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domingo, 26 de junho de 2011

[Street Fighter II 20 Anos - Round 7] Sessão Crítica: Street Fighter II O Filme (Dir. Gisaburou Sugii, Japão, 1994)

NESTE TÓPICO
  

 M SESSÃO CRÍTICA M
CONVERSÃO DEFINITIVA: A ANÁLISE DE STREET FIGHTER II O FILME


M SESSÃO CRÍTICA M
STREET FIGHTER II O FILME
 
CONVERSÃO DEFINITIVA
 
STREET FIGHTER II O FILME CONTINUA SENDO A CONVERSÃO DEFINITIVA PARA OS CINEMAS DA SÉRIE DE JOGOS DE VIDEOGAME DO MESMO NOME QUE O ORIGINOU
 
Em 1994, Street Fighter II estava em ascensão comercial, com as conversões de Super Street Fighter II aos 16 Bits (Mega Drive e Snes) e o lançamento do filme Hollywoodiano, Street Fighter: A Última Batalha, com o O Grande Dragão Branco, Jean Claude Van Damme. 

O Japão deu a resposta ao filme de Hollywood com uma adaptação definitiva em Animê, trazendo todos os personagens ao seus moldes bem fiéis ao do jogo, com um enredo bem complexo (dificil de descrever uma sipnose definitiva) que envolve todos os personagens de Super Street Fighter II X, até Akuma aparece, mesmo que com uma rápida ponta. Segundo a sinopse oficial dos E.UA., Street Fighter II O Filme se passa no futuro (e isso é bem coerente) aonde os maiores lutadores de rua são testados um a um pelo ditador M.Bison (Vega no original). Algumas críticas reclamam da animação ser escura, mas isso traz maior realce às cenas de movimentação.

A estreia e a exibição do filme no Japão foi bastante movimentada, todos os ingressos ficaram esgotados. Fazendo com que revistas de banca trouxessem, de brinde, ingressos do filme durante a compra. Nos E.U.A. o filme foi exibido em três versões. Um pra maiores de 13 (faixa do jogo), outro para maiores de 16 e por fim, para maiores de 18 - com palavrões, nudez e tudo liberado.

No Brasil, o filme teve uma rápida passagem pelos cinemas, estreou no dia 2 de fevereiro de 1996 (2 anos depois da exibição nos cinemas Japoneses) pegando carona com a exibição dos últimos episódios da série Street Fighter II V, que estava sendo exibido pelo SBT. Uma curiosidade, era o Slogan de divulgação nos jornais: Agora A Porrada Tá Animada. Levando em consideração que o filme com o Van Damme havia sido lançado há quase 1 ano atrás (Abril de 1995).


Como a maioria dos 17 personagens tem identidade fiél ao dos jogos, fica aqui um destaque em relação a algumas características notadas nos personagens no filme - tanto em relação a personalidade quanto ao ambiente. Bison e o plano de domínio da Shadaloo parecem ser o tema principal da história. O foco nos personagens é, de forma decrescente, centrado em Ryu, Ken, Guile e Chun Li. Vejamos:

 
Ryu: Descrito como um lutador egocêntrico (luta apenas por ele e por mais ninguém), o protagonista foi suavizado para ser elevado ao status de herói da trama. Espanca terroristas e até salva uma garotinha moradora de rua.
 
Ken: Sua presença não fica desvalorizada pelo protagonista. Pelo contrário, ficamos testemunhas de pequenas características de sua vida pessoal, como o passado de amizade e rivalidade com Ryu e o seu relacionamento com Eliza - coisas que os fãs nunca viram nos jogos. Foi em uma série paralela de brinquedos da Hasbro que Ken ganhou um sobrenome, Masters. Reza a lenda, para não ser confundido com o Ken da boneca Barbie. No filme com o Van Damme de Steven E. Souza; no longa e na série de Gisaburou Sugii, o sobrenome foi mantido. Embora não adiantou muito para a série Street Fighter II V, já que dificilmente se encontrava produtos licenciados por aí.
Ken & Eliza
Ken possuído pelo poder psíquico de Bison (Street Fighter II O Filme mostra uma versão endemoniada de um personagem, bem antes de Evil Ryu em Street Fighter Alpha 2)

Chun-Li: Seguindo Super Street Fighter II: The New Challengers, Chun li deixou de ser uma mera vigilante para se tornar uma policial da interpol que deseja vingar a morte do pai, morto nas mãos do ditador Bison. Cogita-se que a ideia de Chun-li se tornar uma oficial de justiça, tenha se inspirado na HQ Americana da Editora Malibu que terminou prematuramente após 3 edições - foi publicada por aqui pela Editora Escala.
As partes mais picantes das cenas de nudez de Chun-li foram cortadas nas versões ocidentais de censura livre e 13 anos. Estas cenas também foram citadas em uma edição da Playboy Americana durante o lançamento do filme nos EUA.

Mais cenas deletadas de Chun Li da versão ocidental: ela tenta emanar o seu kikouken.
Guile: O major da força aérea está determinado a vingar a morte de Bison, é encontrado por Chun li no meio da história, que tem uma certa treta. Logo depois, ambos acabam se unindo para combater a organização Shadaloo.

Fei long: Astro do cinema e das artes marciais, no melhor estilo Bruce Lee. Fei Long curte encarar umas lutas fora do seu ambiente de trabalho. Encontra Ryu no meio do caminho, o qual disputa uma luta equilibrada e acaba tendo uma amizade platônica.
Cammy: É a terceira personagem a aparecer no filme. logo no começo, entra detonando um político a mando da Shadaloo. Como na versão Japonesa do jogo Super Street Fighter II, descobrimos que Cammy não é, de forma alguma, amante de Bison e sim uma marionete de sua organização.
T.Hawk: Surge como um lutador de subúrbio em Seatle, faz uma pequena passagem lutando contra Ken.
Dee Jay: O lutador Jamaicano sorridente aparece chutando uns indivíduos de uma loja de música em Nova York. É parado por Guile e Chun-li.
Blanka & Zangief: O pouco espaço que restou do filme deixou Blanka e Zangief como meros selvagens se digladiando em meio a um espetáculo. Quem não conhece os personagens só testemunharam um pouco de suas origens através de uma rápida apresentação do locutor que inicia a luta. Na verdade, Zangief e Blanka são personagens, cuja origem ou característica, tiveram pouca importância ou exploração em adaptações de animação e filmes até agora.
E.Honda: O bem humorado lutador de sumô não descarta um boa tiração de sarro. Torna-se um amigo de Ryu na jornada, já que se identifica com o herói pela sua etnia - nota-se que há questões nacionalistas inseridas no enredo.
Dhalsim: O medium surge em Calcutá (Índia - sua terra natal). Derrota E.Honda com o seu poder paranormal e sente a presença do poder de Ryu.

Na cena de Calcutá, note que há um personagem bastante semelhante com Gandhi, figura histórica, na cena em que terroristas invadem a cidade..

E o sócia é espancado em meio confusão. O atentado é referência ao trágico destino do herói pacifista da Índia.

Os 4 Mestres: 3 dos já conhecidos (M.Bison, Balrog e Vega) , tiveram seus nomes trocados mantidos na versão do filme distribuído no Brasil (a exemplo da série Street Fighter II V). Um historiador de Street Fighter (Tiamat) descreve, através de suas pesquisas, que apenas o boxeador Balrog é um membro da Shadaloo (Shadowlaw).
 
Sagat: Sua participação no começo do filme é simbólica, será reconhecida pelos fãs da história de Street Fighter II. Até o ambiente em que ele surge pela primeira vez em ação, lutando contra Ryu (em meio aos capins próximo a uma estrada), acabou se tornando cenário do jogo Street Fighter Alpha 2 (1996) representando o país da Austrália.
Vega (Balrog): O ninja espanhol narcisista mostra as garras de um violento psicopata ao ser enviado para lutar contra Chun-li, em seu apartamento.
Balrog (M.Bison) No decorrer do filme, o ex-pugilista que se debandou para o lado da Shadaloo, se apresenta apenas como um espião. Tendo algumas encenações - como a cena em que sua roupa é desabotoada, com a força de seus músculos, durante um espetáculo em que Blanka e Zangief se digladiam no palco. Só mostra o potencial de seus socos no final, em uma luta contra E.Honda.

M.Bison/ Mister Bison (Vega): Aqui o megavilão de Street Fighter II está com as mais altas  tecnologias a disposição. Ele está em busca do mais forte dos lutadores de rua, Ryu, para convertê-lo ao seu exército do mal - mas na falta do andarilho ambulante, acaba indo atrás de seu melhor amigo, Ken. Na versão da Columbia Tristar é dublado por Jonas Melo - que dublou Zanguief em Street Fighter II V.
Cyborgs: Estes soldados cibernéticos são personagens inéditos no filme. Foram criados pela organização Shadaloo para analisar o potencial dos lutadores ao redor do mundo.
Cyborg aparece como personagem controlável numa adaptação para videogames (Saturn e Playstation) do filme: Street Fighter II: The Interactive Movie
 

Akuma (Gouki): O personagem secreto de Super Street Fighter II X surge em uma rápida ponta na cena de Calcutá (Índia) sentado com umas cestas de frutas.
O momento é bem semelhante a um raro artwork (como pode ser visto acima).

Existiram duas versões dubladas do filme, uma foi para exibição na sala de imprensa e outra para os cinemas. A versão dublada que foi apresentada à imprensa era a precária dublagem feita em Miami. Segundo os próprios profissionais de dublagem, era composta por uma equipe de pessoas sem experiência, escolhidas a dedo para dublarem no estúdio.  E a outra, era a profissional, feita pela Columbia Tristar, com participação de vozes da série exibida pelo SBT - essa sim foi louvável. A dublagem de Miami não tinha só falta de experiência nas atuações, como também no argumento - eles entendiam que tudo deveria ser traduzido, se ali tinha a fala Shoryuken e Hadouken numa cena, então, respectivamente, o lance era traduzir: Soco do Dragão e Bola de Fogo. Dá pra se ver o desastre de dublagem que foi - e a imprensa, embora tenha elogiado o desenho, criticou a dublagem (causando uma má impressão a quem ainda não viu a definitiva nos cinemas).


Alguns diálogos de destaque da versão dublada (Columbia Tristar):

Ryu Para Bison#1: - Desaparece da minha frente!
(Na cena em que Bison ataca Ken e Ryu vai atrás para salvá-lo.)

Ryu Para Bison#2: - Eu vou te mostrar o que é ação!
(Quando Bison provoca Ryu por ele só estar de papo furado para salvar o amigo.)

Bison Para Ken & Ryu: - Você Perdeu! 
 (Bison fazendo menções ao texto do jogo, durante um ataque em massa.)

T.Hawk Para Ken: - Ryu? O vagabundo que saiu de circulação?
(Ao ser intimidado por Ken, que descreve Ryu como o seu único desafiante a altura.)
Ken: - Ó o cara Aí! 
(Como na série de TV.)

Ken para Bison: - Só quando fizer frio no inferno. 
(Na cena do primeiro confronto em que Bison tenta convencer Ken 
a entrar para a organização Shadaloo - Shadowlaw no original.)

A dublagem da Columbia Tristar, apesar de ótima, cai em alguns deslizes de argumento, como a cena em que Bison soca Ryu umas duas vezes e diz que foram três - isso também acontece em Street Fighter II V, Ryu dá um soco em Bison e diz que foi um chute: - O bandidão então sentiu na pele o meu chute (memória).

Não foi pouco notado só nos cinemas Brasileiros, o filme chegou ainda mais despercebido em VHS (que traz a versão dublada do cinema), e trazia um emblema descrevendo: Versão Inédita: Nunca Antes Exibida Em Vídeo. Isso tudo, talvez, pela pouca divulgação (até porque nem propaganda na TV chegou a ter - com exceções de algumas menções nas HQs de Alexandre Nagado). O filme ficou mais famoso no Brasil com as reprises no SBT em meados de 2000 - isso graças a exibição de animes como Dragon Ball Z, desde 1998, no canal pago, Cartoon Network, que alavancou novamente a exibição de Animes na TV - trazendo SF II V de volta às telas da emissora fundada por Silvio Santos. Curiosamente, em 2004, o Cartoon Network exibiu Street Fighter II O Filme no programa Teatro Cartoon com a dublagem de Miami.

Assistindo a versão Brasileira (baseada diretamente na versão Americana) e a versão Japonesa, há sentimentos diferentes. E isso vem da trilha sonora. A trilha Japonesa traz um tom mais sentimental no decorrer da aventura; a Americana dá mais adrenalina às cenas. Para os puristas, viciados em animê, que opta pelo som 100% original, não vai hesitar em escolher a versão Japonesa - para o público anti-animê, a versão Brasileira, com trilha Americana, poderá agradar mais. Para quem não contém rótulos em questões de preferência, animês ou cartoons, e curte Street Fighter, vai ficar com o coração dividido entre as duas versões.

Como a nossa cultura é dominada pelos gostos da América, a trilha Americana traz vários artistas conhecidos dentre os metaleiros da geração noventista, que conta com nomes de peso como Alice In Chains, Korn e Silvechair. A versão Japonesa foi lançada em 2 CDs - músicas instrumentais e cantadas (estilo JPop e JRock como são conhecidas pelos apreciadores).

Compare as duas trilhas (Canções - Autor, respectivamente):

AMERICANA (Não Lançada Oficialmente)

CANTADAS

 
Them Bones - Alice In Chains
Blind - Korn
Israel's Son - Silverchair
Evil Dancer- Black/Note

Cuz I'm Like Dat
- Smokin' Suckaz Wit Logic Hallucinations? (Dream World Mix) - The Nursey
Ultra - KMFDM*
Mantra - Intermix

INSTRUMENTAIS

Ryu's Theme (Alternative/ Reprise/ Extended) - Cory Lerios & John' D Andrea
Flashback - Cory Lerios & John' D Andrea
Patterson Air Force Base - Cory Lerios & John' D Andrea
Ryu vs Sagat - Cory Lerios & John' D Andrea
Cammy 's Theme - Cory Lerios & John' D Andrea
Blanka vs Zangief - Cory Lerios & John' D Andrea
Chun-Li's Theme - Cory Lerios & John' D Andrea
Destruction Of ShadowLaw (Regular/ Extended) - Cory Lerios & John' D Andrea
Dramactic Battle - Cory Lerios & John' D Andrea
Dhalsim vs E.Honda - Cory Lerios & John' D Andrea
Ryu vs Fei Long - Cory Lerios & John' D Andrea
Calcutta - Cory Lerios & John' D Andrea
Ryu's Meditation - Cory Lerios & John' D Andrea
Shadowlaw Theme - Cory Lerios & John' D Andrea
Ken vs T.Hawk - Cory Lerios & John' D Andrea

*É interessante notar que o filme chegou aos cinemas Americanos em 1995. A banda KMFDM também participou da trilha de dois filmes de grande sucesso da época: Mortal Kombat: O Filme (a adaptação cinematográfica do maior rival de Street Fighter II nos fliperamas) e Os Bad Boys, com Will Smith e Martin Laurence, com a música Juke-Joint Jezebel (Metropolis mix).

JAPONESA

CD 1
 
Fighting Street - Tetsuya Komuro
Plot -
Tetsuya Komuro
Cry - Big Life
  Enter Vega
- Tetsuya Komuro
 Itoshisa To Setsunasa To Kokoro Tsuyosato - Ryoko Shinohara & Tetsuya Komuro
Battle-Blanka & Zangief - Tetsuya Komuro
  Break! - Alpha Lyra
Tetsuya Komuro - Mission
  Kitsusuki Nagara Atsukunare - Alpha Lyra
  Assassination - Tetsuya Komuro
 Farewell - Ryu & Ken - Tetsuya Komuro
 GooD LucK - Ryoko Shinohara & Tetsuya Komuro
*Bonus Track* A Riddle/Gouki Theme - Yoko Shimomura

CD 2
 
 Ryu vs. Sagat - Tetsuya Komuro
Ryu's Training - Tetsuya Komuro
  Ryu and Ken's Friendship -  Tetsuya Komuro
 Fei Long and Ryu's Battle - Tetsuya Komuro
  Fei Long and Ryu's Quiet Friendship - Tetsuya Komuro
  Honda and Dhalsim's Battle - Tetsuya Komuro
  Chun Li - Tetsuya Komuro
  Dee Jay - Tetsuya Komuro
 Balrog's Eyes - Tetsuya Komuro
  Balrog and Chun Li's Battle - Tetsuya Komuro
 Vega Psycho Power - Tetsuya Komuro
 Possessed Ken - Tetsuya Komuro
 Ryu and Ken (Wake up, Ken!) - Tetsuya Komuro
Life and Death Struggle - Tetsuya Komuro
Heated Friendship- Tetsuya Komuro
Chun Li's Sad News - Tetsuya Komuro
  Itoshisa To Setsunasa To Kokoro Tsuyosa To
(Q Sound Mixed Version)*
- Ryoko Shinohara & Tetsuya Komuro

*Essa versão é tocada no jogo Street Fighter Zero (versão Japonesa) na opção Dramatic Mode: Ryu & Ken V.S. Bison

O GOLPE FINAL

Apesar da fidelidade ao jogo, a história traz mais profundidade na relação entre os personagens. Gisaburou Sugii não poupou nada e deu mais vida ao pano de fundo, se inspirando também nos mangás do jogo. Toda a ambientação, apesar de um universo mais sofisticado, lembra diretamente o jogo de origem - inclusive há até mais violência: pode-se ver, inclusive, nas lutas de Chun-Li vs Vega e Ryu Vs Sagat

Se Street Fighter foi convertido para o cinema, pela primeira vez, usando nomes famosos como Van Damme e Raul Julia, do outro lado do mundo, é pela ousadia em trazer características que Hollywood levaria anos para adaptar um jogo com uma história tão simples, de uma forma madura e convincente. Dá pra acompanhar e sentir os personagens do jogo em movimento, numa atmosfera real, caminhando com liberdade, e longe de seu joystick - dá até pra se esquecer que é adaptação de um videogame.
Uma prova de que o crime não compensa: Bison larga a bandidagem para virar um caminhoneiro assassino. Alguém aí se lembrou de Encurralado (Fuel), um dos primeiros filmes de Steven Spielberg?
É com Street Fighter II O Filme, que Street Fighter encontrou a sua conversão definitiva. E é por esse motivo que ele ganha da associação Melhor Dos Melhores o Punho Dourado na categoria de Melhor Adaptação. Que os produtores o usufruam bastante, por anos e anos. E que um dia, esse animê seja um exemplo de como converter um jogo de ação para as telonas. 



M FICHA TÉCNICA M


TÍTULO ORIGINAL: ストリートファイターII  
Gênero: Ação (Animação/ Movie/ Shounen) Direção: Gisaburou Sugii (Street Fighter II V)  
Duração: 90 Minutos Exibições: SBT, Rede Record e Cartoon Network  
Distribuição: Columbia Tristar (Brasil)  
Datas de Estréia: 6 de Agosto de 1994 (Japão); 16 de janeiro de 1996 (E.U.A.); 2 de Fevereiro de 1996 (Brasil)
Elenco (Dubladores): Orlando Viggiani (Ryu), Sérgio Moreno (Ken), Jonas Melo (M.Bison/Vega), Guilerme Lopes (Guile), Fátima Noya (Chun-Li), Carlos Eduardo (E.Honda), Afonso Amajones  (Fei Long), Cassius Romero (Vega/ Balrog), Fábio Tomasini (Dhalsim), Ivo Roberto (Balrog/ M.Bison), Jorge Pires (Sagat), João Paulo (T.Hawk) e Luiz Laffey (Dee Jay).


PÓS-CRÉDITOS
 
  - Logo no começo do filme, há uma homenagem ao produtor de Street Fighter: A Última Batalha, Ed. Pressman.  


- Kenichi Imai, co-roteirista do filme, também foi responsável pela história básica da série Street Fighter II V em 1995. Agradecimentos ao meu amigo Alexandre Nagado por esta informação.
  M STREET FIGHTER II 20 ANOS: POSTAGENS ANTERIORES M

2 Hit Combo :

B - Mark disse...

A primeira vez que ouvi falar do SF II The Movie foi em Supergamepower publicada em 1994 e achei o design dos personagens muito fiel aos games e me interessei por ele já que o filme do Van Damme me deixou com um pé atrás por causa do roteiro e da caracterização dos personagens.

É um anime que gosto muito apear dele ser muito corrido por causa de ser um longa metragem.

Acredito que se tivesse sido uma série de TV o roteiro poderia ser melhor.

A minha luta favorita é a final em que Ryu e Ken se unem para lutar contra o Bison.

A cena do banho da Chun Li ter sido deletada da versão ocidental eu já sabia mas essa dela usar o Kikouken eu não conhecia.

Mestre Ryu Kanzuki disse...

Obrigado pelo comentário, B-Mark.

Trazer todos os personagens num tempo satisfatório exatamente como no game, no quadrinho, no livro ou de qualquer outra obra, é algo impossível em um filme de duas ou até mesmo três horas. Acho que Street Fighter II O Filme (Movie) aproveitou isso muito bem no quesido fidelidade visual: lá os personagens estão característicamente exatos como nos games.. embora nem todos estejam exatamente parecidos em seu habitat (como Blanka e Zangief) ao menos estão próximos. E ainda assim, consegue contar uma história complexa até mesmo pra descrever uma sipnose que resuma todos os seus detalhes. É uma adaptação que deveria ser seguida. Mas não o vejo como uma história que funcionasse bem sendo uma série de TV. Ela certamente se limitaria. Mas seria sim muito legal se houvesse uma pequena série paralela contando a trajetória de cada personagem, exatamente como nos games - de uma maneira solo - como acontece em algumas Hqs. Seria perfeito.

Um grande abraço e poste sempre. :)

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