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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Dedo no Joystick: Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back

Crash Bandicoot 2

Já falei anteriormente sobre a série Crash Bandicoot aqui no Santuário. Falei sobre Crash Bandicoot 3 e do ápice da série que ele representa. Também falei de Crash Bandicoot, que foi o início de tudo. Faltou uma ponta solta aí, e pretendo amarrá-la agora. O tema agora é Crash Bandicoot 2, e com ele encerro a trilogia adventure do PS1.



N. Cortex destilando seu charme pra cima de Crash



Logo após a derrota de N. Cortex pelas mãos de Crash, ele [Cortex] cai de seu aparelho voador e acaba parando em uma caverna de uma ilha onde descobre os cristais e como a imensa energia que eles possuem pode ser usada para construir o "Cortex Vortex", que seria uma espécie de "Estrela da Morte" de Star Wars.

Para ajudar em sua coleta de cristais, Cortex abduz Crash e o engana (o que não é muito difícil), fazendo com que ele trabalhe para si coletando os cristais. Durante a jornada, a irmã de Crash, Coco, tenta intervir para avisá-lo da armadilha, mas quase sempre acaba por falhar.


Aqui Crash mostra a melhor função da mochila a jato no jogo: ficar parada



É notável ver o salto evolutivo que houve entre o primeiro e o segundo game. O jogo é dividido por salas com cinco estágios cada. Em cada estágio, um cristal e uma ou duas gemas para coletar. Há também um embate contra um chefe na transição de salas e a possibilidade de sempre poder salvar e carregar o jogo quando se está nas salas. Tudo isso torna o game mais organizado que seu antecessor, além da parte de saves ser infinitamente melhor.


Eis o mapa do jogo. Ele apresenta outros pontos das ilhas do primeiro game.



Os temas das fases possuem grande semelhança com seu antecessor ( pelo fato de que as fases se situam em outras áreas das mesmas ilhas de Crash 1) mas com novidades. Há fases no gelo, no espaço, florestas com neve... . Assim como há os clássicos temas de floresta e água. Talvez o temas "viagem no tempo" de Crash 3 tenha sido usado para evitar tais repetições. Mas há também a introdução de veículos como jet-ski, mochila a jato e um urso.


Há o dia do caçador...

...e o dia da caça


As fases bônus ganharam maior importância também. Antes elas só serviam para ganhar vidas e salvar o jogo (ou pegar um password), além de não terem importância no fluxo do jogo e só podem ser acessadas uma vez no jogo todo. Agora, elas são quebra cabeças que requerem maior pensamento e habilidade. As caixas nela contidas contam no total de caixas da fase, e é também necessário quebrar todas para se obter a gema no fim do estágio. E o melhor de tudo: as fases bônus podem ser acessadas toda a vez que se visita uma fase. Aprender com erros do passado é o que há!

Houve também um aumento na dificuldade. Os inimigos possuem mais especificidades para serem derrotados. Alguns morrem só com pulo, só com rasteira... . As gemas coloridas e as passagens secretas estão muito melhor escondidas. Quem pensaria em ter que passar uma fase inteira sem quebrar nenhuma caixa para obter uma gema ou então atravessar uma sala repleta de explosivos só para descobrir que a parede do fundo é falsa? Esses são só alguns exemplos. Pode-se notar o quanto o jogador terá que fuçar para completar o jogo.


Ei, tio, me dá uma carona?



Após coletar todos os cristais e derrotar o chefe final, pode-se notar que a estação espacial de Cortex ainda existe, e Nitrus Brio, ex-aliado de Cortex, aparece pedindo para Crash coletar todas as gemas para que ele possa construir uma arma que destrua o Cortex Vortex. Somente com muito esforço e vontade para realizar tal trabalho, e somente por ele é possível ver o verdadeiro final do game.


Um dos maiores erros entre os jogadores de Crash 2 é tentar pegar a gema vermelha por aqui. Não se engane! É necessário achar uma passagem secreta em outra fase, que vai te levar pra outra fase. E aí sim será possível obter a gema vermelha.



Crash 2 é um jogo mais bonito, variado, organizado e difícil. Ele pede total dedicação por parte do jogador e dá em troca a alegria e a satisfação de ter completado tão grandiosos desafios. Se isso não é diversão, não sei mais o que é.

Nome: Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back

Plataforma: PlayStation 1

Pontos Fortes: Gráficos, organização, desafios e segredos

Ponto Fraco: O controle da mochila a jato é horrível

Nota do Léo: 8,5

3 Hit Combo :

juninho-ad disse...

Muito foda a postagem, boa mesmo. Crash é o típico jogo adventure do PS1 que ainda não peguei pra zerar...

Entretanto o pouco que joguei gostei bastante, é bem melhor que Spyro e todos os outros do genero no console, e os de PS2 ficaram bem difíceis... provavelmente devido ao fato de mais adultos jogarem do que o próprio publico alvo: as crianças. xD

Felipe Daidouji disse...

Esse jogo me tirou do sério muitas vezes, resultado, não zerei até hoje huauhahuauha.

Uma duvida, as tais gemas, não seriam jóias? Sei lá...

Léo disse...

RE: juninho-ad
Obrigado! Fico feliz que gostou.
Devo confessar que só peguei Crash 2 pra zerar no começo de 2011, porque era meio difícil pra mim quando criança. Mas zerei com louvor!
Se é melhor que Spyro, não sei. Spyro 2 é muito bom, mas só sei que joguei mais Crash.
As versões de PS2 não me agradaram porque perderam a essência.
Obriagdo por comparecer ao Santuário! Volte sempre!

RE: Felipe Daidouji
Tirar do sério? Kkkkkkk. Isso é uma constante. Quantas vezes fiquei com vontade de jogar o controle na parede.
Quanto as gemas, sim, elas são gemas. Isso pode ser conferido no menu de pause do jogo. Você verá "gems" escrito lá. Mas não significam que elas não podem ser jóias também.

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