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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

[Sessão Crítica] Busca Implacável 3 - No Limite até o Fim

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SESSÃO CRÍTICA
BUSCA IMPLACÁVEL 3
FICHA TÉCNICA

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--SESSÃO CRÍTICA--
BUSCA IMPLACÁVEL 3

SEM LIMITES PARA
APOSENTAR
sequência triunfa sobre o anterior e celebra a supremacia "Millis"

Desde que Busca Implacável se tornou um dos melhores filmes de ação do fim da primeira década de 2000, Liam Neeson estabeleceu a marca do agente sessentão que não se intimida com a idade para caçar alguns bandidos. 

Partindo daí, protagonizou outros personagens de ação com uma proposta parecida ao de seu agente Bryan Millis - um ex-agente da CIA que teve a filha sequestrada no primeiro filme e posteriormente foi sequestrado junto de sua mulher no segundo pela mesma organização. Os produtores então prometeram que este terceiro capítulo deveria seguir em uma direção completamente diferente aos dois anteriores.

Bem, a sinopse muda ( o caçador passa a virar fugitivo ) mas o tiroteio, as lutas coreografadas e as perseguições automobilísticas estão todas lá. Ainda que pareça "mais do mesmo" é o que gostamos (ou ao menos quem curte o gênero com umas boas pipocas e se divertir sem compromisso).  A relação familiar parece mais afinada em comparação ao filme anterior - em especial entre Neeson e Maggie Grace (como a filha de Millis).  

A surpresa no elenco é o oscarizado Forrest Whitaker por O Último Rei da Escócia (2006) - um nome de peso e interessantemente ambicioso que garante o melhor entre alguns triunfos dessa continuação. Na pele do chefe da polícia Franck Dotzler, Whitaker é levemente irônico e inquieto - um páreo duro para Millis (como sendo um antagonista). O sumido Dougray Scott impressiona por ser visto em suas expressões sérias e enrugadas em comparação a sua revelação em Missão: Impossível 2 há 15 anos atrás (e o ano 2000 nem parece ter passado tanto tempo assim).  

Fugindo a regra dos "JBs" (James Bond, Jason Bourne e Jack Bauer) o nome do personagem pode não ser tão memorável para os menos aprofundados na transgressão do gênero mas algumas semelhanças acabam sendo incontestáveis: a filha de Byran Millis também se chama Kim ( a exemplo de Kim Bauer, filha de Jack na série 24 Horas) e a sua maneira de escapar dos perigos usando a "superinteligência", digna de um agente além do comum, se assemelha a Jason Bourne (da cinessérie). Porém, Millis parece exagerar nesse terceiro capítulo (praticamente se livra de 99,9 % dos perigos sem levar um arranhão sequer).

Na trilogia Bourne, era preciso estar atento a câmera nervosa de Paul Greengrass para sacar pequenos detalhes para o compreendimento da trama e das habilidades de Bourne. Se o expectador fosse sagaz, assimilaria melhor a trama através de sua profundidade técnica.  Oliver Megaton prefere utilizar o "tumulto" entre os cortes rápidos de edição e o agito deixando tudo um pouco confuso e desfocado, tenta buscar algum entretenimento mas sem a mesma intensidade. Em compensação, as músicas da trilha sonora (assinadas por Nathaniel Méchaly) estão bem alocadas no decorrer de toda a trama acompanhando perfeitamente os momentos de tensão crescente. 

Mesclando essa pirotecnia dos anos 80 com o "politicamente correto" dos anos 2000, Busca Implacável 3 parece ter feito a cinessérie se desencadear para um Desejo de Matar da nova era. Ou o melhor, Bryan Millis é quase um Charles Bronson da atual geração. 


No Limite até o Fim - A trama tem o seu momento de "conclusão falsa" (e absurda se terminasse daquela forma), depois prossegue realizando uma nova conclusão (fazendo perfeito sentido em tudo). Isso diverte e o faz continuar a ser um bom entretenimento (ainda que mais descompromissado do que o segundo) em seu processo. 


--FICHA TÉCNICA--
Título Original: Taken 3
Sessão Acompanhada: UCI Kinoplex Norte Shopping 17:30 - N 08 - 25/01/2015 (Domingo)
Gênero: Suspense
Duração: 109 Minutos

Sinopse:  Liam Neeson retorna ao papel de Bryan Mills, ex-agente da CIA, cuja reconciliação com sua ex-mulher é interrompida quando ela é brutalmente assassinada. Consumido pela raiva, e considerado o responsável pelo crime, ele foge da procura implacável da CIA, do FBI e da polícia. Pela última vez, Mills deve usar “suas habilidades especiais” para encontrar os verdadeiros assassinos, fazer justiça com as próprias mãos, e proteger a única coisa que importa para ele agora – sua filha.
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