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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

[Sessão Crítica] Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário - 3D (?) Dubaldo

NESTA POSTAGEM


--SESSÃO CRÍTICA--
OS CAVALEIROS DO ZODÍACO: A LENDA DO SANTUÁRIO




--EXTRAS--
FICHA TÉCNICA
[Atualizações: 12/9/14 14:00] AGRADECIMENTOS ESPECIAIS 





--SESSÃO CRÍTICA--
OS CAVALEIROS DO ZODÍACO: 
A LENDA DO SANTUÁRIO

NOVO CONTO
DE UMA ERA MODERNA
Depois de mais de 100 Sessões Críticas, finalmente uma 'Sessão Acompanhada' cuja postagem se iniciou justamente no dia do lançamento de um filme recente. Escrever sobre essa adaptação para o século XXI de uma obra que se iniciou nos mangás e fez sucesso nos animês durante os anos 90 (marcando toda a uma geração) é mais do que especial. Primeiro porque "Os Cavaleiros do Zodíaco" tem a ver de certa forma com as origens do título de nosso domínio e segundo porque ele completa 20 anos de exibição no Brasil em um mesmo mês onde Massami Kurumada (o criador) completa 40 anos de carreira. Pois é, tudo bate e esse longa em computação gráfica nada tem a ver com os 20 anos de Cavaleiros do Zodíaco, já que o desenho originalmente surgiu em 1986 e só chegou ao nosso conhecimento em 1994.

" .. A Lenda do Santuário" é o terceiro longa* dos Cavaleiros do Zodíaco a ganhar exibição nas telonas tupiniquins, já que o primeiro foi em 1995 - com "..A Batalha de Abel". Naquela época, Cavaleiros era uma febre para os pequeninos, talvez odiados por marmanjos, mas hoje é bem diferente - logo ao chegar próximo a sala de exibição eu vejo um pequeno grupo esperando em frente à porta (como era numa tarde de quinta) com os seus 20 e poucos anos - é um cenário bem diferente do que eu encontrava anos atrás - com os meus 15/ 16 anos indo assistir aos filmes do Pokemón e só encontrar mães de mãos dadas com os seus filhos e bebês, aos berros - eu me sentia um pouco envergonhado, mas quando a gente cresce, leva isso numa boa.

Lá, assistindo com poucas pessoas - mesmo aqueles inquietos que não paravam de mexer no celular e bater a perna na cadeira - me sentia em casa (sentir que ali estavam algumas pessoas que viveram essa época também). Ainda antes da sessão, alguns tiraram fotos ao lado do belo poster. Um deles havia acabado de adquirir uma caixa "Cloth Myth" do Seiya com a armadura de Sagitário - e o dono ficava ali tirando foto com ele, e outros amigos ainda tiravam uma "casquinha" fazendo o mesmo. Ahh, essa brincadeira certamente custou mais do que R$ 300,00 - basta dar um pulo lá na loja pra conferir.
O primeiro poster

Dirigido por Kei'ichi Sato (Tiger & Bunny), a produção levou 10 anos para ser concluída. Seu poster "teaser" logo quando anunciada já causou euforia da minha parte e certamente dos demais fãs. E justamente esse ano, quando o trailer foi liberado, as reações foram diversas: visual bonito, com efeitos visuais e animação, mas a forma como as armaduras foram apresentadas - com as suas variações em comparação aos do desenho da TV - causou estranheza. Mesmo assim, vale considerar os momentos louváveis - aonde Seiya finaliza a amostra com o seu "Pegasus Ryuseiken" - aqui traduzido como: "Meteóro de Pegasus" pelo saudoso Hermes Baroli.

 
E apesar dos pesares, essa nova versão dos defensores de Atena não se limita a nostalgia e tenta trazer um novo tipo de "Cosmo" para acompanhar a geração das animações totalmente geradas em computador - rostos joviais, tatuagens e piercings podem ser percebidos nos detalhes de um personagem e outro - e até mesmo o corte de cabelo (a própria Saori "ousa" em receber um cabelo curto, visual que para os tempos de hoje vem se desdobrando como um sinônimo para a mulher independente).

As armaduras e as demais referências visuais procuram se aproximar bem mais da mitologia grega do que o próprio desenho - ponto positivo aí ao tentar se aproximar de uma adaptação que de certa forma nós diríamos "Hollywoodiana" se for comparar com "O Gladiador" - mas com um toque de fantasia (artes que os gamemaníacos poderão comparar com as atuais versões de Final Fantasy ou Tekken).

Para uma produção que foi trabalhada por tanto tempo e com uma divulgação grandiosa (principalmente aqui no Brasil - nas principais capitais como Rio de Janeiro e mais especificamente em São Paulo - onde ganhou exibições exclusivas de episódios da série da TV) esperava-se uma produção de pelo menos quase 3 horas (levando em consideração os acontecimentos da saga Santuário - do Episódio 1 ao 73 totalizando aí 2.190 horas aproximadamente) mas toda aventura é enxugada em apenas 93 minutos.

Assim como em toda adaptação, é preciso encarar a maneira como será tratada a história que conhecemos de uma maneira compreensiva - é importante distanciar o desenho da TV (ou os mangás) do que é apresentado em "A Lenda do Santuário".  Essa refilmagem aproveita o melhor momento da TV (cultuada por muitos fãs até hoje) e certamente icônica para o universo comercial de Cavaleiros (foi a saga que mais durou na série clássica). Como na comunidade alguns fissurados em animação Japonesa (ou qualquer 'cultura nerd') é tremendamente xiita - cada grupo tem a sua apreciação por um determinado personagem na história.

O título original é "Saint Seiya", logo, os Japoneses até compreenderiam - talvez - que Seiya é o personagem mais importante da história. Pra quem conheceu a obra como "Os Cavaleiros do Zodíaco" e tem um amor incondicional por Shun, Shiryu, Hyoga, Ikki ou qualquer um dos Cavaleiros de Ouro - individualmente - pode até se decepcionar um pouco (dependendo do personagem em específico que tenha preferência). Por outro lado, Seiya ficou mais despojado, e Saori - uma menina cativante e com mais importância na tela (já que a sua importância na série de TV era crescente e não poderia se resumir a personagem apenas por causa de um momento ou outro) tentando descobrir quem ela é de verdade.

Os dubladores - que já se mostraram tremendamente poderosos ao evoluírem suas atuações na segunda dublagem da TV - mostram aqui o seu melhor trabalho, certamente, em cena. Ao invés de buscarem "repetir" o que se ouvia na TV, se mostraram ainda mais empenhados e mais afiados - até o entusiasmo pode ser ouvido do locutor que apresenta o título do filme e os enunciados no decorrer da história. Você não vai ouvir o "Morra Seiya!" do Gilberto Baroli, mas vai se empolgar com o "Outra Dimensão!" por exemplo.

Enquanto alguns personagens se mostravam "quase inúteis" na série de TV, aqui alguns ganharam mais postura (a exemplo do Cavaleiro de Touro) e outros "queridos e idolatrados" perderam bastante atenção da história. Se de certa forma acerta pontos não acertados pelo desenho, acaba se descuidando de outros - resumindo: alguns buracos são tampados e outros novos são abertos. Para um público ainda maior e mais velho, detalhes específicos como: "- O que o Mestre do Santuário fez para todos se convencerem que Saori não é a Deusa Atena?" são devidamente esclarecidos.

A história principal contada acaba sendo mais importante do que a explicação em relação às subtramas sugeridas - dentro do arco envolvendo cada personagem especificamente - já que cada minuto procura ser distribuído sem tentar desequilibrar tanto um personagem ou outro - na falta disso, o senso de humor (tão raro na série) procura entrar no caminho para distrair o público - até que funciona por se tratar de um ritmo leve e nada pesado (classificação livre, gente!) - porém, a ação repentina (quando a história começa a se desenvolver de maneira mais trabalhada) infantiliza o processo.

CAVALEIROS 
DE VOLTA AOS CINEMAS...

222 SALAS...

TANTAS SESSÕES....
 
QUE COISA LINDA DE SE VER...
MAS SÓ TEM UMA COISA...
 
CADÊ O 3D?
CADÊ 
3D 
???????????????

Versão 3D: Infelizmente o www.ingresso.com desapontou. O longa não está sendo exibido em 3D, apesar do enorme equívoco gerado pelo site (até os alguns se perguntaram dentro da sessão sobre a situação).

O FILME É LEGAL, MAS...
As salas  3D não estão oferecendo óculos  3D
Pode isso, produção?

Termino aqui com o meu protesto. 
 

Ah, e um recadinho pros apressadinhos (pra não perder o costume):
NÃO SAIAM ANTES DOS CRÉDITOS !!!
(Pelos órfãos de Atena!)

--EXTRAS--

Ficha Técnica

Título Original: 聖域聖闘士星矢: 伝説 Seinto Seiya: Legend of Sanctuary 
Gênero:  Aventura (Animação)
Duração: 93 Minutos
País: Japão
Sessão Acompanhada: 11/09/2014 (Quinta-Feira) - 17:30 - L 10 -  
Kinoplex Boulevard Rio (Iguatemi)


  * [Atualizações: 12/9/14 14:00] Agradecimentos Especiais:
  - Créditos ao amigo leitor Thiago "Senil" Cruz que me avisou sobre o número de longas exibidos nos cinemas Brasileiros - são 3 (contando com: "..O Prólogo do Céu" em 2004) e não 2 como originalmente postado.

3 Hit Combo :

robertobech disse...

Muito legal o review, Mestre!

Parece um filme bacana, desde que a pessoa o assista com as expectativas certas.

Como você disse, a saga do santuário é enorme. Quando você tenta contar uma história daquele tamanho em um filme de 90 minutos (ou até mesmo de 180), o "fato épico" naturalmente se perde, não tem jeito.

Tendo em mente que não tem como superar o original, vou assistir com a mente aberta. Devo ir na segunda da outra semana (rola um desconto belezinha aqui no cinema do Méier).

Cyber Woo disse...

Eu ainda estou ansioso para ver o filme e seu review me deixou mais otimista com o que verei.

Não estou grandes expectativas, na realidade nunca tenho expectativas em adaptações, assim acabo me surpreendendo com o produto final, hehehe!

Excelente review Mestre o/

Mestre Ryu Kanzuki disse...

robertobech: Muito obrigado pelo prestígio, caro Gagá. E é exatamente isso que você descreveu. Quando assistir, deixe as suas impressões. Um dia desses passo nesse cinema, um dos que não fui ainda. x_x

Cyber Woo: Muito obrigado, Cyber. Fico satisfeito por deixá-lo otimista, de cera forma. Fico no aguardo de suas impressões. Muito agradecido pelo seu prestígio de sempre. ;)

Aquele mega abraço com SUPER procês. ^^

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