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domingo, 8 de novembro de 2015

[Sessão Crítica] 007 Contra Spectre & o Descaso do Kinoplex Madureira Shopping (KinoplexEvo LEGENDADO, CADÊ ???)



  NESTA POSTAGEM  

SESSÃO CRÍTICA
007 CONTRA SPECTRE

EXTRAS
MEMÓRIAS DA SESSÃO
GALERIA DE IMAGENS
FICHA TÉCNICA

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ESPECIAL 007 ESPECIAL 007 ESPECIAL 007 ESPECIAL 007 

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  SESSÃO CRÍTICA  
007 CONTRA SPECTRE

A TENDENCIA DE VOLTAR
ÀS ORIGENS
Prestes a concluir 10 anos, o fim da uma era entra em questão.

Com Cassino Royale, Martin Campbell reinventou James Bond para o século XXI de uma maneira radicalmente inversa ao reforço que ele trouxe para 007 contra GoldenEye. Marc Forster teve a tarefa de dar continuidade, com o seu exageradamente frenético Quantum of Solace. E a surpresa, enfim, foi a grata participação de um diretor Oscarizado e, renomado por algumas das produções dramáticas mais importantes das últimas décadas, entre os críticos, era então a vez de Sam Mendes.   

Mendes trouxe a sua marca a franquia, já muito bem reconhecido em seus filmes anteriores, o capricho visual completamente envolvente. Ele prometeu fazer de 007 Operação Skyfall, um Bond
feito para abocanhar Oscars. Uma atitude muito ousada - sendo fã do trabalho de Martin Campbell realizado em C.R., mas sem também deixar de citar Q.O.S. 

O diretor de Beleza Americana (filme com o qual ganhou, além do Oscar 2000 de diretor, o de Melhor Filme, o principal da noite), conseguiu não só fazer de seu 007 um destaque no Oscar -ao menos 
em algumas categorias técnicas (ganhando 2 dos 3 Oscars pelo qual foi indicado), como também um dos maiores sucessos comerciais de toda a história da cinessérie Bond - e o mais caro também (U$$ 200 milhões, como o 13º filme mais caro da história).

Agora, já estabelecendo a sua marca, aparentemente, Mendes pode relaxar e fazer aquele Bond mais convencional - ou talvez próximo - do que os fãs mais conservadores queria da Era Craig. 007 contra Spectre já se mostra entusiasta de sua primeira geração logo pelo título. E como se não bastasse, reserva um considerável espaço homenageando as suas gerações anteriores em determinadas referências - além de manter o seguimento de releitura de alguns personagens e elementos bondianos marcantes. 

Não chega a, felizmente, ser exageradamente corrido como Quantum of Solace, porém, tem um ritmo levemente mais lento do que Skyfall. A dose de nostalgia entra em contraste desproporcional com o estilo mais bruto e mais dramático, já conhecido pelo atual Bond do século XXI, causando aí um 
desconforto forçado em grande parte do filme. Apesar do absurdo em tentar unir o universo real
desse Bond - que começou tão visceral e mais bad boy - com o de um inimigo mítico criado durante a guerra fria e reimaginado, a trama oferece uma visão bastante interessante em meio a união desses dois mundos. Essa oscilação vai ganhando aos poucos um encaixe mais equilibrado nos momentos finais  - tendo um fim quase que completamente convincente.

A organização Spectre, certamente o maior antagonista que já surgiu na cinessérie (e que gerou imensa dor de cabeça pro agente 00), é muito bem refinado com a icônica representação de Christopher Waltz - apresentado como Oberhauser, para os íntimos: Bonfield. Waltz, que é uma das maiores descobertas do diretor Quentin Tarantino desde Uma Thurman (Pulp Fiction), defende bem a reconstrução desse icônico vilão, sem exageros, e com performance extraordinária. Mendes soube como apresentar vilões a série e como conduzi-los, seguindo o ritmo de Campbell, sem cair no convencional. 

O novo Bonfield faz 007 passar por uma de suas maiores torturas, desde Cassino Royale. Vale também citar Dave Bautista, o ex-luta-livre faz de seu personagem, Hinx, uma interessante (e ainda mais violenta) recriação de outro ameaçador vilão, o implacável Jaws (Richard Kiel) - fora o misto visual com personagem Hugo Drax (o bilionário que tinha o grandalhão bruto como um dos seus capangas). Porém, uma das coisas que mais incomodam neste 007 contra Spectre, é o quanto Bond apanha sem sangrar ou nem mesmo se sujar - como ocorre em Cassino Royale - ficando à sombra de um dos maiores equívocos cometidos por Quantum of Solace. 

Começando por passagens incríveis, desde o sobrevoo de uma tomada nos seus primeiros minutos a destruição de um prédio, o impacto visual tem menos jogo de cores em sua direção de arte e cede espaço às grandiosas locações e alguns caprichosos sets tecnológicos. 

A canção tema "Writing's On The Wall" de Sam Smith é sóbria - melancólica até demais para os padrões mais românticos lembrados pelos temas anteriores - característica vista em seu grande hit "I'm Not The Only One". Uma bela canção de desfecho para um ciclo (a contar também pelo videoclipe - compensando a falta de uma versão para Skyfall, da premiada Adele). 

A abertura também quebra tradições - para o bem da mulherada - mais um exemplo de que 007 percebe o quanto o mundo está mudando ao olhar também para o público feminino (uma mudança que vem sendo significativa desde 1995, com GoldenEye). A trilha composta por Thomas Newman é fascinante - desde os envolventes sons de tambor nas ruas do México aos momentos de suspense, causando mais veracidade às cenas de conflito. 

Como um especialista em filmes de drama, Mendes prezou por manter um Bond mais humano - sem também deixar de desenvolver os coadjuvantes, com ótimas escalações, sem deixar de citar um M (Raph Fiennes) mais atuante na ação, característica que já começou a ser mostrada no filme anterior, com Judi Dench. Um detalhe que Joss Wheedon parece ter deixado, em definitivo, para estabelecer 
franquias de ação estrelados por um único personagem no cinema. Ainda que isso tenha se mostrado apenas de leve em 007 contra Spectre. 

Mendes fez do Bond mais durão de todos os tempos a ter maior consciência de seus atos, ainda que seja um tipo de leitura bastante difícil pelo histórico infinito do personagem. Talvez seja isso que o cinema de ação esteja procurando, ao se aproximar do mundo atual. Mendes e Craig conseguiram "enterrar" o personagem de vez. Foi deixado a próxima missão - caso a dobradinha realmente não continue mais - para os produtores, outros diretores (ou roteiristas) construir um evento capaz de motivarmos a ver o agente de volta à ativa com um novo intérprete ou, quem sabe, em uma nova trama 

Momento Pós-Crítica
- Dentre os documentos vazados pela Sony, devido a uma invasão por piratas de computador ano passado, foi cogitado uma vilã lésbica - Léa Seydoux ou Monica Bellucci. Bellocci - atriz italiana mundialmente conhecida - é a primeira Bond Girl cinquentona (mostrando que ser Bond Girl não tem idade) e Seydoux tem participação importante como a sutil e misteriosa Madeleine Swann.

- Com U$$ 245 milhões, 007 contra Spectre é o segundo filme da série mais caro da cinessérie - U$$ 5 milhões a menos do proposto. A produtora Barbara Broccoli conseguiu manter quase todas as sequências sugeridas pelo roteiro original - tirando apenas a "dramática cena de luta na chuva" ocorrida após a sequência das carruagens de trem. 


--EXTRAS--

MEMÓRIA
DA 
SESSÃO
O dia começou turbulento. Recebi aquele telefonema com sermões que me deixaram muito irritado com quem eu já estava há muito, muito e muito tempo. Aquilo era desnecessário - tudo por causa de uma pergunta e a pessoa em questão se desdobrou pra um outro assunto sem motivo - querendo me cobrar a dívida com juros e correção monetária. Me desmotivei a ponto de desmarcar um passeio na semana seguinte - uma ida ao cinema como há muito tempo não acontecia. 

Cansado pela rotina, pensei em não ir tão longe para assistir a cópia em IMAX, eu custei a escolher um lugar para assistir ao novo 007. Questões financeiras e sem ter como comprar à distância, no momento, isso só complicou a minha decisão - a ponto de adiar minha ida ao cinema para domingo ou para a próxima semana. Quase decidido - mas ainda bem confuso (pois é.. indeciso ainda) - estava na rua, com o WiFi, rodeando e rodeando na porta de casa. Andei uns quarterões e voltei de novo. E ficou assim por mais de 20 minutos. Foi quando então eu decidi conhecer o KinoplexEvo.

Optei então em ir para Madureira - meu subúrbio, querido do povão, onde "impera aquelas gordas velhas pobretonas, barulhentas e com 20 filhos nas costas"  em más línguas emergentes. 

Pode parecer pesado, mas impressão que deu, ao estar no veículo, eram de um bando de 
passageiras mal educadas - umas que saíam correndo até o fundo do ônibus; outras usando qualquer
coisa para ter assunto: "- Olha aquele balão ali como é azul!"; "- Olha como aquela camisa é tão rosa!", isso por que não teve gritaria de criança e etc. mas tinha uma velha atrás que não deixava uma criança dormir, falando o tempo todo para tentar mantê-la acordada "Ó, não dorme, não!"
Isso lembrou anos atrás quando um moleque de um grupo tava num desses ônibus lotado, todo marrento, encarando quem não conhecia com os dizeres: "-Ninguém dorme nesse ônibus ?" Assim como "rico magro, branco e certinho" tem os seus preconceitos esquisitos, o "preto, pobre, gordo e erradinho" tem os seus também.

Em melhores palavras, felicidade foi andar de ônibus passando por alguns lugares da infância - até parei as músicas do Aerosmith e fiquei olhando a paisagem. Depois de uma longa viagem, chego às nas tumultuadas ruas de Madureira - um lugar sempre vivo e que nunca perde as suas características (posso voltar 20 anos e estar quase tudo no mesmo lugar, e eu fico feliz por isso).


Existem quatro posições pelo qual as pessoas caminham enquanto você anda pra frente - lado direito, meio, lado esquerdo e laterais (direita ou esquerda). Mas tem aqueles dias que - por algum motivo - as pessoas te veem como um imã. Por mais que eu procure a direção menos volumada, vem uma senhora, um bebê ou armário distraído invadindo o seu espaço.

Fiquei fazendo hora, caminhando pelos arredores, até que encontrei uma camisa que eu estava procurando do Street Fighter: "- Quanto é aquela camisa do Street Fighter ?", eram duas, mas o vendedor - muito atencioso (apesar da minha cara de acabado) logo se tocou de qual era: "- O do 'Select Your Player' ?". O cara sabia das coisas, agradeci e fui embora. 

Na hora de comprar o ingresso, uma decepção: o site Kinoplex do Madureira Shopping apresentou o filme como "Legendado" (esse foi a minha decisão para escolher esse cinema), mas a moça disse que só tinha cópia dublada. Para não perder a viagem (até porque eu queria conhecer a qualidade do sistema KinoplexEvo) comprei logo.



VACILO DO KINOPLEX MADUREIRA
007 CONTRA SPECTRE: LEGENDADO (NO SITE KINOPLEX) E QUANDO VAI COMPRAR..."- SÓ TEMOS DUBLADO!" AAAAAAAARRRRGH !!! 

DÁ SÉRIE: 
A DURA VIDA DE ASSISTIR A UM FILME INTERNACIONAL LEGENDADO 
EM UM BOM CINEMA DO SUBÚRBIO.

EXPECTATIVA: 
VER NO SITE KINOPLEX MADUREIRA TÁ PASSANDO O MEU FILME LEGENDADO
YEEEEEEEEEEEES! ENCONTREI!


 TÁ LÁ NO SITE...

TIPO, NÃO TEM ERRO, SABE?
 

MAS A REALIDADE...
É CRUEL!

Bem, ao menos as performances dubladas são incríveis, e muito fieis aos originais. Eu não tenho problemas com filme dublado, mas prefiro assistir legendado primeiro (e é uma tradição que venho
fazendo desde que assisti James Bond pela primeira vez no cinema com 007 O Amanhã Nunca Morre em 97). 

Eu fui o primeiro a entrar na sala de cinema (YEAH!) - depois das andanças, fiquei no local antes dos 15 minutos. O público que assisti junto não era habituado com James Bond (o que esperar de um público tão funkeiro, zona norte e que coloca os pés na poltrona da frente?) sem ofensas, mas é a realidade (ainda que tenha alguns playboys também sejam mal educados). Fora o burburinho - o falatório que chegava a incomodar (pior ainda acontece pelo filme ser dublado - qualquer barulho torna o som inaudível). O poder do KinoplexEvo podia ser sentido, apenas algumas vezes, na tridimensionalidade do som, valorizando a trilha sonora especialmente (e alguns efeitos técnicos do trailer Jogos Vorazes: A Esperança - O Final) - já a tela não chega a proporção de um IMAX, está muito aquém.  

Outra característica que incomodava também era de alguma assistente vigiando o público ao fundo (escrevendo umas coisas na cadeira). O encerramento é outro descaso - culpa também de um público agitado e impaciente - saindo do cinema já quando os créditos surgem - o que me impediu de saber
se havia alguma cena pós-créditos (ou então o famoso "James Bond Will Return"). Eu fiquei por lá, mas o cinema não perdoou, já ligando as luzes assim que os créditos subiam (o que eu acho deselegante e erradíssimo), e fechou a tela antes de terminar. 

Fora isso, o filme teve 5 minutos de atraso - um espectador do lado (entre duas garotas - uma delas do meu lado esquerdo e ele no meio), dizia: "-Se eu chegasse atrasado isso não aconteceria! ", pior que é verdade. Outro problema foi quando a tela repentinamente se abriu com as propagandas - sem desligar as luzes, ocorrendo então mais uns minutos de atraso que somaram os 5 minutos.

Como sendo uma das últimas sessões, todo o shopping estava deserto - tentação de tirar altas fotos
de um dos últimos e mais animados fliperamas que pude testemunhar naquele shopping.. mas deixei pra lá, já que nos tempos de hoje, poucos se importam com registros históricos  (embora eu faço esses feitos mais por mim mesmo). 

Por fora, uma chuva grandiosa. Com a crise de água que vem se instaurando,  essa chuva era bem vinda - embora eu tenha chegado todo ensopado em casa. Pelo ônibus, tive que aturar um motorista sem troco por alguns rápidos segundos (ufa!), perguntou se eu tinha R$ 0,40 mas diante daquela situação - de deixar os outros esperando e o tempo que levaria pra pegar o troco, preferi dizer que não; "- Você não entendeu?" , "-Não tenho!", respondi. 

Foram poucos passageiros e ainda teve um moleque maluco pedindo pra ir por trás, mas teve o seu pedido negado, no meio da viagem. Sendo o único no transporte, o motorista veio me perguntar (quanto abuso!) onde que eu ia ficar (oi?), isso por que nem era terminal ainda e quando saí, vi uma mulher subindo - fiquei bem puto. Apesar de descer no ponto que eu queria, eu ainda não entendo o motivo pelo qual os motoristas (ou até mesmo despachantes) são abusados quando se tem um passageiro - ou alguns passageiros, desde que não seja uma mulher gostosa pra eles ficarem 
dando em cima ou ficarem feito cachorrinhos. É a "malandragi carioca". 

GALERIA DE IMAGENS


FICHA TÉCNICA
Título Original: Spectre
Direção: Sam Mendes
Duração: 148 Minutos
Gênero: Ação
País: Reino Unido/ E.U.A.
Fontes Recomendadas: James Bond Brasil; Cinepop; Sony Pictures
Sessão Acompanhada: 20:30 - K 17 - Madureira Shopping KinoplexEvo - 07/11/15

1 Hit Combo :

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

é aquela história: "o povo não gosta de legendado" certo, para os puristas que preferem a voz original dos atores. mas tem de entender, o ingresso ultimamente anda mais caro do que deveria, mesmo se não for com recurso 3D. e nos perfuram com preço do ingresso (sem contar a pipoca) dava na mesma ir no camelô comprar o filme, mesmo com a imagem ruim, estaria dublado. (não que eu faça isso, prefiro ver na HBO, mesmo que demore)

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