Em Destaque

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

[Sessão Crítica] Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

NESTA POSTAGEM




SESSÃO CRÍTICA
Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

UMA HEROÍNA NO MEIO DA TORTURA
Depois de mergulhar em dramas fantasiosos, filosóficos ou modernos como O Clube da Luta, O Curioso Caso de Benjamin Button e A Rede Social , David Fincher - um diretor que começou dirigindo videoclipes e começou no cinema dirigindo a terceira parte da franquia de ficção científica, Alien 3, em 1992 - retorna ao gênero suspense, o qual ficou envolvido um certo tempo e nos apresentando grandes filmes como Seven: Os Sete Crimes Capitais, Vidas em Jogo e outros mais cabeça, como Zodíaco, Millennium segue  um pouco o estilo do último citado - o foco é desafiar os personagens e a curiosidade do público numa intensa investigação mais observativa, sem o agito de Seven.

Na trama, uma morte em família há 40 anos, envolvendo ativistas Nazistas, se torna um mistério que firma uma parceria entre dois tipos de heróis nada convencionais bancando o detetive.  O escritor investigativo Mikael Blonkvist é interpretado por Daniel Craig - difícil não dissasociá-lo do rosto como o atual 007 - um homem amargurado, assediado pela mídia e em crise familiar. O destaque é Rooney Mara - indicada ao Oscar de atriz coadjuvante - na pele de Lisbeth Salander, uma mulher forte diante de tantas vítimas, não sendo poupada em cenas de gosto amargo. Craig e Mara passam um bom tempo trabalhando em situações parelelas até se encontrarem e a história vai se tornado um quebra cabeça compreensível aos poucos. O subtítulo nacional faz alusão aos homens violentos e por vezes infiéis ao coração das mulheres.
O filme é técnicamente admirável. Destaques para a trilha sonora, edição (tanto de som quanto de filmagem) e Fotografia - merecidamente indicados ao Oscar. O videoclipe de abertura em computação gráfica, com cenas agressivas, não deve nada aos velhos tempos de Fincher.  O filme também traz Christopher Plummer (o millionário Henrik Vagner) e Stellan Skarsgard (Martin Vagner, sobrinho de Henrik)

O livro e a versão Sueca respectivamente

A história (Män som hatar kvinnor no título original) é baseada num romance criminal de grande sucesso, escrita pelo sueco Sieg Larsson, e parte de uma trilogia seguida por Millennium 2: A Menina que Brincava com o Fogo (Flickan som lekte med elden) e Millennium 3: A Rainha do Castelo de Ar (Luftslottet som sprängdes). Os livros foram lançados entre 2005 e 2009 (Na Suécia) e entre 2008 (Os Homens que Não Amavam as Mulheres) e 2009 (os demais volumes) no Brasil. As três histórias já possuem a sua versão Sueca pela Yellow Bird, bastante elogiada.

FICHA TÉCNICA
Título Original: The Girl with the Dragon Tattoo
Sessão Acompanhada: Segunda-Feira 19:20 (Norte Shopping)
Data de Lançamento: 27 de Janeiro de 2012 (Brasil)
Duração: 2h31min
Classificação: 16 Anos
Gênero: Suspense/ Policial

Sipnose Oficial: Em 1966 Harriet Vanger jovem herdeira de um império industrial some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então a cada ano Henrik Vanger o velho patriarca do clã recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava até desaparecer. Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.

GALERIA 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...