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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

[Sessão Crítica] Missão:Impossível - Protocolo Fantasma

NESTA POSTAGEM 
SESSÃO CRÍTICA
MISSÃO: IMPOSSÍVEL - PROTOCOLO FANTASMA

ARQUIVO EXTRA
FICHA TÉCNICA
CARTAZES
CENAS
TRAILERS


SESSÃO CRÍTICA 
MISSÃO: IMPOSSÍVEL - PROTOCOLO FANTASMA
A FORÇA EM EQUIPE 
O terceiro filme conseguiu equilibrar dois pontos que ficavam em oscilação nos filmes anteriores. Em Missão: Impossível, era mais espionagem - em uma história cheia de detalhes - e pouca ação; Missão: Impossivel II, diminuiu a espionagem e injetou ação acelerada tornando-o um filme de ação genérico, muito divertido, mas genérico. Cada filme tinha um diretor, Tom Cruise justificou bem essas mudanças para dar um estilo diferente para cada filme (o que fica muito mais interessante). 
Já passaram pela cadeira, missões realizadas por diretores como Brian de Palma, de M:I ; John Woo, de M:I II, que na verdade seria o posto de Oliver Stone mas a Paramount queria um filme pipoca da temporada e escalaram John Woo que ficou responsável pela retirada do rítimo adulto do filme anterior e resolveu torná-lo mais jovem - pelo menos era assim que ele se justificava. O terceiro quem dirigiu foi J.J. Abrams (da cultuada série Lost) que uniu espionagem e ação na medida certa. Nada a reclamar. Fora outros ingredientes extras, como drama, também foram apresentados na terceira missão de Ethan Hunt - expondo o personagem a emoções mais expressivas como sentimento de amor e ódio para proteger a vida de sua esposa. 

Eu sempre considerei o terceiro episódio o melhor de todos e acredito que muitos pensam assim também. Mas se há mais a se fazer pela franquia Missão: Impossível? Claro que sempre existe. Por mais que existam espiões como 007 e Bourne pegando as melhores idéias do gênero, Missão: Impossível melhora a cada episódio. E o quarto, felizmente, não é diferente. Essas histórias de ação é um mar a se explorar com as idéias certas. Se existe algo que sempre deveria ser melhor trabalhado nesta franquia, refilmagem de uma série clássica dos anos 60, é a dinâmica entre espiões em campo. Em todos os filmes o foco ficou em Tom Cruise, como Ethan Hunt. E pra quem é fã, assim como eu, não há do que reclamar. A história de Ethan terminou no terceiro episódio. Isso é fato. Mas nunca é demais ver o carismático Tom Cruise mais uma vez em ação na pele do espião. E já estava dando saudades. 

Como no universo de Missão: Impossível, o que parece ser definitivo ou impossível de se acontecer, sempre há uma saída. E a saída para se contar uma nova história é a reviravolta na vida ou na história aonde encontramos aqueles personagens envolvidos. Em Protocolo Fantasma, tudo isso é muito bem amarrado, sem exageros. Basta acompanhar toda a missão com bastante atenção até o final. Fãs da cinessérie reconhecerão algumas rápidas referências aos filmes anteriores - seja na abertura, ao melhor estilo do primeiro M:I, em uma versão sofisticada, ou até mesmo em uma leve nota do compositor Michael Giacchino fazendo referência a M:I III no começo da cena em Kremilin.

Eu temia que repetindo o compositor Michael Giacchino o repertório seria um repeteco do terceiro episódio. Mas pelo contrário, Giacchino se mostrou muito competente em desenvolver um novo rítimo e estilo para o quarto. J.J Abrams, que eu considero até um Spielberg da atual geração, produz o filme. Nota-se uma atmosfera apocalíptica do filme anterior, com jeitão de cenas de ação dignas de filme catástrofe - situações como essa que se destacam no climax do primeiro filme. 

No elenco, Tom Cruise, como Ethan Hunt, parece correr menos desta vez mas ainda podemos vê-lo quebrando janelas sem se furar ou caindo de alturas sem quebrar um osso. Sendo que só se ferra nos momentos de decisão. E mesmo assim, não incomoda graças ao ótimo divertimento que o filme proporciona. Os atores Jeremy Renner (Brandt) e Simon Pegg (Benji) chegam para dar um reforço como os agentes excluídos do IMF ao lado de Hunt (Cruise) e Jane (Paula Patton). Juntos terão de deter uma ameaça global. Embora já bem melhor explorado no terceiro filme da série - aqui cada agente ganha bem mais importância do que se limitarem a meros coadjuvantes. Nota-se que o pano de fundo dessa missão é mais político que os outros 3 filmes. Mais James Bond que isso, impossível.

Valeu e muito o entretenimento proposto por Brad Bird, o diretor, em seu primeiro filme com atores. Antes era mais conhecido por dirigir animações como Os Incríveis e Ratatouille. E Brad começa muito bem  por adaptar características que sempre vemos nos desenhos de longa metragem desde a era Disney para um universo em carne e osso. Uma bem sacada variação de gêneros: ação, drama e suspense com uma temática bem mais madura.

O tempero humorístico é uma dose mais viva em comparação aos anteriores. A escalação de Simon Pegg não foi atoa - o comediante é o alívio cômico maior o que não o torna um bobo da corte por completo na pele de seu personagem e não irrita profundamente o espectador mais sério que está ali para ver tudo detonar em meio a adrenalina. Vale também lembrar as suas divertidas dobradinhas, seja com Jeremy Renner (o astro do Oscarizado Guerra Ao Terror em 2009) ou com Tom Cruise, em cenas simbólicas do filme. Tanto Renner quanto Cruise, mesmo sendo grandes astros em ação, se rendem a esta certa linguagem cômica proposta pelo quarto longa.

Mas Brad também surpreende com momentos de susto, capricha nos tensos e trabalha bem em uma reviravolta cujos segredos falam mais o coração - ainda mais em sua surpreende e humana conclusão que quase farão alguns espectadores irem às lágrimas. 

ARQUIVO EXTRA 
FICHA TÉCNICA 
Título Original: Mission: Impossible Ghost Protocol
Data de Lançamento: 21 de Dezembro de 2011 
Gênero: Ação
Classificação: 12 Anos
País: EUA
Distribuidora: Paramount
Duração: 133 min. (1 hora 12 minutos) 
Sessão Acompanhada: 21/12/11 16:45 (Kinoplex Norte Shopping)

CARTAZES




CENAS




TRAILERS
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