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domingo, 29 de maio de 2011

[Street Fighter II 20 Anos - Round 4] Dedo no Joystick: Street Fighter II TURBO: HYPER FIGHTING (PC)

NESTE TÓPICO 
 
DEDO NO JOYSTICK
 MUITO ANTES DO MUGEN: UMA ANÁLISE DE STREET FIGHTER II TURBO HYPER FIGHTING (IBM PC)
CRÉDITOS
FICHA TÉCNICA
ARTIGO


DEDO NO JOYSITCK



STREET FIGHTER II: TURBO HYPER FIGHTING (IBM PC)

MUITO ANTES DO MUGEN
 
Me lembro muito bem que, em meados de 1995, minhas primeiras aulas com Informática começaram com o Windows 95. O primeiro Windows da história que não dependia diretamente do MS-DOS para acessar arquivos: trabalhava diretamente com interface gráfica para acessar janelas - uma característica seguida até hoje. Também me lembro do pessoal da minha classe impressionado com a facilidade que eu tinha para mecher no computador, mesmo nunca tendo um. E ter um micro em casa (antigamente não era conhecido dessa forma)  era oportunidade de poucos.

Lembro que nessa época, 2 amigos, irmão gêmeos, já possuiam computador em casa com acesso à internet - eles tinham até um poster enorme do Jiraya em Japonês, como eles conseguiram aquilo? Era um mistério. Eles falaram até de um site que brincava com o PC Farias (uma montagem de sua foto o colocava atrás das grades) e um outro, que mostrava cenas trágicas do acidente com os Mamonas Assassinas - coisa que dificilmente deixariam vazar na internet hoje (exceto se fosse virus - na maioria dos casos). Quanto a minha experiência, de primeira com o manejo do computador (a iniciação foi.. brincando no Paint) aí, eu ja me justificava: - Deve ser por que eu já mechia com videogames (algo que já era muito condenado pelo povão). Nessa época, jogar com frequência, era apenas no meu Mega Drive em casa, que já completava uns 4 anos de uso
. Fora as primeiras escapadas para jogar no fliperama.
Num belo dia, o professor chegou com alguns dos mais memoráveis jogos para computadores, eram eles: Prince Of Persia e The Secret Of Monkey Island. Se tornaram sucesso no expediente. Eu não largava Prince Of Persia - mesmo apanhando bastante. A maior surpresa veio quando o professor nos apresentou um disquete com essa relíquia em questão: Street Fighter II Turbo, originalmente programado para computadores IBM, também conhecido como SF2Liu 2.0, seu nome científico. Tudo era acessado através do DOS, no caminho iniciar, com aquele código que terminava com o executável ( o .exe se não me engano era.. STREET ou SF2). O jogo foi, também, bem jogado pela galera da classe (que, se não engano, era dividida por grupo em cada dia para a aula de informática). Como a situação se estrapolava um pouco, o professor só deixou para jogar uns minutos depois após o fim da aula.

Diferente da versão Street Fighter II: The World Warrior pirateada pelos chineses, em diversas versões para fliperama, nota-se que este título não se concentra apenas em modificações na programação.

A jogabilidade está muito melhor do que jogar em um emulador, por exemplo. Não é necessário fazer um meia-lua
para mandar um Hadouken, basta um comando ao estilo Mortal Kombat: baixo, frente + qualquer soco. O pilão de Zangief perdeu a sua variedade para excecutar o movimento. Ao fazer 360º, é necessário pular (o movimento sempre deve começar apertando para cima). Não é necessário carregar comandos, como trás (2s), frente + algum botão de ataque (Ex: M.Bison e Guile), O comando é excecutado com trás, frente (seguindo rapidamente) + botão de ataque.
Tempos de recuperação em meio aos ataques são quase inexistentes, é possível sair no tapa interruptamente com os comandos de ataque - algo quase ao estilo de Street Chaves. Golpes especiais com múltiplos acertos (como o triturador psíquico de Bison ou os tapas de E.Honda) não perdoam nenhuma defesa.

Na versão SF2Liu2.0, o som está modificado e não há trilha sonora. Pelo que dá pra perceber, o programador buscou deixar sua marca (assim como todo reprogramador, não autorizado, de jogo original). Muitas vozes foram redubladas com efeitos estranhíssimos. O Hadouken do Ryu mais parece o rincho de um cavalo. Guile, ao mandar um Sonic Boom, fica com uma voz fininha. Ele também possui voz para o seu Flash Kick - esse aí, o cara fica com voz de macho. Essas variedades no som seriam uma forma de parodiar o jogo original? É essa impressão que se tem também das cópias pirateadas de Street Fighter II: The World Warrior para Arcades.
Os cenários, dá pra se notar, que são fotografias tiradas do jogo original, todas as animações são estáticas. Não há simulação de efeitos 3D, tudo é completamente 2D. A animação dos personagens parecem ter sido retirados do Street Fighter II: The World Warrior de SNES (pode-se notar que o soco médio agachado de Ryu, por exemplo, é a mesma animação que o soco fraco).


Em uma das versões, há a presença de ninguém mais e ninguém menos que Andy Bogard de Fatal Fury - e que, curiosamente, foi o primeiro jogo em que pude vê-lo em ação. O personagem está descrito apenas como Andy, e substitui o mascarado Vega dentre os 12 personagens. Seu visual foi redesenhado num traço mais modesto (alguns podem compará-lo com o visual mais simples de Street Fighter Zero). Ele está bem parecido com a sua participação em Fatal Fury 2. Seus golpes são:
Hi Cho Ken (Baixo, Trás + Soco)
Zan Ei Ken (Trás, Frente + Soco)
Ku Ha Dan (Trás, Frente + Chute
)
Nota: Andy também possui esquiva e pode caminhar agachado, heranças do sistema de seu jogo de origem.


Andy V.S. Terry

Em outras versões de SF2Liu v2.0, há também a presença de seu irmão, e protagonista de Fatal Fury, Terry Bogard - também redesenhado. Isso era algo fora da realidade - e um sonho para fãs de jogos de luta, como eu, ver personagens de outros jogos pisando no terreno da turma do Ryu & cia. Em tempos que não existia Mugen e, muito menos, Capcom V.S. SNK sequer chegava perto de ser imaginado - sem contar que nem Andy apareceu nesses encontros.

Nota-se que há uma troca de nomes na tela de opções, quanto a identificação dos jogadores, selecionando a intensidade de energia: Left Player (jogador direito) e Right Warrior (guerreiro direito).


Com qualquer personagem: mesmo escolhendo a roupa original, no lado do Player 2, o seu personagem fica com cor alternativa, durante uma luta entre dois personagens iguais. 

O diálogo após as lutas é o mesmo para todos os persoangens: Há! Você luta Feito uma garota! Imagine então Chun Li vencendo Guile ou Guile vencendo Chun Li? Mas, nesse caso, a Chun li estaria desmerecendo o seu próprio sexo e Guile estaria descrevendo o óbvio - a não ser que você desconfie que Chun-li seje na verdade.. um homem (é, alguém também esqueceu de colocar um som de voz feminina na derrota dela).



Ao fim de cada luta, o jogo faz um zoom nos personagens da tela. Características já conhecidas em Art Of Fighting e Samurai Shodown. Podemos ver que o programador é também um fã da SNK. 

Não há um lutador final definido (que originalmente, seria M.Bison). O Encerramento é apenas uma tela escura com algumas descrições:

Parabéns! Você derrotou todos
os campeões mudiais.
A conversão original em inglês deste Patch Street Fighter 2 (dependendo de qual versão você terminou) foi trazida a você por Stan Warman .
Internet: warman@eagle.sangamon.edu
Sinta-se livre para fazer comentários através deste E-mail.

Você é bravo o suficiente para tentar novamente?


Pelo que se conclui, é interessante notar que o E-mail vem de uma instituição educacional. É bem provável que o jogo tenha sido distribuido ou indicado por outros professores. Em uma época em que a Internet não era tão extensiva como é hoje, a única forma de se ter algum conhecimento de relíquias como essa era através de outras pessoas em um mesmo ambiente. Talvez seja dessa forma que meu professor obteve algum conhecimento.

Este Street Fighter II: TURBO Hyper Fighting não oficial para IBM PC, mais parece um protótipo de um título que ainda se tornaria completo. Mesmo assim, o jogo ainda da uma surra de entretenimento na conversão oficial da Capcom para IBM PC de Street Fighter II: The World Warrior. 

CRÉDITOS

FICHA TÉCNICA
Título Original:
STREET FIGHTER II TURBO
Outros Títulos:
SF2Liu v2.0, SF2IBM
Ano:
1992
Sistema:
IBM PC
Gênero:
Ação
Fabricante: Jung Young Dug (Programador Original)
Distribuidor: Stan Warman (Tradutor)
Atualizações: Derek Liu e Brian Chan
País: Coréia

ARTIGO
Street Fighter II Turbo Hyper Fighting (IBM PC) - Muito Antes do Mugen
Um Artigo de Mestre Ryu

Direção, texto e edição de imagens: Mestre Ryu
Assistente de Produção (gravação de vídeo e imagens): Kéka

NÃO PERCA A PRÓXIMA POSTAGEM:   STREET FIGHTER II TURBO HYPER FIGHTING (IBM PC) - EXTRAS DE COLECIONADOR

STREET FIGHTER II 20 ANOS 
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5 Hit Combo :

Rafael Fernandes disse...

Caraca, que zona esse Street Fighter. A princípio, achava que você fosse falar de apenas uma das inúmeras conversões que surgiram na época... Até você começar a falar de Andy Bogard? WTF? Deve ter sido uma experiência única jogar isso mesmo!

Mestre Ryu Kanzuki disse...

Rafael: A supresa valeu como uma pegadinha. hehe!! Mas assim como você, eu também me surpreendi. Na hora que fui ver o Andy então..surtei: "Mas que troco é esse?" Eu nem conhecia o personagem direito na época, mas foi legal jogar com ele. Antes de Mugen e emuladores..haviam esses Street Fighters criativos do IBM. Semana que vem tem mais.

Mestre Ryu Kanzuki disse...

Uma correção quanto ao Street Chaves, para quem já leu, Street Chaves não é de Mugen. Créditos ao Kyo (Blog do Kyo http://blogdokyo.wordpress.com)

Leonardo "Ikari Léo" Mendes disse...

Muito legal a matéria, Mestre! Agora, uma perguntinha: não tem nenhum vídeo desse hack não? Queria ver isso em movimento... XD

NO YouTube achei só vídeos de outros hacks e da versão 'oficial'' do game pra PC.

Mestre Ryu Kanzuki disse...

Ikari Leo: Primeiramente, minhas saudações. É uma honra ter um velho amigo de fóruns postando por aqui também. Eu cheguei a gravar vídeos dessa versão pelo celular mas ficaram muito ruins. Eu pretendo regravar novamente em um aparelho melhor. Mesmo assim, estarei disponibilizando esses vídeos na parte 2 da próxima semana, só por curiosidade. Para poder ter tempo de rever e criar algumas melhorias. Eles tem conteúdos complementares dessa crítica, que decidi postar separado pelo excesso de informações e para poder facilitar a compreensão das matérias. Grande Léo, mais uma vez, é uma honra ter você postando por aqui, apareça sempre.

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