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domingo, 3 de julho de 2016

[Sessão Crítica] Independence Day: O Ressurgimento 3D

MAIS DO MESMO
Conhecido nos últimos anos por dirigir filmes do gênero, o diretor Roland Emmerich retorna 
a história que lhe trouxe a fama de "Especialista dos Filmes-Catástrofe".


Três anos após um mago ressuscitar dinossauros e fascinar adultos e crianças, o ano de 1996 marcou como a temporada em que os filmes-catástrofe retornavam à ativa. Se tem uma coisa que Independence Day se tornou figurinha carimbada como um clássico, foi o bem sucedido trabalho do desconhecido diretor alemão Roland Emmerich ao lado de Dean Devilin, no roteiro. Emmerich realizou um trabalho tão ousado quanto Soldado Universal - com Van Damme e Dolph Ludgreen - um longa que marcou como filme de ação mas que ficou mais conhecido por ser um título estrelado por duas estrelas do gênero.

O misto de ótimos efeitos visuais, suspense e personagens cativantes - com as suas pitadas de humor sutis - tornou Independence Day um sucesso. E é até hoje o melhor trabalho já feito por Emmerich, que há muito tempo nos deve um grande filme do gênero a altura - ainda que tenha conseguido alguma repercussão de público com alguns dos seus filmes posteriores.

E como já é um costume celebrar a onda retrô, uma sequência dividida em duas partes já vinha sendo anunciada desde o final de 2012, o projeto era intitulado originalmente como ID: Forever Part I & Part II (referência a sigla ID4, que abrevia o título do filme original). Na decisão final, foi pensado que os filmes fossem gravados de forma separada.

Na nova história, transparece a nova geração de atores que recebem teoricamente a 'passada de bastão' dos antigos - Liam Hemsworth (Jake Morrison) substitui Jeff Goldblum (David Levinson) e Jessie T. Usher (Dylan Hiller), papel que seria de Michael B. Jordan (O Quarteto Fantástico), substitui Will Smith (Capitão Steven Hiller).


Acontece que em 2016, Independence Day: O Ressurgimento parece antiquado.  O "mais do mesmo" fez a fórmula da aventura se esgotar. para os entusiastas do primeiro filme, lhes resta o contato - as indispensáveis referências para identificar que se trata de um mesmo acontecimento em períodos diferentes.  Falta suspense e envolvimento maior com os novos personagens e até mesmo os mais antigos, que ficam um pouco deslocados (ainda que exista a competência de Bill Pullman e Jeff Goldblum).

Os efeitos visuais e direção de arte remetem, de uma forma mais afinada, o filme original. Com uma fotografia mais sombria em meio a um mundo pós-tecnológico. Filmado em Real3D, assistir no formato 3D, com um cinema de boa iluminação - ou até mesmo em IMAX - é sugestivo.




MEMÓRIAS DA SESSÃO 
Fui na segunda semana depois da estréia. Chegando às pressas ao assento. Depois de um tempo  veio um grupo, entre eles um senhor que então me alertou: - "Compramos esses números todos aí"  e eu estava num dos números que ele e outros haviam comprado. Quando me dei conta, eu havia me enganado mesmo. Depois ele me mostrou, com a lanterna, os números, reconheci o meu engano e pedi desculpas. O senhor foi bem simpático e disse que estava tudo bem, que essas coisas acontecem mesmo. Curioso, porque fiquei preocupado pois já ocorreu de erros - ao menos no UCI do Barrashopping - onde houve casos em que duas pessoas compraram o mesmo assento. Nesse dia, estava uma mulher acompanhado de seu parceiro, quando veio outro acompanhado de sua mulher, pra reivindicar o assento, ambos viram a coincidência e a moça foi descer pra ver.

Durante a sessão, o problema continuou sendo a postura.  Uma moça, do meu lado direito, não parava de ligar o celular; lá na frente da tela teve outro também com um celular acesso. Eu não consigo entender como esses espectadores de Campo Grande se conformam com coisa assim. Quando moça saiu do meu lado e dei "Graças à Deus", o outro lá na frente já tinha parado de ligar um pouco antes.

E o cinema, como sempre, acendeu as luzes assim que os créditos começaram a subir, infelizmente uma costumeira falta de cortesia com os espectadores do UCI Parkshopping Campo Grande. Uma pena um shopping e um cinema, com estrutura excelente, sofrer desses abusos profissionais e de visitantes.

  SESSÃO CRÍTICA  
INDEPENDENCE DAY: 
RESSURGIMENTO
Título Original: Independence Day: Resurgence
Gênero: Ficção Científica
Diretor: Roland Emmerich
País: E.U.A.
Duração: 120 Minutos
Sessão Acompanhada: L 06 - 21:31 - UCI Parkshopping Campo Grande (02/07/ 16)

2 Hit Combo :

Doc Cocamonga disse...

O filme é clichê puro. Parece até um manual de como fazer uma produção de Hollywood. Só aquela nave caindo na Terra levantaria uma poeira tóxica que ficaria por um tempo muito longo e dizimaria a vida no planeta.

Essa sequência também lembra aqueles arcades de nave com direito ao vilão tomando dano e ficando exposto pros ataques finais. Até o gancho pra uma sequência é zoado. Se aquele orbe levava conhecimento pra outros aliens combaterem os vilões (possivelmente mais evoluídos), por que somente os humanos é que dariam um rumo final contra essa ameaça extraterrestre? Enfim, uma tralha.

Synbios disse...

A galera da Zona Oeste é menos exigente que a das áreas mais ricas mesmo, talvez por serem "conformados" porque lá é tudo "largado", e, por exemplo, os canais de reclamação, seja de qual órgão for, público ou privado, não funcionam.

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