Em Destaque

sexta-feira, 5 de julho de 2013

[Para o Alto e Avante!] Superman: O Retorno

NESTA POSTAGEM

SESSÃO CRÍTICA
SUPERMAN: O RETORNO


SUPER EXTRAS
O LEGADO DO SUPER-HOMEM: PARTE 6
#1-QUADRINHOS
JERRY SIEGEL & JOE SHUSTER:  EM BUSCA DO SUPERMAN
A BABÁ DO SUPER-HOMEM
A REFORMULAÇÃO DE JOHN BYRNE

#2-LIVROS
SUPER-HOMEM X JESUS CRISTO

FICHA TÉCNICA


SESSÃO CRÍTICA
SUPERMAN: O RETORNO 

O HERÓI QUE O MUNDO PRECISA
-Voar de avião ainda é o maneira mais segura. Este diálogo é um dos exemplos que Superman: O Retorno busca contar uma nova história com base no filme de 78 

A longa ausência nos cinemas (quase 20 anos desde Superman IV: Em Busca da Paz) e a forma como o mundo mudou parece ter certamente influenciado no roteiro. Na trama, Superman retorna à Terra após um período de 5 anos ausente e encontra algumas diferenças em seu mundo. Apesar de certo sentimento, é obrigado a lidar com elas mas não deixando seu maior objetivo de lado: o de proteger a humanidade. 

O resultado da obra dirigida por Bryan Singer é diferente do que acontece em X-Men: O Filme. Esta  adaptação de quadrinhos não procura muito em reinventar, mas ser uma celebração nostálgica ao universo de Superman: O Filme, do diretor Richard Donner, fidelizado com vigor pela figura icônica de Christopher Reeve. O resultado só pode ser compreendido apenas se você tiver um coração nobre ao invés de uma visão de calor. 

 Se em 1938, era o momento certo para os Americanos receber o Homem de Aço - em pleno holocausto e a grande depressão de 29 - em 2006, o mundo ainda vivia o pós-11 de Setembro. Momento que o grande império Americano é abalado por mais um grande evento.  A cada geração que se passa, o público se esfria diante de histórias românticas, o que aconteceu com a bilheteria de Superman: O Retorno não foi diferente. 

Após o ano de 1978 pra cá, muita coisa aconteceu com o universo do Super-Homem. Tanto nos quadrinhos, nos cinemas, quanto na TV. Superman: Retorno, apesar do seu voo emocionante de nostalgia envolta do passado cinematográfico, não deixa algumas coisas passarem batidas.  
O mal sucedido roteiro de Superman Lives parece ter deixado heranças em Superman: O Retorno. A história que adaptaria para os cinemas o grande evento dos quadrinhos A Morte do Super-Homem é relembrado nesta obra de Bryan com um toque bastante próprio e criativo do diretor em toda a tonalidade emocional da obra. 
Um dos grandes momentos das cenas de voo, além da celebração ao desfecho dos filmes de Christopher Reeve: o momento de reflexão do personagem, o voo com Lois Lane (Kate Bosworth) que não podia deixar de faltar, as quedas trágicas e a cena do resgate do avião em destruição (certamente uma das melhores cenas de ação). 
O cruel e sádico Lex Luthor do ótimo Kevin Spacey (Merecedor do nosso Punho Dourado como Melhor Ator Coadjuvante) ou se não é de fazer chorar, acaba nos fazendo pular da cadeira de tanto nervoso. Ao menos para os fãs mais sensíveis do personagem. 
A fotografia desbotada e a direção de arte parecem remeter muito as décadas de 30 e 40, enquanto as cores cinzentas marcam muito na primeira sequência entre o encontro de Superman (Brandon Routh) e Lex Luthor (Kevin Spacey) numa das cenas mais tristes da trama, podendo ser comparado à morte ou o sacrifício bíblico de Jesus Cristo.  

A exemplo de Christopher Reeve, o ator Brandon Routh foi escolhido para ser o Superman pelos mesmos critérios: o ator teria de ser desconhecido. Coisa que parece ter se tornado uma tradição - criteriosa ou não - nos filmes do Homem de Aço. Routh representa bem a dualidade entre Clark Kent e Superman - figura tão marcada por Christopher Reeve- mas que certamente poderia nos mostrar bem mais de seu potencial se houvessem outras sequências nas mãos de Bryan Singer.
A clássica capa da primeira edição em Junho de 1938 e a cena icônica do filme

Numa certa comparação aos quadrinhos, da mesma forma que segue a linha mais clássica do personagem - a exemplo da fase Christopher Reeve - Superman: O Retorno não deixa de trazer características inventivas como o de expandir a família do Super-Homem. Se nós já vimos outros seres conectados ao personagem, como a Supergirl e o Super-Cão. Aqui nós testemunhamos a presença de um herdeiro. 
Alguns detalhes retomam o cuidado de explicar as características e outros são mais explorados, como a descoberta da habilidade de voo. Outro ponto importante, inteligentemente deixada por esta obra de Bryan Singer, é a origem do Superman apresentada como uma descrição silenciosa logo no começo da história, sem a necessidade de recomeçar tudo de novo e apagar coisas tão bem apresentadas anteriormente e frescas na cabeça do público, como foi o caso de O Espetacular Homem-Aranha

Superman: O Retorno nos mostrou - em tempos de corações frios - o herói que o mundo precisa mas que ainda não esteve pronto (e talvez nem esteja tão cedo) para recebê-lo.


SUPER EXTRAS
O LEGADO DO SUPER-HOMEM: PARTE 7

#1QUADRINHOS
JERRY SIEGEL & JOE SHUSTER:  EM BUSCA DO SUPERMAN
A história oficial dos criadores e de sua grande criação foi adaptado com base nos textos publicados em diversos sites. Confira:  

Para compreendermos o surgimento do Superman, precisamos antes entender o momento pelo qual a história do mundo passava: Nos anos 30 a principal novidade na história dos comics, foi o surgimento de um novo formato chamado comic-book - de certa forma uma adaptação quadrinizada das novelas de pulp fiction - revistas de grande circulação, impressas em papel barato e que se tornaram muito populares nos EUA nas décadas de 30 e 40.

Os comic-books foram responsáveis por alavancar a difusão do gênero, tornando-se leitura freqüente entre os soldados em campanha, vindo a se tornar linguagem comum nos manuais de instrução e treinamento de militares, Will Eisner (criador do Spirit e mestre incontestável da linguagem dos quadrinhos) foi um dos que produziu artes sequenciais para tais propósitos.

O grande sucesso de público dos comic-books podia ser creditado à sua apresentação vistosa, muito colorida, amparado na enorme aceitação popular das tiras diárias nos principais jornais americanos.
Mas, sem dúvida a maior parte do sucesso se deveu ao surgimento em profusão de super-heróis nas suas páginas, que sempre apresentavam habilidades e poderes sobre-humanos.
O Reino de Superman surgiu em um dos primórdios dessa série de HQs

O mais importante e que recebeu acolhida e congregou legiões de fãs, foi sem dúvida o Superman, que surgiu numa noite abafada de verão em 1933, quando Jerome (Jerry) Siegel (1914 - 1996) então aos 19 anos, rolava na cama imaginando um personagem, fruto de suas leituras dos pulps que regulamente devorava com extrema avidez. Naquela época era fã do detetive O Sombra e de Doc Savage o grande sucesso das histórias de aventura. Mas, Jerry era apaixonado mesmo pelas histórias de ficção científica.

Jerry tinha um amigo de escola, excelente desenhista chamado Joseph (Joe) Shuster (1914-1992) que igualmente adorava os pulps - desenvolviam juntos um fanzine mimeografado chamado Science Fiction. Jerry escrevia, Joe ilustrava e era um tremendo sucesso entre a garotada. Na edição de janeiro de 1933, eles publicaram uma história intitulada O Reino de Super-Homem - o personagem principal possuía fabulosos poderes mentais, porém utilizava-os para fazer o mal. De todos os poderes imaginados para seu personagem, Jerry apenas manteve no futuro Super-Homem a super-visão.

Nesta época, os Estados Unidos se recuperavam da grande depressão e o mundo reconstruía-se no sentido de apagar os resquícios da primeira grande guerra - sonhar com o futuro e com tempos melhores era possível através de novas descobertas tecnológicas e principalmente pelas histórias em quadrinhos (comics).

Por isso, naquela noite tórrida de 1933, onde o ar estava estagnado, Jerry não conseguia dormir, envolto em seus pensamentos e a observar as nuvens que passavam por sua janela, empurradas pelo vento alto, em frente da lua, ocorreu-lhe como seria bom se ele pudesse voar para ir se refrescar com o vento - Claro! Voar ! Ali nascia um dos mais famosos e importantes personagens das histórias em quadrinhos, o Super-Homem !

Superman apareceu oficialmente no primeiro número da revista Action Comics em 1938. A justificativa para a sua força descomunal, vinha de sua origem extraterrestre, pois ele havia nascido no planeta Krypton, onde a força da gravidade era muito superior à da Terra - fora lançado por seus pais Jor-El e Lora ainda criança para o espaço numa astronave - antes da destruição daquele planeta - era o Moisés dos novos tempos. Sua cápsula espacial viaja até a Terra e cai na fazenda dos Kent - que o adotam e o criam dentro dos preceitos da moral americana - Super-Homem coloca sua energia sobre-humana a serviço da luta contra os malfeitores, embora escondendo sua real identidade sob a aparência frágil e tímida do jornalista Clark Kent. Na mitologia popular, este é o disfarce perfeito e acima de qualquer suspeita, um ser fraco e até certo ponto risível, para ocultar uma figura poderosa e confiante.

"- Este é mais um trabalho para o Super-Homem !"

Suas transformações invariavelmente ocorrem em cabines telefônicas, becos ou qualquer outro canto escuro. Onde Clark Kent está, nunca aparece o Super-Homem e vice-versa, ninguém desconfia, pois os únicos cúmplices desta dupla-personalidade são os leitores.

Os primeiros sinais da popularidade do Super-Homem puderam ser percebidos a partir do quarto número da revista Action Comics, apesar de um crescimento espantoso nas vendas, ninguém conhecia ao certo os motivos para tanto sucesso. Em uma pesquisa feita junto às bancas de jornal, finalmente o motivo foi revelado: Super-Homem ! A partir de então o editor da revista passou a estampar em todas as capas a figura de seu principal herói. Logo foi criada uma revista exclusiva somente com as histórias do Super-Homem, que teve sua tiragem esgotada.

Super-Homem passou a ser publicado em tiras diárias em mais de 230 jornais americanos, deu origem a seriados de TV, novelas de rádio, filmes e desenhos animados, sem contar é claro com uma infinidade de brinquedos, álbuns de figurinhas, jogos e roupas, tudo ao estilo de marketing americano.

Com o sucesso do Super-Homem, a dupla Siegel e Shuster alugou um escritório em Cleveland por US$ 30,00 mensais, contrataram uma equipe de quatro artistas, um deles o irmão de Shuster e deram início à produção semanal de 13 páginas de revista, 6 tiras diárias e uma página dominical para os jornais. Uma reportagem do Saturday Evening Post dava conta de que a receita bruta do personagem atingira a soma de US$ 75,000.00 em 1940.

Joe Shuster, um dos quatro filhos de um pobre alfaiate, que aprendera a desenhar pagando com sacrifício - dez centavos por aula na John Huntington Art School, re-mobiliou sua casa e comprou um carro novinho.
Jerry Siegel, o garoto que juntava trocados para comprar seus adorados pulps, casou-se com sua namoradinha de infância. Nenhum dos dois, ao que parece, chegou a pensar em alguma forma de investimento para o futuro que, naquele ponto de suas vidas, parecia ser extremamente próspero e sorridente. A fama e a fortuna lhes sorriam, afinal.

Certa vez, quando passeava por Miami Beach (antes que esta se transformasse no maior balneário-shopping center da América Latina), curtindo umas férias, Joe Shuster foi parado por um guarda. O fato de estar desfilando em roupas comuns, sua aparência casual no meio da grã-finagem e seu carrão, chamaram a atenção do policial. Joe cometeu o erro de mostrar o gordo maço de notas que carregava no bolso e, quando foi perguntado sobre sua ocupação, disse que era o criador do Super-Homem. Levado à corte de magistratura sob a acusação de vadiagem, recebeu de um repórter policial que fazia hora por ali, a sugestão de que desenhasse o Super-Homem para provar sua identidade. Para grande embaraço de todos os presentes, foi exatamente o que ele fez. Envergonhada, a corte retirou a acusação e o deixou ir.

Como todo herói americano, Super-Homem não escapou aos apelos do patriotismo, afinal ele era o defensor da América. Por ocasião da Segunda Guerra Mundial o super-herói formou junto com os soldados as fileiras contra o império nazista, a pedido do então presidente Roosevelt, as histórias deste período mostravam um Super-Homem no campo de batalha contra o inimigo nº. 1: Hitler. Por conta disto surgiu a célebre frase proferida pelo homem da propaganda nazista, Goebels: - O Super-Homem é um judeu !

De lá para cá, Super-Homem fez acompanhar a evolução dos tempos, tornando-se uma figura mundialmente conhecida. Tal reconhecimento no entanto, não foi conferido a seus criadores, Siegel e Shuster, venderam logo no início os direitos sobre a criação para a editora da Action Comics, recebendo apenas pelo trabalho de texto e arte, nunca receberam sequer, royalties pelo uso de seu personagem; com o tempo e as diversas adaptações de seu herói, até o nome dos criadores foi apagado dos créditos das revistas. Uma briga judicial foi mantida por diversos anos a fim de promover uma indenização pelo uso da obra intelectual e pelo re-estabelecimento dos créditos dos autores.

Siegel e Shuster experimentaram uma velhice de privações e acabaram seus dias em asilos para idosos. Nenhum dos super-poderes que imaginaram para seu personagem, pode ser usado em seus benefícios.

Atualmente os direitos do personagem acabaram disputados na justiça pelas famílias de Jerry Siegel e Joe Shuster, contra a DC Comics.

O processo judicial, direto dos tribunais norte-americanos, teve uma descoberta surpreendente.
Joe Shuster, muito provavelmente pode deixar de ser considerado co-criador do Superman!

Para quem não sabe, até poucos dias a gênese do Superman era descrita da seguinte forma: Em janeiro de 1933, Jerry Siegel e Joe Shuster editaram um fanzine chamado Science Fiction, onde constava a historia The Ring Of The Superman. Estrelada por um VILÃO CARECA. de poderes mentais e visão telescópica, este personagem viria a ser reformulado pelos dois para anos depois ser o herói que chamamos de Superman, que apareceu pela primeira vez em Action Comics 1, de julho de 1938.

Mas durante o processo que a família Siegel move pelos direitos do personagem, foram reveladas tiras nunca lançadas encontradas dentro do espolio de Jerry Siegel, datadas de 1934 com ilustrações de Russell Keaton, relativamente conhecido pelo seu trabalho em Buck Rogers. Nas tiras, uma versão muito mais próxima do heroi da DC. O que o difere é que ele veio do futuro e não do espaço, o nome de seus pais falava um língua estranha quando chegou bebê mas a esqueceu (referencias aos imigrantes como Jerry). Os artistas a ofereceram ao sindicato Bell Syndicate, mas este as recusou. Aparentemente, depois disto Keaton pulou fora por não confiar no trabalho de Siegel.

Agora fica difícil precisar quem é o co-responsável pelo personagem. Particularmente, vejo três possibilidades:

- Jerry Siegel e Joe Shuster depois de The Ring Of The Superman continuaram a explorar o Superman, e Shuster seria sim o co-criador, apesar de Keaton desenha-lo de forma mais próxima a tradicional com intuitos comerciais antes.
-Siegel é o único criador, desenvolvendo tudo sozinho e só mandando os ilustradores trabalhar em cima.
-Keaton junto com Siegel desenvolveu o conceito do herói e assim seria co-criador no lugar de Shuster.

Só o tempo dirá qual é a verdade...

Uma coisa interessante que vem sendo comentado, é que daqui a alguns anos os direitos do Super Homem podem ser usados por qualquer pessoa (assim como o Tarzan) devido as determinadas regras de direitos da obra.

A BABÁ DO SUPER-HOMEM
(Letitia Lerner, Superman's Babysitter)
Lançado originalmente em Junho de 1999, este conto chegou a ser quase proibido devido ao seu conteúdo aparentemente trazer uma imagem mal-criada do Super Homem, distante daquela visão de bom moço e bom exemplo para as crianças. Teve toda sua tiragem destruída depois de publicada, porém 2 mil exemplares escaparam e foram parar na Inglaterra.
Devido a uma série de críticas, a DC acabou publicado a história pela Bizarro Comics, em maio de 2001, chegando a ganhar o prêmio Will Eisner de melhor história curta e também de melhor roteirista de humor para Kyle Baker - hoje responsável pela elogiada fase que passa o Homem-Borracha na DC.

A REFORMULAÇÃO DE JOHN BYRNE
Recriou o personagem, reduzindo os poderes do Superman (Sim! Ele não era mais tão poderoso a ponto de girar o planeta, como no filme de 78) e apagando diversos personagens da versão oficial das histórias o que atraiu a atenção da mídia. A cobertura da imprensa foi novamente recebida na década de 90, com A Morte do Superman, uma história na qual o personagem era dado como morto.

Depois de Crise nas Infinitas Terras, o Super-Homem passou a ser, de fato, o último filho de Krypton; seu maior inimigo, Lex Luthor, deixou de ser um supervilão high-tech para se tornar um inescrupuloso magnata com sede de poder; e seus dons quase divinos foram bastante diminuídos.

Essas e outras mudanças transformaram o Homem de Aço em um personagem mais humano e com muitas possibilidades para grandes aventuras. Tudo por obra do genial (e genioso) John Byrne.

Cena marcante: Depois que o Super-Homem, ainda em trajes civis, salva Lois Lane de um acidente com a nave espacial em que ela se encontrava, a repórter do Planeta Diário dá ao herói o nome pelo qual seria conhecido em todo o mundo.

#2 LIVROS
SUPER-HOMEM X JESUS CRISTO
Marcelo Hessel comenta a notícia na matéria Bryan Singer compara Super-Homem a Jesus Cristo (Omelete - 12/12/2006):

Autor de The Gospel According to the World’s Greatest Superhero, o escritor Stephen Skelton traça no livro um paralelo entre a história do Super-Homem e a vida de Jesus Cristo. O SuperHeroHype publicou uma conversa que Skelton teve com o diretor de Superman - O retorno, Bryan Singer, e é curioso ver como as idéias dos dois se cruzam.

Singer já havia dito em outras entrevistas que considera o Homem de Aço o Jesus Cristo dos super-heróis. Skelton pede para o cineasta explicar: Acho que isso é algo que começou a evoluir no início da HQ e se cristalizou na interpretação de Richard Donner, no filme de 1978. O Jor-El de Marlon Brando diz, se referindo aos terráqueos: Eles podem ser ótimas pessoas, Kal-El, eles desejam ser. Eles só não têm a luz para guiá-los. É por essa razão, acima de todas, a capacidade humana para o bem, que eu enviei você - meu único filho. Isso foi algo que escutei quando criança e que ecoou em mim, uma criança judia, adotado, filho único, crescendo em uma vizinhança católica.


Ele continua: Essas alegorias judaico-cristãs que emergem ostensivamente da fantasia e da ficção científica são muito poderosas para mim. E no meu filme há uma imagem clara do retorno do salvador, de sacrifício. O filme celebra a noção dada por Donner. Tenho uma crença fundamental de que personagens como Super-Homem serão a mitologia do século 20. Daqui a 500 anos, os super-heróis serão vistos como enxergamos Rei Arthur, Merlin, Excalibur e outros mitos inspirados pelos princípios judaico-cristão.


Skelton pergunta se o Super-Homem de Brandon Routh seria diferente se não houvesse o passado de Bryan Singer.Algumas coisas que estão no filme são coisas que vêm do meu subconsciente, outras são muito específicas. Super-Homem seria atrativo de qualquer forma, simplesmente porque ele pode voar e levantar coisas pesadas. Mas, francamente, ele não seria tão longevo. Ele sobreviveu por 70 anos em algumas das encarnações mais bizarras e pelos tempos mais tumultuosos da história global. E não há lugar no mundo onde não se conheça o Super-Homem, disse Singer.


Quando você se propõe a contar uma história assim [com o subtexto religioso], tem que levar até o fim. Lembro de sentar com um dos roteiristas, estávamos vendo os efeitos visuais da cena perto do final em que ele cai na Terra. As mãos dele estão estendidas e ele cai de um jeito muito..., pensa Singer. É a pose do crucifixo, emenda Skelton. Isso. E o roteirista olhou pra mim - ambos fomos a escolas católicas - e disse Quer dizer que nós... Não devíamos abrir as pernas dele um pouco mais? Não é muito evidente o que estamos fazendo? Eu respondi Se é essa a história que estamos contando, então vamos contá-la, completa o diretor.


A conversa é longa, toca na questão de Lex Luthor, por sua ambição, ser o oposto dessa divindade, e menciona também a extensão terrestre dessa ligação entre pai e filho. 


Maiores informações podem ser vista nesse link


FICHA TÉCNICA
Título Original: Superman Returns
Data de lançamento:  (Brasil)
Gênero: Aventura
Duração: 154 minutos
País: E.U.A.
Direção: Bryan Singer


CONFIRA TAMBÉM O ÁLBUM NO FACEBOOK QUE ESTENDE O EVENTO 

1 Hit Combo :

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

pombas Mestre Ryu, que história tensa da criação do Smallville. sobre a briga judicial, rapaz, acho que a DC Comics contrata uns 10 advogados para cuidar desse "empeçilho" e ter que provar ao juíz desenahndo o personagem para se mostrar dono dele...é complicado.

e sobre o filme, eu assisti uma vez e achei...bom...e só. mas o povo desceu o cacete nessa película, só da história da Lois ter tido um filho do Super e ele estava tempo no espaço, já o povo falava que era para não assumir o filho. hahahah

e gostei da parte que o moleque "sem querer" empurra um piano e mata o sujeito que ia machucar a mãe. sempre me pergunto se existe em algum lugar uma história desse filho assumir o posto do Clark...quem sabe um dia eu achei esse quadrinho.

e se a historia existisse, qual seria o ponto fraco? sendo "humano" a Kriptonita não ia fazer nada nele...mas o menino tem asma. como um vilão ia usar isso contra o pequeno Smallville?

uma pergunta a ser respondida um dia....

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...