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sábado, 14 de outubro de 2017

[1 Ano de Street Fighter V - Parte III] Agora sou Liga Gold


NÃO QUIS JOGAR COMIGO QUANDO EU ERA PRATINHA
NÃO VENHA ME PROCURAR AGORA QUE SOU GOLDÃO

Só de olho nesses carrascos que não dão rematch e te expulsam do Saguão só por que você é de Liga baixa.

Aí quando você entra pra uma Liga superior, começa a ganhar destaque no cenário, vem um monte desses peões querendo adicionar.  

Quem nunca... ?



Lembrando que o recado não são aos de bom coração e quer compartilhar com você amizade e pensamentos iguais mas pra esses que não querem ajudar ou compartilhar o seu aprendizado e só querem medir força. Cara, isso, pra mim, é interesse e olho grande.

Há muitos bons jogadores por aí, mas o caráter fala mais alto para considerarmos o perfil de um verdadeiro jogador profissional (Isso vale tanto para homem quanto para mulher com potencial em qualquer jogo. Só pra deixar bem claro).

Quando você chega a Liga Gold, significa que o jogo te reconhece que você pode jogar contra jogadores mais fortes e ainda ganhar deles. Em The King of Fighters, por exemplo, já aconteceu muito isso comigo no Fliperama. Nas partidas de Street Fighter, isso não acontecia muito no começo – ainda mais jogando online, com as suas diferenças brutais de tempo de resposta dependendo da ferramenta utilizada pra jogar.
Com o tempo, Street Fighter se adaptou ao molde das gerações mais atuais de jogos de luta – atribuindo coisas de outros gêneros do cenário competitivo. Isso certamente foi um avanço, pois jogadores com técnicas e estilos de jogo muito específicos não se tornavam invencíveis como um shoryuken em seus primórdios.

Existe um pequeno grupo de exibidos que não querem que o cenário avance, e o mais grave é que isso acaba partindo da boca de gente importante e influente em determinada comunidade de um jogo competitivo (The King of Fighters é o cenário mais desunido da comunidade de jogos de luta, por exemplo). Peraí, Mestre Ryu, isso é uma “I-N-D-I-R-E-T-A ?” SIM, é uma indireta. E se eu quisesse, daria boas DIRETAS na cara dessa pessoa e colocaria aqui os nomes. Não faço isso porque não merecem a minha promoção e tampouco a minha atenção.

Enfim, a este pequeno grupos que “só gosta de aparecer”, para eles, o cenário dos Jogos de Luta se manteria na obscuridade, nas partidas de bar, valendo 50 cervejas, por exemplo.  “-Isso é coisa de Homem !” eles dizem, se referindo a um jogo cuja mecânica precisa ser complexa de aprender.  Pelo potencial que eles possuem e poder de persuasão, acabam trazendo uma grave doença à comunidade com a sua bomba atômica de besteiras. 

Felizmente, o cenário hoje está se tornando muito melhor do que eu acreditei que fosse. Na verdade,  eu não acreditava em nada disso já que era um cenário que eu passava a ter conhecimento através de algumas bocas venenosas. Pra mim, já adiantava que isso não seria um bom futuro para a comunidade de jogos de luta. Felizmente eu estava enganado.

As partidas virando um grande show de entretenimento, atraindo pessoas e marcas até mesmo fora da tradicional preferência pelo gênero, somada às tribos urbanas da cultura pop em alta, nos trouxe novos rostos e novos perfis de jogadores. Algo que, lá trás, não acreditava e achei que tudo estava perdido antes de começar. É triste você gostar do jogo e a comunidade não prestar nem um centavo. Mas hoje, é diferente. Felizmente as coisas estão ficando ainda melhores cada vez que avança a passos de tartaruga o seu caminho.

E foi com toda essa energia de união da comunidade e também de reconhecimento da CAPCOM em adaptar completamente Street Fighter ao ingresso do universo competitivo, que consegui a realmente entender  como eu devo me comporta na maneira de jogar jogos de luta. Não é o fim do meu caminho. Pra falar a verdade, é só o começo ou um recomeço.

Agora eu consigo ter mais consciência de onde vem a dor da ferida e como eu posso saná-la sem ter que ficar traumatizado ou abalado por algo que me acerta e eu não sei o por quê. Ao invés de só ficar ouvindo: “-Você é ruim!”, “-Fulano é Deus!”. É a coisa mais irritante do mundo lidar com gente que não tem consciência do que fala. E o pior é ver estes ganharem sem saber o que estão fazendo na partida e quando perdem pra um tipo de técnica simples falam que é roubo que: “-Se eu tivesse feito tal coisa, eu teria ganho!” Não sabem perder  e não aceita que outro consiga ganhar de uma forma mais criativa, mais técnica, sem viver na agressividade. 

Aos poucos, Street Fighter vai aderindo tendências novas e vai encontrando, aos poucos, a melhor forma de construir formas de competir de maneiras mais variadas e balanceadas para seus títulos, os que não querem progredir, vão ter que ficar pra trás, se manterão velhos na obscuridade mesmo.


Tudo indica que eu comecei a realmente jogar Street Fighter V após o dia 9 de Outubro. Depois de levar uma certa surra para compreender a instalação da nova placa de vídeo. O jogo eu adquiri no lançamento, tentei jogar a versão beta na placa de vídeo antiga mas não podia ficar muito tempo pois a peça não aguentava e o jogo fechava com uma mensagem de erro do hardware que posteriormente se recuperava. Tudo para jogar, mas estava sem condições de atualizar a placa. Até que num belo dia, a placa mãe deu sua partida e me vi forçado a decidir comprar as novas peças de substituição. Nunca me senti tão feliz em estar com a máquina nova e finalmente jogar.

O problema é que a prometida partida com o amigo Marcio Yukio (Synbios do blog ) acabou não acontecendo devido a conexão. Isso acabou melhorando depois que adquirir um novo provedor.  Felizmente, foram meses de espera para o nosso primeiro e épico encontro online.

Nos primeiros dias de Ranked que eu ainda não estava jogando a fundo, foram emocionantes – lutando pela sobrevivência da minha titular – com jogadores novatos assim como eu, descobrindo o jogo na raça. Os primeiros dias de Ranked (aonde estava oficialmente jogando o jogo pra valer, com a placa de vídeo recomendada) foram gloriosos. Consegui da melhor forma que pude sem ter realizado ainda o Desafios. Fui descobrindo o botão e os combos no decorrer da caminhada.

Porém, existe aquele caminho “Ao Encontro do Mais Forte !” quando nos deparamos então num desafio de grande obstáculo que nos faz cair de tal forma que nos torna descrentes. Aquilo me abalou e comecei a perder as lutas de Ranked uma atrás da outra. O motivo disso: amigos já experientes com o jogo me chamando para os Saguões. Ah, os Saguões. Como descreve uma certa conquista do jogo desbloqueada (parece até duplo sentido) lhe parabeniza pelas performances épicas (menos nos Saguões de Batalha).

Achei que aquilo fosse um deboche do jogo mas na verdade se trata de uma descrição detalhada em excesso para que o jogador identifique de onde veio a conquista . A minha leitura sobre a conquista coincidiu com a minha desastrosa performance em todos os Saguões.  Numa melhor de dez, levei 10 x 0 de vários lutadores de um mesmo amigo – me senti o pior jogador da história – com direito a perfects.

Enfim, era hora de refletir. Traumatizado com a destruição, não obtive mais o sucesso que estava tendo nas Ranked. Temia qualquer movimento, ataque aleatório e etc. Eu praticamente vi que desconhecia totalmente o jogo. “-Minha nossa, que jogo é esse ??? Cadê as hit boxes  (as famigeradas caixas/ alvos de acerto/ dor)  disso??? 

Era o momento de refletir então. Antes de pegar o jogo pra jogar mesmo, saí salvando todos os vídeos possíveis da Karin – sejam tutoriais, sejam partidas de jogadores dos mais variados estilos (principalmente os melhores). 

E comecei a fazer um estudo aprofundado disso. Prestei atenção no jogador Mago, ele abriu a minha mente em relação a construir novos tipos de “Counter Hit” que não tinham nos Desafios (estes que passei a fazer também depois). 

Mas já estava preparado em praticar o jogo mesmo com o pesadelo que é reconhecido se aprofundar na série Street  Fighter competitivamente (como aqueles combos quase impossíveis do Street IV, por exemplo). Felizmente, o jogo veio suave e amoleceu mais quando busquei um tipo de rotina que jamais teria feito com nenhum outro jogo em nenhum momento da minha vida. Marcar diariamente um horário e estabelecer tempo de treino – entre uma e duas horas antes de dormir. E constantemente treinando combos e cancelamentos no modo treino. OK! Estava afiado.

Um amigo ainda teve a graça de ficar insistentemente me perguntando o que eu estava achando do jogo, depois da surra épica. Eu só fiquei PUTO mas preferi ficar calado e não escrever nada. Ele mesmo não me ganhava quando jogávamos outros jogos mais difíceis, como o Street Alpha 3.

Adiantei com sinceridade que o jogo ainda era um mistério pra mim quando fui perguntado. É complicado opinar a respeito de algo que você não conhece.  Depois que peguei o jeitão, percebi um tempo que os mesmos amigos que me surraram não me chamavam mais. Eu também não me arrastei pra pedir.

O avanço foi rápido. No mesmo mês de aquisição do jogo eu subi de Bronze para Prata. A precisão acabou não deixando subir mais do que isso, mas quando comecei a participar de novos saguões , eu já estava na Liga Super Bronze. Passando mais algum tempo, cheguei ao Ultra Bronze e, sangrando muito mesmo, a atual Liga Gold – dias antes de completar 1 ano de Street Fighter V.   

Passei um bom tempo sem saber muito o que fazer no jogo até soar uma palavra sábia em uma comunidade dedicada a minha titular, Karin. “-Boneca tem pouca vida, não parte pra cima!”. Eu passei um bom tempo me matando de praticar combos, jogar agressivo quando na verdade não atentei a esse detalhe. Uma simples palavra mágica evoluiu o meu jogo em praticamente 200% e passei agora a ter melhor consciência do que fazer. Foi o que me fez levar à Liga Gold – a primeira categoria superior e a terceira e última das principais Ligas do jogo. Originalmente, Street Fighter V teria a Liga Gold como a penúltima Liga e a Platinum como a última. Hoje nós temos também Diamond e Master. Pouquíssimos chegaram à Liga Master no começo, hoje já existem bem mais, naturalmente, pelo tempo de jogo. É fato que daqui há uns anos teremos muitos e muitos jogadores profissionais (e amadores também) chegando à última Liga. Eu espero estar lá.

Ocorreu uma vez realizar uma Melhor com um jogador Diamante (eu ainda sendo quase Silver) – o jogador era um utilizador de Ken como principal e hoje em dia é jogador de Kolin. Na época, achei que ele teria me subestimado – coincidentemente, encontrei o seu perfil no Facebook participando de conversas em meio a contatos conhecidos. Talvez, esse atenda a minha crítica lá no começo – sobre “interesseiros”.
De qualquer forma, o cara foi “humilde” no nosso primeiro encontro num saguão de batalha. Ele viu a minha Liga intermediária e provavelmente acreditou que eu fosse algum tipo de conta “Smurf”  - como apresentam aqueles jogadores que criam cadastro falso com Liga iniciante ou se mantém com Liga abaixo da sua originalmente – geralmente, alguns jogadores de Liga Gold, Platinum, Diamante (a maioria) e em diante, fazem isso. Quando viu que eu era iniciante e eu estava lá pra aprender, nunca mais me deixou entrar nos Saguões que ele fazia.

Foram nos frequentes Saguões da Sala Street FighterV que pude ter melhor frequência na evolução psicológica nas partidas. Praticamente, a maioria já era Liga Gold e alguns próximos ou na mesma Liga, Silver.

Também houveram os ótimos Saguões da Detona Games, com transmissões diárias, com o mais alto nível de jogadores em grande número que já vi juntos em um mesmo grupo de partidas. Sempre que eu tentava entrar aleatoriamente num desses, eu era expulso ou o jogador saía da sala.

Eu vim de um histórico de  comunidades irresponsáveis com o próximo, pessoas que agem de forma tóxica, destrutiva, com a mentalidade de adolescente descompromissado e arrogante. Eu estava estranhando todo aquele acolhimento e ainda estranho, fico ressabiado até mesmo em relação a declaração de alguns mas fica claro que a preocupação está em estabelecer uma sociedade que continue jogando, unida, e se desenvolvendo.

Street Fighter V me ensinou a ter disciplina com jogos de luta. Por que é um jogo feito para a comunidade e não só um jogo feito apenas para divertir a comunidade descompromissadamente, mas um passaporte para ajuda-los a se educar. Mesmo com a Guerra Infinita que sempre irá existir entre jogadores amadores, profissionais, casuais, competitivos, Playstation 4 e PC – o jogo está cumprindo o seu papel que é o de unir a comunidade. Aproveita quem está ali para ajudar e ser ajudado.

Eu sou Liga Gold agora, eu tenho uma categoria que o jogo me concede e uma conquista que me mostra que eu tenho potencial. Desmentindo mitos de jogadores da internet que adoram estabelecer regrinhas e rótulos sobre quem são bons e quem não são bons em Street Fighter.

O INÍCIO DE STREET FIGHTER V
(Apenas o começo de uma longa jornada)

Quando ainda tentava jogar na Placa GeForce 9500

Começando a Jogar Pra Valer




Quando a Capcom Finalmente trocou a minha Bandeira para o Brasil (durante uma luta com o amigo Manoel Beto da revista Game Sênior)

Primeiro Rage Quit de alguém

Sala Street Fighter V e alguns companheiros de partida bem famosos

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