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sábado, 5 de janeiro de 2019

[Sessão Crítica] O Filme - Dragon Ball Super: Broly

ARTISTICAMENTE SOBERBO

Há muito tempo que se aguardava um longa metragem de Dragon Ball nos cinemas tupiniquins sem que se pareça com mais um episódio genérico da série. Precedendo a mais recente série Dragon Ball Super, o longa animado O Filme - Dragon Ball Super: Broly (ou Dragon Ball Super: Broly) vem em uma geração pós estabelecida pela Cultura Pop Japonesa no Brasil. Dragon Ball é uma das séries animadas japonesas mais famosas do mundo e encontrou no Brasil mais um território para se tornar um grande fenômeno entre o fim dos anos 90 e começo dos anos 2000, seja na TV (Toonami/ Cartoon Network e posteriormente Rede Globo/ TV Globinho) como nos primórdios das redes sociais: as salas de Bate-Papo da internet (Salas Abertas por Assinantes/ Bate-Papo UOL). 

E a série não ficou só na nostalgia. Foi agrariano cada vez mais popularidade com produtos, além do lançamento do mangá de origem (lançado posteriormente por aqui pela Conrad Editora ainda no frisson entre 2000 e 2003). Atualmente, a Arc System Works se beneficia do sucesso associado ao jogo Dragon Ball FightersZ. 

A obra máxima de Akira Toriyama levou seus fãs a loucura após o anuncio da série que sucederia Dragon Ball Z anos após sua criação pelo próprio autor. Houveram dois filmes, como um preparo para a série Super e agora este, que procura trazer o desfecho de uma nova era. 

O lendário vilão Broly, personagem originalmente criado para os filmes da série, se torna, finalmente parte da saga regular - ou seja, canônico, embutido na história - é praticamente o maior desafio que o principal herói Goku já enfrentou em sua vida. Com arte soberba, a direção e a produção de arte capricha na agressividade do embate entre guerreiros tornando tudo extremamente épico e levando os apreciadores ladeira abaixo nessa bela montanha russa de grandes emoções.  

A começar pelo início, o longa procura já se apresentar sóbrio, mantendo a atenção, como cara de remodelagem às origens. A preocupação é se um longa de apenas 100 minutos como esse agregaria satisfatoriamente todo seu conteúdo apresentável ao grande público. No sentimento familiar, a obra apresenta surpreendentemente boas lições e espelhos para que as pessoas possam se identificar profundamente - o lado humano muito bem explorado do principal antagonista - e uma história sustentável para o frenético ritmo já bem conhecido pela série desde Dragon Ball Z. 

O ponto forte é que finalmente conseguiram realizar aquilo que não se via muito com o surgimento de Dragon Ball Z - focar-se principalmente nos Saiyajins, os guerreiros mais fortes da história depois dos Deuses - sem contar o teste de resistência a cada novo desafio apresentado aos principais personagens. Aparentemente, a produção conseguiu trabalhar bem esse equilíbrio. 

Memórias da Sessão
Depois de perder a sessão no dia de estréia, consigo assistir no mesmo horário que havia proposto - apesar de tentar pegar uma sessão mais cedo ( o de 15: 05) mas não foi possível pois a sessão já tinha lotado e só havia assento especial. Isso tudo depois de uma tumultuada e azarada busca por recarga de toner horas mais cedo. 

Dentro da sessão, havia um moleque em baixo que não parava de jogar os braços pra trás - virou mania agora esse pessoal que, desistiu de por os pés na cadeira, agora colocar os braços pra trás pra atrapalhar os outros. O público pareceu bem quieto e frio nas piadas - muito bem encaixadas, como no bom e clássico primeiro Dragon Ball, inclusive, porém, mais bem dosadas para respeitar o clima mais sério e focar na emoção da trama. Houve uma puxada para salva de palmas, o qual eu também participei, mas o público também não deu continuidade.  

SESSÃO CRÍTICA
O FILME: DRAGON BALL SUPER - BROLY
Sessão Acompanhada: UCI Parkshopping - 17: 25 - 04/ 01/ 2019
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