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domingo, 21 de agosto de 2011

[Street Fighter II 20 Anos - ROUND 10] (2 em 1) Os Jogos do Filme - Parte 1 de 4: O Prelúdio

NESTE TÓPICO

PRELÚDIO

STREET FIGHTER: THE MOVIE (ARCADE) X REAL BATTLE ON FILM (PLAYSTATION/ SATURN): POR QUE ELAS SÃO DIFERENTES?
STREET FIGHTER: THE MOVIE (ARCADE) X REAL BATTLE ON FILM (PLAYSTATION/ SATURN)

POR QUE ELAS SÃO DIFERENTES?




Tanto a versão Arcade quanto as versões caseiras se tornaram um dos jogos menos populares da série Street Fighter. Mas quase sempre causam polêmica ao ser relembrado, desde o anúncio do lançamento de Street Fighter IV, em diversos blogs e fóruns. Para alguns, Street Fighter The Movie (Arcade e Consoles) marca um capítulo negro da franquia. Eu levo em consideração que Street: The Movie foi parte de uma revolução prestes a se desenvolver nesta série.

Em 1994, durante a produção do jogo, ocorreram divergências entre a Capcom Americana e a Capcom Japonesa. A Capcom Americana queria fazer um Street Fighter mais próximo possível de Mortal Kombat, tendo muito do estilo tradicional do veterano Street Fighter II. E a Capcom Japonesa não queria deixar que a série se desviasse de sua padronização incorporada por Street Fighter II, deixando nas mãos da Capcom Americana. Simplesmente, os filhos da terra do sol nascente, tiraram o seu corpo fora da produção. Essa seria a explicação mais sensata, segundo Alan Noon, um dos envolvidos na programação de Street Fighter The Movie para Arcades.

Entre muito bate boca, a Capcom Japonesa se reservou a lançar o seu próprio Street Fighter: The Movie para Playstation e Saturn. Ainda num período de promoção e exibição do filme de 1994, com Raul Julia e Van Damme, nos cinemas do mundo - o jogo para Arcades foi lançado em 1995.

Nesse mesmo ano, aconteceu um campeonato de Super Street Fighter II (SNES) em Copacabana no Rio de Janeiro. O evento foi promovido pela Super Game Power. O custo do torneio para se inscrever era de R$ 15,00 - chegou a ser divulgado nos jornais também. O torneio era muito bem organizado, com direto a até um dia reservado para os jogadores treinarem. As etapas do campeonato rolavam durante os Sabados e domingos (o domingo era opcional para treinamento). Durante as semifinais, ela distribuiu gratuitamente a edição SGP nª13, que cobria a preparação dos primeiros passos do confronto entre a  Midway e a Capcom com seus respectivos títulos - Mortal Kombat III e Street Fighter The Movie - nos fliperamas.
Num desses dias de campeonato, notei uma máquina, com aglomerado de gente esprimida vendo a novidade - reconheci pelo sinal de DANGER piscando embaixo da barra de energia - certamente não era Super Street Fighter II X de Arcade que eu esperava, também, encontrar um dia. Mas ao se aproximar, senti que me tornei testemunha de uma das primeiras aparições oficiais de uma máquina de Street Fighter The Movie no Brasil. Então eu pedi uma grana pro meu pai pra jogar na máquina.
Gaiou v.s. Gaiou - era assim que o locutor pronunciava o nome do personagem interpretado por Van Damme
O meu primeiro teste com a maquina durante o torneio foi frustrante: joguei com o Guile (em homenagem ao Van Damme), contra o Guile da CPU. Perdi rapidinho e peguei continue.. e perdi denovo. O total do prejuízo ficou em R$ 4,00 (eram R$ 2,00 cada ficha). Mas no final, fiquei impressionado com o visual digitalizado.

Um cara de terno e gravata, que estava ao meu lado, chegava pra apreciar a abertura do jogo. No momento em que surge Chun li se apresentando com o seu mais novo golpe, salta no colo do oponente com uma saraivada de tapas, ele faz uma crítica: - Parece boneco de massinha - o que na verdade se referia à animação Stop Motion, filmagem feita através de fotográfia, com parada a cada ação.

Street Fighter The Movie para Arcades também fez parte de campeonatos promovidos pela Romstar do Brasil (antiga representante da Capcom por aqui), ao lado de títulos como Darkstalkers e Cyberbots. Era constantemente divulgado por revistas de videogames nacionais, como a Ação Games, VideoGame e a Super Game Power.


Ron Czerny atualmente: fundou a Atrativa Games, empresa de jogos online, e a PlayPhone, empresa que distribui entretenimento para celulares

Embora alguns pensem que Mortal Kombat III teria ganho o terreno desde o início, segundo uma entrevista à revista VideoGame News Nª49 - Especial Street Fighter, Ron Czerny (na época, vice presidente da Capcom USA), afirmou que Street Fighter The Movie chegou a arrecadar U$$ 600,00 em vendas de cartuchos por semana nos Estados Unidos, mostrando-se superior em testes do que Mortal Kombat III.

O jogo do filme, para Arcades, chegou a ser cogitado para uma conversão. Era prometido como  um dos grandes lançamentos para Sega 32X (uma extensão do Mega Drive) e 3DO. Até Mega Drive, SNES e 3DO chegaram a serem citados. Mas nada disso aconteceu.

A versão Arcade não teve nenhuma adaptação oficial para consoles até hoje - o que facilitou a cair rapidamente no esquecimento.

NÃO PERCA NO PRÓXIMO DOMINGO.. 
O Jogo...Filme..A Crítica.

A ÚLTIMA BATALHA.. CONTINUA.

STREET FIGHTER II 20 ANOS: POSTAGENS ANTERIORES 

2 Hit Combo :

Jorge Luiz disse...

Eu acho esses dois jogos muito divertidos!
Porém tem que se ter em mente que é um capítulo a parte da saga street fighter!
Por isso a maioria dos fãns se afastaram e negativaram esses jogos!

Mestre Ryu Kanzuki disse...

Jorge Luiz: Gostei bastante da sua postagem. Fãs que conseguem diferenciar a obra original de uma adaptação é algo bastante raro. Escreveu tudo.

E muito obrigado pela sua participação. Pretendo continuar agora, com uma análise dos dois jogos nas próximas semanas. Não perca as continuações, prometo trazer surpresas sobre esses jogos.

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