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domingo, 22 de maio de 2011

[Street Fighter II 20 Anos - Round 3] Ao Pé Da Letra: Street Fighter (Malibu Comics)


NESTE TÓPICO

EDITORIAL
DEDICATÓRIA

AO PÉ DA LETRA
STREET FIGHTER (MALIBU COMICS)

EXTRAS DE COLECIONADOR
CURIOSIDADES



CRÉDITOS
FICHA TÉCNICA
ARTIGO



EDITORIAL


DEDICATÓRIAS: À minha irmã, que ao sair com a minha mãe num certo dia de 1993, a incentivou a me trazer um exemplar do número 1 - que recebi assim que elas chegaram, à noite. Fico muito agradecido a Deus por fazer com que ela pensasse em mim. E agora, esse presente ficará eternamente na minha coleção de produtos da série junto com as outras edições. Tudo o que se ganha da família ou o que se compra tem que ser sagrado.

RECOMENDAÇÕES: Acesse a minha comunidade Aonde Está O Furão? no Orkut.


AO PÉ DA LETRA
STREET FIGHTER (Malibu Comics)
MUITO ALÉM DO VIDEOGAME


Originalmente publicada pela Norte Americana Malibu Comics em estilo Graphic Novel, a trama envolve surpreendentes mortes, amores impossíveis, vingança e a luta pela honra e orgulho entre vilões e mocinhos no mundo dos Street Fighters.

É uma das primeiras séries baseadas no jogo Street Fighter II distribuidas no Brasil pela editora Escala, que logo após o cancelamento da série na 3ª edção, resolveram dar continuidade com os quadrinhos nacionais após uma tentativa sem sucesso de trazer uma série de mangás de Street Fighter II do Japão - possivelmente a cultuada série de Masaomi Kanzaki.

A terceira e última edição trazia uma nota dos editores sobre os possíveis motivos de cancelamento da revista: a pressão da Capcom e o protesto dos fãs mais afoitos que não estavam nem um pouco felizes com os rumos que a história estava sendo tomada.

Destaque também para as boas sacadas dos diálogos, bem ágeis e certas vezes sarcásticos. Como a do  momento em que Ken tira um sarro de Sagat declarando que ninguém o escolheria mais no Street Fighter Champion Edition, diante de um momento de covardia. E outras que foram muito bem traduzidas pela Editora Escala (ganhadora do Punho Dourado na categoria Melhor Argumento por este trabalho). Algumas com determinadas gírias escrachadas. Mortal Kombat também não escapa das referências: Ken cita o Mirror Match enquanto luta com dois oponentes quase ao mesmo tempo.

As traduções da Escala tiram um sarro até do Jaspion

Em termos de criatividade, as intenções do enredo demonstram bons momentos e, no entanto, buracos enigimáticos para o seu rumo - como a relação impossível entre Ryu e Chun Li. Certas regras do universo Street Fighter são quebradas, com situações envolvendo armas de fogo e exposição de armas brancas (embora quem usava armas brancas em SF II era apenas o ninja espanhol, Balrog). Na realidade, em luta de rua, não há regras. As lutas são clandestinas.

Quanto as características dos personagens, se comparando ao enredo simples do jogo Street Fighter II: The World Warrior, há muito de suas tradicionais personalidades mantidas, com um perfil ampliado ou até mesmo mais definido. A ilustração de Don Hillman só peca por não ter um traço muito desenvolvido, cujo estilo mais parece remeter um misto dos anos 60/70. O grande problema dessa deficiência é a percepção de um visual muito envelhecido dos personagens - bem mais notado no trio protagonista, Ryu, Ken e Chun Li. Perdendo toda a beleza dos Artworks e ilustrações do game original. Por outro lado, as cenas de ação são muito bem desenhadas, com vidros, estátuas e postes quebrando no meio de violentos confrontos - interatividade que faz referência direta aos jogos de inspiração.

O DRAMA DOS GUERREIROS
RYU: O baixinho Frio e marrento egocêntrico, ganhou um senso de justiça com a morte de Ken pelas mãos de Sagat.
CHUN - LI:  Uma lutadora vingativa, com um certo senso de fragilidade pelo amor que sente, e não correspondido, por Ryu. Mas suas fraquezas emocionais não enfraquecem seu espírito de luta. Parece ser aqui uma de suas primeiras revelações como uma policial da interpol - definindo aquela idéia da personagem ser uma vigilante.
KEN: Amigo e rival de Ryu, deixou a vida de lutador para investir na carreira de artista e pra ficar mais próximo de sua esposa, Eliza. É nestas sequências que é explorada a vida social de Ken, um cara rico que não vive de kimono o tempo todo por aí.
A polêmica morte de Ken: Durante uma emboscada, Ken encara Balrog (o ex-boxeador) e o vence com dificuldade e é ameaçado com tiros pelos capangas de seu patrão (o ditador Bison). Logo depois, encara Sagat, sendo  brutalmente espancado por ele no meio da rua, e em frente a todos. O  Kickboxer descarrega toda a sua raiva no amigo de Ryu pela sua derrota humilhante. O resultado da luta se torna uma carnificina.  Sagat, sentindo-se subestimado, dá um golpe de misericórdia, e arrancando o seu escalpo.
Ryu promete vingança: Nesta cena em que Ryu faz uma referência aos BÔNUS STAGES, dentro de um carro em que ele destrói, encontra o escalpo ensanguentado de Ken (seria uma armação?)
- O suposto assassinato de Ken abala outros personagens da história, como BLANKA e DHALSIM em respectivas cenas citadas acima. É notável o sentimento de revolta que desperta em todos os Street Fighters após Ryu ter recebido a notícia.
SAGAT e o ex-pugilista, MIKE BISON: são apresentados com ideais inescrupulosos, aonde a competitividade das brigas de rua está acima de todos os valores. Ambos possuem uma certa rivalidade casual.
GUILE e ZANGIEF: também fazem as suas participações explosivas: Zangief encara ursos (foto acima) e Guile, um grupo de encrenqueiros em um bar (foto abaixo).
lembrou dessa cena em algum anime?
NIDA: A lutadora nova da trama. Está sempre ao lado de Sheng Long - o mestre de Ryu e Ken - desde seu envenenamento pelo ditador Bison. Ela pretende se vingar de Ryu, por acreditar que ele seja o assassino de seu pai.
Vega manda o recado para seus capangas: - Destruam Ryu.
VEGA: Sanguinário, impiedoso e covarde um vilão de verdade, investe nos seus planos misteriosos para dominar o mundo. Se aliando até mesmo ao Espanhol Balrog.
Vega recepciona o ninja Balrog
Sobre o futuro da trama: haveria grandes reviravoltas e surpresas: Nida, descobriria que o Ryu que matou o seu pai era um sósia do mesmo e se uniria aos outros mocinhos. O mistério do envolvimento entre Sagat, Balrog e Vega com M.Bison seria solucionado. Haviam rumores de que todos os 3, exceto Balrog, seriam sósias. Fica a pergunta no ar se Sagat esteve realmente envolvido com o assassinato do Ken. Este que, na verdade, retornaria à história. Enfraquecido no começo, mas ao recuperar as forças retornaria para lutar junto com os outros. Eis aí o início de uma fervente rebelião entre o time dos mocinhos da história, provávelmente liderados por Ryu, contra o time (ou provávelmente um exército de guerreiros ou sósias) liderados pelo ditador.

DECRETO

Se o filme Americano não consegue, essa série cancelada consegue: manter um padrão maduro e decente, sendo até mais violento e mais sério do que o próprio game - buscando se aproximar de um equilíbrio com o mundo real, sem ignorar o seu mundo fictício (como as referências paralelas - fora de nossa realidade - em alguns momentos).

Como seria o destino desses lutadores se o torneio Street Fighter II tivesse acontecido de verdade? É a idéia que se tenta explicar. A sede de luta e conquista do resultado é um ciclo vicioso entre eles. E por mais que tentem, por algum motivo, não conseguem fugir dessa natureza.

Aproveitando o lado mais sombrio do sentimento desse universo, a rivalidade entre guerreiros corrompidos e ambiciosos é mostrada sem censura. A incompleta história termina nessa turbulência crescente que o roteirista Len Strazewski ousou. Adcionou mais algumas qualidades e mais alguns defeitos às fichas dos personagens nos bastidores dessa história que só conhecíamos dentro do videogame. E isso serviu mais pro bem do que pro mal. Levando em consideração essa engrenagem, deveriam por o cara para escrever um filme de Street Fighter. Certamente seria um passo para um clássico.


EXTRAS DE COLECIONADOR

CURIOSIDADES
- Na tradução nacional, o clássico diálogo do Mister Bison quando ganha: - Quem se opuser a mim será destruído, contido na capa da primeria edição, foi modificado para: - Desta vez nós vamos detonar! YAAHH!
- Um novo personagem que estava sendo publicado pela Malibu fez uma participação especial na terceira e última edição. E enfrenta E.Honda, levando uma bela surra. Seu nome é O FURÃO (The Ferret no original).
Uma das capas de uma das revistas do personagem O Furão.
A Esgrima (Singlestick em inglês) é uma arte marcial que evoluiu dos primórdios das técnicas de defesa. Isso mesmo, bem lá da pré-história. 

-A editora Malibu não teve a chance de investir na sua personagem extra da história, Nida. Percebe-se que seu estilo de luta com barras de ferro é comparado com o de Eagle (Street Fighter I). Técnicas que fazem referência direta à Esgrima.

- A história se passa depois de Street Fighter II.

- Diferente da edição original publicada pela editora Malibu, a Editora Escala decidiu manter os nomes originais dos 3 dos 4 chefes do jogo em sua tradução, como são conhecidos no Japão. Ficando O boxeador como Mike Bison, O Ninja Espanhol como Balrog e o ditador como Vega.

- Em 1994, a Editora Malibu (que publicou a HQ nos E.U.A. originalmente) foi comprada pela Marvel. Curiosamente, a Marvel lançou uma adaptação em quadrinhos do filme Street Fighter, com Van Damme e Raul Julia, usando os traços nos moldes de suas tradicionais Graphic Novels (como esta série em questão).


FICHA TÉCNICA
Título Original: Street Fighter
Ano: 1993
País: EUA
Edições: 3
Editora: Malibu Comics
Distribuição: Editora Escala (Brasil)
Gênero: Ação/ Drama/ Romance/ (Comics)
Roteiro: Len Strazewski
Desenhos: Don Hillsman (Traço), Jennifer Schellinger (Cores)
e Jeff Whiting (Arte-Final)
Letras (Versão Original):  Tim Eldred
Tradução: Miriam Tomi
ARTIGO
STREET FIGHTER - MALIBU COMICS: MUITO ALÉM DO VIDEOGAME
UM ARTIGO DE MESTRE RYU



STREET FIGHTER II: 20 ANOS
POSTAGENS ANTERIORES


PRÉVIAS DA PRÓXIMA POSTAGEM

E SE TODAS AS LENDAS SOBRE STREET FIGHTER II: THE WORLD WARRIOR FOSSEM VERDADES?
DESCUBRAM O ENIGMA NO PRÓXIMO ROUND DE STREET FIGHTER II 20 ANOS NA PRÓXIMA SEMANA

11 Hit Combo :

Bia Chun-li disse...

Mesmo achando a arte feia, o roteirista foi bem audacioso. O estranho foi a Capcom ter cancelado a revista, enquanto o mangás chineses (que eram mais "noiados") continuaram a ser publicados e a revista do Megaman (que fugia ao roteiro do game) só foi cancelada devido a problemas da editora e não por pressão da representante da Capcom aqui no Brasil na época.

OLD Game Master disse...

Saudações Grande Mestre Ryu:

Relembrar os quadrinhos de Street Fighter é tão importante quando relembrar o anime e claro aquela produção duvidosa em formato enlatado americano que foi o cartoon Street Fighter. Entre as mudanças drásticas de enredo e lacunas imperdoáveis para os fãs puristas do Arcade, o que predominava era aquela alegria e orgulho de estarmos ali acompanhando tudo isso, deixando para trás aquela sensação de estar tão atrasado e isolado do mundo.

Eu acho que Nida poderia ser uma manifestação espiritual de Oouji Sam a suposta filha de Gouken, que desaparece nos eventos em que este é morto por Gouki (Akuma) e que até hoje a Capcom não traz de volta quaisquer referencia sobre a mesma.

Chun Li tem uma personalidade bem definida na trama desde os primórdios tal como: Guile, Zangief,Vega, Dhalsin e Mike Bison (Balrog). Já personagens como Blanka, Ken, Ryu e o próprio Bison tiveram seus respectivos acréscimos com o passar da trama de Street Fighter apesar do no na cabeça dos jogadores com a série Alpha.

O que eu tenho que discordar desta adaptação em quadrinhos é o papel de Sagat como um mero capanga e assassino frio com toques indígenas americano ( poxa arrancar o escalpo de Ken foi tenso). Sagat tem uma história profunda que vai além do vilão e tem toques de justiça, principalmente quando faz Ryu voltar a ter juizo quando este começa a ficar em duvidas sobre o caminho do ansatsuken.

Mas histórias de Street Fighter a parte, seu texto tem uma narrativa muito critica, divertida e faz com que a gente viaje por esta época tão bacana. Parabéns Mestre Ryu,mais um trabalho excelente que enche de orgulho jogadores e fãs de jogos de luta.

Rafael Fernandes disse...

Eu lembro da época que esses quadrinhos eram postos à venda. Porém, como eu não sabia jogar direito o Street Fighter II e só conhecia bem o Mortal Kombat, acabei dando preferência a comprar as HQs baseados nessa série... rs

Kyo disse...

@OLD Game Master:

SF: The Game (Aquela animação americana de SF) nos ensina uma grande lição: Sonic Boom é solução de todos os problemas. A bomba relógio vai explodir? Sonic Boom. A porta tá trancada? Sonic Boom. Sério.



Ótimo artigo, não conhecia essas comics de SF, só lembro de ter visto notas sobre as revistas brasileiras de SF da Escala.

Mestre Ryu Kanzuki disse...

@Bia Chun Li.
Mais uma vez é uma honra ter você me acompanhando na jornada e fico feliz que não estou só por essa lamentação. Falando em Mangás Chineses, eu devo relembrar de alguns artigos criosos que você realizou sobre Mangás Chineses que vale a pena recomendar. A pirataria no mundo é incontrolável, pode brotar em qualquer lugar. Fora que é legal na China. Eles fazem tudo igualzinho ao original, é espantoso. Embora nem sempre com a mesma qualidade. Mas os Mangás que você mencionou são totalmente diferentes das histórias original. Provávelmente a Capcom nem tinha idéia delas.
Se bobear, as HQs que eram publicadas em Gibi aqui no Brasil (antes de vir a da Malibu) que por sinal eram ótimas, bem fiéis e muito bem humoradas, poderiam ter uma série inteira que a Capcom provavelmente nem perceberia. A versão da Malibu não, era licenciada pela Capcom e então ela ficava monitorando por fora. Mesmo assim, foi lamentável a Capcom ter cancelado a revista e nem ter dado sequer ouvidos às idéias do roteirista, que por sinal, eram muito boas. Ela poderia ter esperado a revista engrenar, desenrolar os fatos, pra depois decidir alguma coisa. Uma coisa legal que acho na ilustração (combinada aos eventos do roteiro do Strazewiski) são as detalhadas técnicas de descrever o poder dos personagens no meio das brigas: um Flash Kick, um Tiger Shoot ou um Shoryuken feroz, quem está lendo dá pra sentir até o corte na pele ou a queimadura que um golpe desses poderia fazer. Outra coisa legal, é o fato de Ken (logo o cara que é considerado uma 'máquina assassina' do Street Fighter II Champion Edition) estar enfraquecido por não mais lutar com a mesma frequência de antes, o Hadouken que ele lança é rebatido pelo Sagat com uma mão, feito uma 'bombinha' como o mesmo descreve na tradução. Esses efeitos visuais dos golpes ficaram ótimos e as melhores ilustrações ficaram mesmo com as demais (tirando o trio principal). Nota: Na minha opinião, considero a luta de Ken V.S. Sagat uma das melhores que vi nas HQs na época.

Mestre Ryu Kanzuki disse...

@Old Game Master
Saudações dobradas meu grande amigo Old Game Master. Faz um bom tempo que não te vejo e é um prazer enorme ter você postando por aqui pela primeira vez. Poste sempre.
Você falou tudo, as adaptações foram muito válidas por causa desses fatores que você comentou acima. Essa foi a melhor época, pois Street Fighter II virou uma febre enorme e a evolução dos jogos de luta eram uma novidade, então tinha material de tudo - coisa que nem o SF IV - o Street II dessa atual geração "remake" - conseguiu pegar.

Mestre Ryu Kanzuki disse...

Agora que você falou da filha de Gouken, é verdade. Len devia ter sacado muito sobre os arquivos perdidos da Capcom. Ou a mesma acabou revelando as referências pra ele. Andei lendo coisas sobre a Nida pela web e algo me despertou a atenção: terem comparado a personagem com o Eagle de SF I. E em SF II não há nenhum personagem que lute com armas, exceto Vega (o espanhol). Se houvesse um SF III nesses tempos áureos (ignorando Super Street Fighter II, por exemplo) ou uma adaptação da HQ, quem sabe não veríamos a Nida em algum jogo? Eu vejo assim: Nida é o Eagle feminino ou a reencarnação dele nessa série, mesclando com a filha desaparecida do Gouken, como você mesmo citou.

Mestre Ryu Kanzuki disse...

Quanto ao Sagat, a comparação me lembrou a escalação do Wes Study para interpretá-lo no filme de 94. Mas acho que foi a melhor idéia que o roteirista encontrou para mostrar a ira de Ryu naquela cena. Se deixasse o Ken aleijado e depois ele retornasse assim. Talvez os fãs mais xiitas iriam xiar ainda mais. hehe! Fiquei imaginando agora, o Ken retornando com uma faixa enrolada na cabeça sob os cuidados de alguém - daria até pra sentir pena do cara, que começou meio convencido na história embora com um carismático senso de humor, como na sequência em que ele luta com os ninjas ou a cena em que ele está sendo entrevistado ao lado do Ryu sobre seu próximo filme. O Sagat, pela natureza de sua arte, o Kickboxer, dá até pra entender o fato dele ser um cara estourado de vez em quando. Como capanga, isso remete a algumas lendas promovidas pelo próprio game (como aquele final em que ele aparece ao lado dos outros 3 chefões do SF II CE) mas eu acredito que a trama ganharia muito mais dinâmica se o verdadeiro Sagat tivesse aparecido depois ou se tudo não fosse um plano do ditador Bison por trás, que fez uma lavagem cerebral nele pra cometer aquela atrocidade com o Ken. Eu fiquei com muita raiva dele quando li na época. Mas isso que é legal, o autor fazer você interagir com a história e os fãs não entenderam, nem a Capcom. Mas quem conhece o quanto Bison (o ditador) é um canalha na cronologia da série, dá pra considerá-lo (desculpem o termo) um tremendo filho da puta na HQ. Ele estava por trás de todos os atentados e assasinatos na história (inclusive gira a cabeça de um cara). Dava até medo de lutar com cara desses. Meu, esse desenrolar tava legal pra caramba. Eu fico imaginando como seria a luta do invencível Ryu (que nunca levou uma surra dos seus grandes rivais na HQ, que poderiam até matá-lo) contra o Bison, um vilão todo misterioso que só cai mesmo na porrada no final da história (igual no game). Eu ficava muito curioso sobre como seria o verdadeiro potencial de Bison na trama e como seriam as ilustrações do Don Hillman nesses momentos. Eu sou um grande fã de climax, se a história não tem isso bem feito, perde toda a graça do desfecho ou até pode estragar toda a graça do desenvolvimento.

Fico extremamente lisonjeado com a sua crítica sobre a matéria. Com estas palavras, me sinto muito satisfeito por saber que desenvolvi um material válido para todos. Foi por um grande esforço, mostrar algo no mínimo, beirando a perfeição. Atualizei a matéria com algumas pontas e reencaixei alguns fatos do texto em outros, quando lancei aqui no blog, para mais organização e mais coerência no artigo final (foi mesmo caso do reivew pra SNES do SF II: The World Warrior). Ou seja, não é apenas mais um copy + paste das minhas matérias mais antigas, é quase uma nova matéria com uma visão definitiva do anterior (isso pra quem já leu em outras publicações, em sites e fóruns, que distribui).

E muito obrigado por palavras tão sábias sobre a série, Bia Chun Li e Old Gamer Master. É extremamente bacana quando crio um artigo e consigo abrir uma discussão sobre o tema, mesmo a pessoa não sabendo muito ela pode até mostrar outras peças que podemos encaixar. Então é por isso que faço esses projetos (como aconteceu com o Projeto Zero, um leitor que chegou a comentar sobre as lebranças da Rock Online). Essa é a intenção, expandir sobre o que está sendo/ foi realizado e acho que estou conseguindo ir no caminho.

Um abraço a todos e aguardem os próximos.

Mestre Ryu Kanzuki disse...

Saudações extremas com Shoryuken ao Rafael Fernandes e Kyo meus amigos veteranos e cariocas. Bom ver vocês por aqui prestando opinião e estou 100% satisfeito que gostaram. Agora meu KI está completo. hehe!!

@Rafael Fernandes
Nessa época em também não sabia jogar Street Fighter II, mesmo assim assim eu até me esforçava. Algo maior me levava até ele. hehe! O jogo do MK eu ganhei bem depois e as HQs também são muito boas, pena que não consegui comprar todas. O Mortal Kombat realmente era um jogo mais fácil de você jogar.. bastava dar dois toques pra trás + soco que você dava o arpão do Scorpion enquanto um shoryuken do Ryu ou um pilão do Zangief (até a bolinha do Kano saía mais fácil, segurando defesa) era aquela burocracia toda até pra explicar ou entender, hehe!

@Kyo
Tem razão quanto ao Sonic Boom do desenho americano. Aposto que ele até curava doenças ou fazia comida, huahuahua! Muita viagem. Mas faz alguma coerencia se ligar esses escrachos com muitos jogos de ação em 2D aonde pra você pegar um item ou abrir uma porta, você tinha que dar soco/ chute ou um tiro devido as limitações de frame.

Solo Player disse...

Muito bacana o artigo, lembro que eu li as três edições que foram lançadas na epoca, havia um milhão de rumores de que o Ken não havia morrido mesmo...

Mas esses quadrinhos eram bastante sanguinários, açougueiro eu diria, e ainda mais naquela época que saiu Mortal Kombat e em um console tinha sangue e no outro não, a revista escrachava...


Não gostava muito porque o povo realmente parecia mais envelhecido, o morre e não morre, e a Chunli ficou muito feia nesse traço.

Muita nostalgia esse assunto.

Saviano disse...

Eu já comprei essa revista, a história pode até ser boa, mas o desenho HORROROSO e inconstante foi para mim o que marcou essa revista na minha lembrança, boas revista são um misto de história e traço competentes.

A Chun-li com cara de 60 anos é impagável, hehehe.

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