousai Himura, o invencível retalhador que lutou para abrir caminho para uma nova era.

Depois da restauração Meiji, Kenshin se torna um andarilho e acaba conhecendo Kaoru Kamiya. Ambos se envolvem no caso do falso Battousai, que está causando uma onda de assassinatos em Tóquio, e precisam descobrir quem é o culpado por trás disso tudo. 


Ficha Técnica
Título Original: Rurouni Kenshin - Meiji Kenkaku Romantan / るろうに剣心 -明治剣客浪漫譚
Leitura Acompanhada: 29 - 10 - 2013
Data de Lançamento (Original)2 de Setembro de 1994 - 4 de Novembro de 1999 (Japão); maio de 2001-2003 (Brasil)
Gênero: Ação (Shonen)
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