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sábado, 4 de junho de 2011

Sessão Crítica: X - Men: Primeira Classe

NESTE TÓPICO

SESSÃO CRÍTICA
X - MEN: PRIMEIRA CLASSE

DE VOLTA AO TOPO

Apesar do bem sucedido Blade: Caçador de Vampiros em 1998, até o ano de 2000, a Marvel não havia ganho uma adaptação cultuada e famosa de Super Herói na tela grande que rendesse tanto sucesso e repercussão da crítica quanto a DC, sua rival, tinha com Superman O Filme (1978) e os dois primeiros filmes de Batman dirigidos por Tim Burton. Foi com a estréia de X-Men: O filme, do diretor Bryan Singer (Os Suspeitos), que estes cultuados heróis da Marvel finalmente começaram a ganhar espaço para um público mais moderno e mais maduro, longe daquela visão infantil das séries de TV em Live Action de décadas longínquas, a exceção era O Incrível Hulk.

O sucesso do primeiro filme dos X-Men, que recusava a lycra amarela e buscava uma forma mais humana de apresentar essa história de seres superpoderosos em busca de igualdade na sociedade, ganhou mais 2 filmes com o super esquadrão de mutantes. O último, não teve Bryan Singer na direção, mas Brett Ratner (A Hora do Rush) que substituiu o tutor. Se mostrou competente em explorar a caracterização destes heróis dentro de uma abordagem mais próxima dos quadrinhos, com algumas referências às suas passagens mais importantes e até mesmo trágicas. A produção dividiu opiniões, mas foi em 2009, com o esperado filme do Wolverine (já premeditado desde o primeiro filme dos X-Men), que a saga teve seu surpreendente declínio.

Voltando no tempo um ano antes, a Marvel entrava em ação com a Marvel Studios, nos apresentando duas ótimas adaptações, como O incrível Hulk e Homem de Ferro, fazendo uma ponte entre essas duas produções e nos prometendo um filme adaptado da série de quadrinhos, Os Vingadores (juntando esses dois personagens mais Thor e Gavião Arqueiro), motivos de sobra para que muitos e muitos fãs torcessem o nariz contra qualquer nova adaptação que não tenha as mãos da Marvel Pictures.

Em X-Men: Primeira Classe, este novo capítulo antológico da série cinematográfica, contorna um lado contrário de seus antecessores e resolve buscar uma aceitação de suas origens (aceitam a lycra amarela com orgulho) e também não deixa de contornar aquela física mais humana de Bryan Singer dos primeiros filmes - que retorna ao mundo dos X - Men como produtor, deixando o jovem inglês Matthew Vaughn (Kick-Ass) na direção. A dinâmica gerada encontrou o seu encaixe na peça. Pode se dizer que este acabou sendo um lançamento Blockbuster subestimado pelos fãs, mas certamente recuperou a credibilidade da franquia, ainda sem as mãos da Marvel Studios.

Voltamos aos anos 60, durante o período Kennedy e toda aquela época muito bem trabalhada em sua reprodução, não deixando de também citar o holocausto de Adolf Hittler. Charles Xavier (James McAvoy) e Erik Lanserr (Michael Fassbender) são explorados cuidadosamente desde os seus primeiros momentos na trama assim como os seus laços fraternais. Aos navegantes de primeira viagem, que só acompanharam os X-Men no cinema ou nos desenhos na TV, vai estranhar a sinopse por não contar com os mesmos personagens - eu diria que você poderia estar se sentindo como assistir a um filme de Star Wars sem Darth Vadder - mas se sentirá em casa de novo ao assistir a adaptação e se interessar por outros novos personagens da trama, além de ser apresentado a Charles e Erik, Professor X e Magneto respectivamente, ainda jovens e com algumas outras características de suas personalidades a serem apresentadas, estando ainda mais próximos de nossa humanidade. É interessante como Charles e Erik vivem em lados extremamente opostos, enquanto Charles, elegante e conquistador, busca a unificação entre povos, homens e mutantes; Erik, traumatizado e revoltado, só busca vingança, motivo que só prolonga a guerra. Com ares de 007, os mutantes entram em ação para combater um inimigo em comum, Sebastian Shaw (Kevin Bacon).

Os empolgados, sedentos por ação, podem sentir um pouco a lentidão do filme - mas a qualidade está centrada na história, na construção de seus personagens (extremamente competente), mas deixa a desejar um pouco nos momentos que se aproxima do desfecho do filme, apresentando situações de uma maneira muito corrida - o resultado pode surpreender, mas o ritmo acelerado assusta. Mesmo assim, há sequências de vibrar na cadeira. Os pontos fortes estão certamente nas presenças de McAvoy e Fassbender dando um fôlego ainda maior aos seus personagens, não devendo nada aos veteranos Patrick Steward e Ian McKellen, em seus papéis respectivamente, da trilogia de filmes. E Kevin Bacon certamente faz um de seus melhores papéis na pele do vilão Sebastian Shaw.  
Ah, e é claro, não deixando de também mencionar a beleza de January Jones representando Emma Forst.

  FICHA TÉCNICA
Título Original: X-Men: First Class 
Elenco: Kevin Bacon, James McAvoy, Michael Fassbender, Rose Byrne, Oliver Platt, Álex González, Jason Flemyng, Zoë Kravitz, January Jones, Edi Gathegi, Caleb Landry Jones, Nicholas Hoult, Lucas Till, Jennifer Lawrence, Laurence Belcher, Bill Milner.
 Direção: Matthew Vaughn
Gênero: Aventura
País: EUA
Duração: 132 min.
Distribuidora: Fox
Lançamento: 3 de junho de 2011
VIDEOCLIPE
Thake That - Love Love (Trilha Sonora do filme)

2 Hit Combo :

Solo Player disse...

Que lycra amarela que é essa? Eu não peguei a piada...

Mestre Ryu Kanzuki disse...

Haha! É porque nos quadrinhos os personagens usam uniforme amarelo, do tipo lycra. E os filmes de Bryan Singer tentaram se afastar disso, para não aderir a um visual cartunesco, mas sim um visual mais próxima da realidade.

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