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terça-feira, 8 de dezembro de 2020

[Blogsfera Gamer 2020] 5 Personagens de Jogos de Luta que mais me divertiram


Engajado pela blogsfera da comunidade de jogos de luta, eu iniciarei aqui a iniciativa 5 Personagens que mais me divertiram em Jogos de Luta.

Começando:

Karin (Street Fighter Zero 3) - 5º Lugar

Karin é uma diferencial não muito bem compreendida na série Street Fighter. 

Tá certo que ela só foi ganhar mais popularidade agora, com grandes jogadores no mundo jogando com ela no Street Fighter V graças ao seu potencial na tier list (pra quem não conhece, é uma lista que mede os melhores e os piores personagens no cenário competitivo dos jogos de luta). 

Porém, a garota rica e esnobe só me ganhou pelo seu visual e estilo tremendamente notável assim que eu vi numa revista de games - uma prévia de Zero 3 no Arcade que, imediatamente, foi para o PlayStation. 

Ao jogar com ela, fiquei ainda mais encantado por ser uma versão facilitada do Fei Long - sem contar as variações que ela possui (pelos seus milhares de estilos de luta que ela aderiu *uma Batgirl do Street Fighter, por assim dizer*).


Competitivamente, eu acabei descobrindo com o tempo muitas de suas habilidades e foi a primeira personagem fora do estilo magia e soco do dragão que passei a me dedicar com força. Isso me trouxe base para compreender melhor outros estilos de personagem. Assim como eu também diria sobre a Chun - li (que, no Street Fighter II, foi um desafio muito grande adaptar a lentidão de seus antiaéreos). 


Em Street Fighter V, Karin ganhou uma evolução merecida e, assim, conquistando reconhecimento na popularidade da série. Inclusive, ela foi uma das personagens mais votadas para retornar durante uma votação da Capcom em 2013. 

Porém, foi em Street Fighter Zero 3 que eu acabei me divertindo mais com ela. 

Especialmente o V ISM, em que com o sistema mais forte desse jogo, é possível criar algumas variações bem incríveis. Passei até mesmo a participar de um vídeo combo representando o grupo Ultracombos - hoje, é um conteúdo bem raro de achar na internet devido aos direitos autorais sobre a trilha sonora utilizada (elemento que acabou praticamente matando de vez visualizações de conteúdos de vídeo combo de grande produção na web). 

Há tantas coisas a dizer sobre a Karin que ela realmente merece um vídeo só dela. 


Guile (Street Fighter: The Movie) - 4º Lugar

Street Fighter: The Movie do Arcade teve uma rápida passagem em minha vida de fliper. Tive a benção de ver esse jogo no lançamento e pagar uns R$ 2,00 por cada ficha. Ao todo, foram 2 jogadas e uma rápida derrota contra um mirror match contra a máquina. Era a primeira vez que escolhia Guile de primeira num jogo da série.

O maior motivo de colocar Guile de cara era exatamente por causa do personagem ter sido assumido pelo astro Jean Claude Van Damme. Como um fã de cinema e deste astro dos filmes de ação nas telas, eu curti muito o visual adaptado para o filme. Sem aquele cabelão estranho, os belos chutes e a camisa agora na cor azul marinho (sem dúvida minha cor favorita). 


Fui levado pelo visual e estilo que, pra mim, superava o original. Fora o flash kick que, como diziam na época, pegava em 3 tempos (3 Hits para os cyber fãs). 

Passei então a brincar com ele competitivamente e me diverti mais ainda. Era possível trabalhar bem a variação de seus chutes de uma forma bem útil e não apenas visual. 

 


Sol Badguy (Guilty Gear X) - 3º Lugar

K' em The King of Fighters foi aquele personagem que eu diria ser um dos meus primeiros anti heróis dos jogos de luta que mais curti assim que passei a aderir melhor a combinação de seus golpes (e um dos que comecei a combinar movimentos e especiais de uma forma mais útil nos versus da vida). 


Porém, foi em Guilty Gear X no Dreamcast que eu acabei conhecendo o anti herói perfeito na minha mão. Comecei jogando no competitivo mesmo, com amigos. E eu fiquei então impressionado o quanto o personagem era badass e excepcional 

para se jogar ao mesmo tempo, mesmo que para iniciantes. Tanto o estilo de animação feito a mão do jogo - com impressionante tamanho (sprites) e qualidades de quadros de ação - nos trazia o 2D no seu maior ápice dos jogos de luta em plena geração que quer provar a evolução do 3D. Sim, nos anos 2000, tivemos Guilty Gear X - numa era em que jogos de luta em 2D trazia planos em 3D poligonais - Sol Badguy vinha dessa última grande geração dos jogos de luta desse gênero. 


O jeito agressivo de seus golpes combinava muito com o meu estilo de jogar que sempre foi "partir pra cima e perguntar depois". Tudo lançado com muita fúria de seus folgareis. Eu literalmente deixava raiva na festa dos amiguinhos que chegavam a pedir pra eu trocar de personagem pra não apelar tanto. 


Porém, nos jogos posteriores, a série andou mudando muito - trocando botões e estilo de comandos - que me deixou bem perdido. Acabei arriscando um encontro pra apostar em jogos posteriores da série o que não deu muito certo. A série de jogos Guilty Gear acabou não me agradando por novas complexidades. Porém, é só uma questão de tempo conhecer. E, felizmente, posso fazer isso, graças ao presente do meu amigo Anderson Polaco que me presenteou com o último game do Guilty Gear em seu lançamento. Estarei eternamente agradecido. Valeu, Anderson, meu irmão.   


Ryu (Street Fighter Zero) - 2º Lugar

Passei a me tornar fã do Ryu depois que comecei a fazer caratê shotokan. Ainda nesse tempo, saia uma HQ da série de jogos - a primeira internacional lançada oficialmente por aqui. O estilo frio e egocêntrico de Ryu nunca me atraiu muito - apesar de admitir que me identifico de certa forma (ainda que acidentalmente). 

Comecei jogando de Dhalsim na série Street Fighter, depois Guile e, finalmente, Ken.

Ken era o meu principal no começo e, acredito, que de muitos.

Assim que passei a adotar a doutrina do caratê, veio o longa metragem animado Street Fighter II: O Filme nos cinemas nacionais. Eu assisti no lançamento e, ali, o Ryu me conquistou. A personalidade do Ryu foi mais suavizada e mais heroica. Ele é um pacato lutador, dedicado, e com um coração solidário. Eu sempre me identifiquei mais com os heróis pelo otimismo. E eu via ali o Ryu como o meu Capitão América dos jogos de luta. Foi então quando tentei jogar com Ryu e abandonar Ken. Mas a experiência foi bem frustrante em Street Fighter II.


Em Street Fighter Zero, ele ganhou dois Zero Combos (o sistema de barras especiais que substituem o Super Combo de Super Turbo). E isso era bem legal, finalizar a CPU com aquele devastador Shinkuu Hadouken em tempos que Street Fighter II V bombava na TV e Ryu e Ken juntava suas forças para derrotar as forças da Shadaloo no cinema. 


Em Zero 3 a coisa ficou ainda mais legal. Como um tremendo fã do longa animado, achei o enredo definitivo. O bem contra o mal e você ser o bem, na pele de Ryu, derrotar aquele Shin Bison de uma vez por todas naquele final extremamente conclusivo e maravilhoso. Ryu detonava então o ditador com um belo shoryuken. 

A introdução já me preparava pra isso - é claro que eu vou pegar o Ryu e derrotar a raça do mal diversas vezes. O enredo em si do jogo também contibuia com chefes do meio e diálogos que cortam as introduções das principais lutas. Eu sempre amei isso.


Ryu contra Bison acaba sempre tão bom do que Ryu contra Akuma naquela capa do Alpha 2 (two) e o seu final com cara de não conclusivo no final. Aquele encerramento do Ryu no meio do mar após a devastação da ilha de Akuma era incrível e eu babava até voltar a salvar o mundo com o Ryu de novo em Street Zero 3. É sempre uma paixão por ser super - herói nesses jogos ou um guerreiro dedicado ao seu valor que sempre me fez me divertir tanto com Ryu em Zero 3 - sua acessibilidade em relação às outras versões também se valeria pelo sistema de "comeback" do seu jogo (Zero Combo e Zero Counters, por exemplo) mas a diversão definitiva estava em Zero 3 pelo seu enredo.

  

Isso sem contar o misterioso.. Metsu Shoryuken - que só acertei apenas uma vez em uma jogatina pura e fiquei surpreso por nunca mais ver aquela animação - assim como o caso em que Ryu levanta Ken como naquela luta do longa animado. 


Kilik (Soul Calibur) - 1º Lugar

Soul Calibur chegou a ser considerado como o melhor jogo de 1999. Isso, para um jogo de luta, é grandioso. O premio acaba disputado também com Garou Mark of The Wolves.


A acessibilidade de Soul Calibur acaba por ser um acerto grande para uma plataforma que estava para mostrar a sua cara e o seu poder, o Dreamcast. 

Soul Calibur é maravilhoso e tem uma jogabilidade agradável e introdutória para qualquer jogador que não conhecia jogo de luta. Isso era uma revolução para o gênero. Sem contar por ser um jogo 3D, que, graças a Tekken e (ainda mais) Virtua Fighter, não são jogos tão introdutórios assim para novos jogadores. 


Kilik foi a minha primeira opção e a razão disso é me fazer me repetir um pouco em relação ao Ryu. Achei que ele tinha uma boa vibe, estilo heroico, e fui nele mesmo. 

Realmente curtia muito o seu estilo em variar o bastão e, aí, acabava me especializando com
personagens que trabalham muito a distância. 


Em Samurai Shodown, meu primeiro personagem foi a Charlotte (quebrando o protocolo, foi a primeira vez que acabava por ter uma personagem feminina como principal num jogo) e, logo após Kilik, acabei fazendo um teste há alguns anos e descobri que a minha personalidade era idêntica ao de Xianghua. Eu não sabia quem era Xianghua, depois fui dar uma olhada melhor e dar uma treinada na personagem e acabei me apaixonando. 


No fim, acabei trocando Kilik por Xianghua e hoje não me vejo pensando diferente. Xianghua é uma personagem com infinitas possibilidades que me animaram muito - já em Soul Calibur 2, eu acabei me dando super bem com ela em breves competições em eventos, mas Kilik precisa estar aqui justamente por ser o personagem que melhor me dediquei no começo das minhas jogatinas em jogos de luta 3D com longas e longas horas em casa. 


Menção Honrosa
Kasumi (Dead or Alive 2) 

A gente costuma dizer que tem a Mai Shiranui como uma das personagens mais divertidas dos jogos de luta, pelo seu apelo feminino. Então imagine uma Mai Shiranui quase real? Portanto, a qualidade de animação do jogo e a qualidade de sua jogabilidade me atraiu logo de cara. Dead or Alive 2 foi uma concorrente direta de Soul Calibur. Claramente um jogo mais acessível que o primeiro, o seu sistema é, pra mim, o mais agradável e exemplar de toda a série. E, por que não, um dos melhores dos jogos de luta de todos os tempos. 


Kasumi me divertiu e me impressionou claramente. Não só pela qualidade visual como também pela sua serenidade. Ela foi um ponto de introdução para aproveitar outros personagens deste game. Todos muito agradáveis de jogar. Mas eu devo agradecer a Kasumi por ser a minha porta de entrada nesse game maravilhoso pela eternidade. Era muito bom criar então rivalidade com os amigos enquanto eu jogava de Kasumi, eu rivalizava com um amigo que jogava de Ayane. E aquele show de shortinhos esportivos se levantando. A roupa colegial acabava sendo a minha favorita - e foi um game que acabou me fazendo agradar mais por roupas alternativas - trazia um estilão mais social e diferenciado para jogos assim. 

Então, nesta menção honrosa, eu acabo deixando Kasumi no rank 0 mas só pode escolher 5. 


Deixo aqui o meu desafio para os vloggers:

Confira o vídeo

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