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sexta-feira, 31 de julho de 2015

[Sessão Crítica] Pixels 3D Legendado - "A Invasão Começa"




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ÍNDICE  - ÍNDICE ÍNDICE 
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 NESTA POSTAGEM 
SESSÃO CRÍTICA
PIXELS


EXTRAS
MEMÓRIAS DA SESSÃO
FICHA TÉCNICA

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 SESSÃO CRÍTICA 
PIXELS

O BESTEIROL QUE
ENGOLE A LÓGICA
História procura adaptar o universo dos 
videogames a uma comédia romântica

Os anos 80 se tornaram a década influente para representar os games no cinema. Com Pixels não é diferente. Inspirado num curta realizado em 2010 para a internet, o longa levado para os cinemas tem, quem diria, Adam Sandler na produção e Chris Columbus na direção - este que já é bem conhecido por dirigir grandes sucessos estrelados por astros mirins, como Esqueceram de Mim 1 e 2 - grandes sucessos da década de 90 - e, nos anos 2000, as adaptações literárias como: Harry Potter e Percy Jackson.

Sandler e Columbus não são os únicos nomes famosos na produção. No elenco, está também Peter Dinklage, de Game of Thrones, e a sua voz grave, encarnando Eddie, um craque nos videogames que rivaliza com Brenner, personagem de Adam Sandler, o líder dos "Arcaders", Entre outros nomes: Josh Gad (Ludlow); Michelle Monaghan (Violet); Kevin James (Presidente Cooper); Brian Cox (Almirante Porter) e Sean Bean (Cabo Hill). Asley Lisa marca como a estonteante Lady Lisa, a heroína eletrônica que faz a cabeça do personagem de Josh. Dan Aykroyd (conhecido por Os Irmãos Cara de Pau e Os Caça Fantasmas) vem como uma espécie de Bruce Buffer - como o MC que anuncia o campeonato de 1982. 

Pixels traz á tona, as raízes da ficção científica que, de certa maneira, trouxeram à vida características de uma história acontecendo, ainda que apenas nos 'fragmentos' dos primeiros jogos de ação; junto a gêneros tradicionalmente mais populares protagonizado por grandes atores de Hollywood. Mescla invasão alienígena, como naqueles filmes B dos anos 60, com comédias românticas - ao mesmo tempo que brinca com os estereótipos preconceituosos - sejam eles machistas e, por que não, quanto aos vícios em tecnologia, sobra até para conceitos monofóbicos.

Você pode até detestar o Adam Sandler, um discípulo da geração Jerry Lewis muito aquém do inigualável Jim Carrey mas, ao menos aqui, o ator convence na pele de um herói de ação - mostrando o quanto ele tá perdendo tempo para arriscar outros papéis longe de suas tradicionais comédias pastelão - como seguir os passos surpreendentes de um Steven Carell (indicado ao Oscar recentemente por Foxcatcher - Uma História que Chocou o Mundo). 

Tudo começa exatamente na sua época mais influente - trazendo toda a nostalgia em sua direção de arte caprichada - sem deixar de se referir a elementos mais atuais. A maneira como a história principal  é contada, partindo da premissa onde todos os mirins de ontem e hoje já passam pela faixa dos seus 30 ou 40 anos, reflete muito bem os tempos em que os heróis daquela geração eram representados por crianças e adolescentes encarando torneios de videogame - vide: O Gênio do Videogame (1993), a maior propaganda da Nintendo. 

O 3D é melhor notado nas perspectivas; também vale destacar a trilha sonora de Henry Jackman, um encaixe perfeito para esse tipo de longa de aventura e pitadas de mistério. Este é "Os Caça-Fantasmas" dos anos 2010 da cerreira de Columbus, levando em consideração a caracterização das armas (que caçam os heróis dos jogos, agora vilões) e o uniforme cheio de simbolismo - no lugar do fantasminha, entra o termo "Arcarders".

A trama principal de Pixels termina com a mesma falta de blocos de encaixe de seu início: sem pé nem cabeça -  ao menos a respeito da invasão dos eletrônicos. Não chega perto de um "Independence Day", mas certamente desbanca aí, muitas grandes produções 'fanfarronas' baseados em jogos - fugindo de atuações frias e caricatas muito comuns nesse subgênero. E mesmo pra quem não é muito habituado com tecnologias, há piadas distribuídas, onde personagens leigos e fanáticos tentam, de certa maneira, personificar a nossa própria sociedade (ou a platéia que ali está) com uma certa ironia.

Seguindo a tendencia dos jogos dos anos 80, Q*Bert é o mascote do filme  (Nota: Ele também já esteve em "Detona Ralph").

Na prática, se trata de uma comédia de ficção despretensiosa - deixando de lado a falta de lógica. O excesso de "paródia" detona aí, a decência de uma história que deveria ser mais convincente em sua ousada combinação. Se existe algo substancial então vale se referir à sua metáfora - partindo da ideia de que a inteligência pode vencer a força bruta. Para pequenos detalhes, o jeito é "desligar o cérebro" e se divertir com as referências reconhecidas por quem viveu as gerações do Atari e do Nintendo 8 bits, dois entre os videogames mais icônicos da história.



Memórias da Sessão 

Implantada como uma missão em caráter de urgência, pelos contra-tempos no fim de semana, a Sessão Acompanhada acabou não sendo em nenhuma sala IMAX 3D (devido a distribuição horrível de horários no UCI NYCC para as cópias legendadas - somente no horário da noite e madrugada).

Espera: Em meio ao caminho para a sala Kinoplex Nova América, eis que os espectadores se depararam com as portas fechadas - devido a uma manutenção. Encontro também uma amiga - colega de serviço - e conheço o seu namorado (mundo pequeno).

Comportamento: Dentro da sala, havia uma turma bem agitada - que dosavam entre falatório insuportável e flashes inconstantes de celular (eis a prova que deveria existir um projeto de lei para proibir celulares dentro cinema.. eu aprovo). Ao menos, eles foram bem interativos com as cenas, animando a sala. No final, a platéia estava aparentemente apressada - saindo no meio dos créditos (que traziam animações em 8 bits com cenas do filme).

Notas técnicas: A tela do Kinoplex Nova América, como sempre, estava escura, mas nada que atrapalhasse o filme, porém, a qualidade fica sempre aquém do seu concorrente, o UCI Norte Shopping. Tirando isso, a calibragem do som estava excelente.


  EXTRAS  
FICHA TÉCNICA
Título Original: Pixels
Direção: Chris Culumbus
País: E.U.A.
Duração: 106 Minutos
Gênero: Aventura
Sessão Acompanhada: Kinoplex Nova América - P 09 - 21:20 - 27/07/15 (Segunda-Feira)

SOBRE
Sessão Crítica: Pixels 3D Legendado
Textos & Edição de Imagens por: Mestre Ryu

1 Hit Combo :

Synbios disse...

O Time Brasil utilizou no Pan-Americano de Toronto, entre seus uniformes, uma camisa com a bandeira do Brasil desenhada com pixels. Sensacional, seria perfeita para utilizar em torneios de games. Queria uma pra mim...

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