Em Destaque

domingo, 6 de janeiro de 2013

[Sessão Crítica] Detona Ralph 3D Dublado

NESTA POSTAGEM

SESSÃO CRÍTICA
DETONA RALPH

VIDAS EXTRAS
MEMÓRIAS DA SESSÃO
VÍDEOS
GALERIA
FICHA TÉCNICA



SESSÃO CRÍTICA
DETONA RALPH

E QUE VENHAM AS CONTINUAÇÕES

- Ser mal é ser bom. Apesar do ritual irônico em uma sala de reunião (mais parece uma clínica de recuperação) aonde vários vilões famosos podem ser reconhecidos pelos fanáticos por videogame, a verdade apresentada por Detona Ralph é de que há muitos jovens que tem vilões como seus personagens favoritos (ou então os mais ameaçadores na hora de escolher um personagem em um jogo eletrônico). Levando por esse sentido, Detona Ralph é também um retrato desse tipo de sociedade moderna com um estilo próprio. Falo das Tribos Urbanas (Gamers, Otakus e etc).  

O ritmo de humor, bastante infantil em comparação a outras animações dos tempos da Pixar, pode agradar as crianças mais novas e não surpreender aos expectadores mais adultos. Isso é um pouco estranho, por destoar do público jovem, onde também é seu foco. A aventura vai ganhando mais maturidade apenas nos momentos finais. Eu costumo dividir os viciados em videogame de duas formas: Gamers e Gamemaníacos. Os Gamers estão associados à tribo moderna, viciadas também tecnologia (muito ligada aos ditos Geeks) e os Gamemaníacos, são os mais conservadores e quase não muda tanto de opinião sobre os jogos da época em que viveu (eu diria que me adapto melhor ao último caso). 

Detona Ralph agrada as duas gerações justamente não só pelas referências aos games através dos personagens, como também usa os problemas de programação do mundo digital para explicar a importância de sua mensagem. Se hoje eu vejo Gamers falando mal de alguns jogos antigos (antes aclamados por alguma crítica especializada) com os olhos de hoje, temos também os Gamemaniacos (eu diria que este é uma sociedade quase extinta na era digital).

Os Gamers superaram os Gamemaniacos em conhecimento sobre notícias internacionais - mas desconhecem a importância de um jogo ao olhar suas imperfeições (ainda mais quando é obscuro).  Por alto,  Detona Ralph não procura defender nenhum dos lados, apenas nos diz que todas as diferenças são respeitadas.  Os vilões são amados e que certos games (mesmo pouco populares) podem ser jogados e amados da mesma forma. Ironicamente, o par romântico da história é representado por dois personagens de gerações distintas de games. Assim como em histórias de aventura aonde o relacionamento entre dois países é um cenário para explicar dois personagens diferenciados também pela sua bandeira.

Na dublagem Brasileira, destaque para Marimoon (uma das primeiras celebridades das redes sociais a ir para a TV e até virar VJ da MTV) como a pequena carismática Princesa Vanellope Von Schweetz. Está numa voz agradável e irreconhecível.  

Detona Ralph, o vilão e protagonista que quer ser herói, é uma clara representação física de Donkey Kong em sua fisionomia (Isso sem contar a sua certa semelhança com Lou Ferrigno - O eterno Hulk da série dos anos 60) e teórica de Rampage (quanto as suas ações de quebrar tudo). O herói, Conserta-Tudo-Felix Jr., é quase a representação de Mario (um cara baixo - sem ares de galã - e de boné).
A durona Sargento Calhoun  representa claramente as novas gerações de videogames no argumento e é possível notar diversas homenagens em sua estrutura. A sua fisionomia lembra muito a personagem Joana D'Arc (Perfect Dark de Nintendo 64)  e o título de seu cenário é referência direta a Call Of Duty (o nome do jogo onde a personagem Cal atua é o Hero's Duty) com mescla visual e de personagem com outros da atualidade, como Halo ; além dos jogos de tiro em primeira pessoa para os eternos fliperamas e um pouco de postura da personagem Samus Aran (Metroid, clássico da Nintendo).

As referências aos games são trabalhados nos mínimos detalhes - os produtores inclusive se preocupavam com pequenas coisas desse tipo: - Como o Koopa beberia uma chícara de café? Uma das muitas coisas que me agradam nessa preocupação em reprogramar o conceito de videogame é a animação ser moldada - tanto em visual quanto em movimentos - com os pixels dos games 2D. Até mesmo na clássica introdução, onde aparece o Mickey controlando um barco com as descrições Disney Animation, a exemplo do logo Universal Pictures em Scott Pilgrim Contra o Mundo (2011).
No fim dos créditos, a imagem do título Walt Disney Pictures fica bugada. Personagens, cenários e objetos possuem certas formas quadriculadas. O 3D realça o show de cores com cara de game.


 É importante descrever que as origens da produção vem desde os anos 80 quando a Disney estava pensando em fazer um filme animado dedicado aos videogames. Um dos primeiros títulos dessa aventura seria High Score. Nos anos 90 o título mudou para Joe Jump (se fosse no Brasil, seria: Pula, Joe ?). Daí entendemos o quanto foi interessante a Disney ter mantido alguns personagens hoje em dia obscuros (como o ciborque montado em sua armadura neutra de Cyborg Justice, clássico de 93 para o Mega Drive que irá completar 20 anos em Abril).

Nem todos os apresentados como vilões naquela cena da reunião são exatamente vilões. Uns foram convertidos  pra esse lado, pelo peso de sua personalidade para o grande público ou de outras mídias. Na linguagem da história: Zangief é malvado - certas produções Americanas ainda teimam colocar o veterano da antiga União Soviética como um vilão.
Na história do jogo, o ciborgue de Cyborg Justice se transformou num assassino depois de um acidente (ainda humano) e agora tinha que lutar pela sua liberdade (destruindo outros robôs pelas mãos do jogador). Para resumir toda essa complexa questão, o pobre ciborgue acabou também entrando para os malvados. Mas não reclamo disso, pois é uma surpresa enorme que a Disney fez ao lembrar até desse jogo como referência, que é um dos meus favoritos do sistema Mega Drive. E é até uma questão mais convincente do que a de Zangief.



A trilha sonora é ótima. Há também alguma reprodução da geração retrô, a passagem setentista para o início oitentista das discotecas, como a cena de dança comemorativa no aniversário de 30 anos do jogo Conserta Tudo Felix Jr. com a música Celebration do Kool & The Gang. Além disso, a cultura Japonesa é representada com Sugar Rush (o cenário todo colorido da personagem Vanellope) 
  
Não vejo grandes eventos assim (com junção entre grandes franquias de uma determinada área do entretenimento) desde Uma Cilada para Rogger Rabbit (1988). Detona Ralph  pode ser considerado o Rogger Rabbit dos filmes com videogames. Mesmo tendo muito de uma linguagem de desenho animado tradicional em seu argumento.   
Podendo ser um grande substituto da geração Toy Story, e diferente deste, o universo dos games está sempre em movimento. Independente da ausência humana. Num mundo um pouco mais livre, Detona Ralph  vai mais além.  Sentiu o espírito?  Pois então, concordo com tais comparações. Mesmo tendo a sua conclusão (principalmente) um selo bastante próprio e de grande mérito. E ainda nos dá vontade de ver esse incrível evento cinematográfico - certamente uma das melhores surpresas dos últimos anos - se progredindo para continuações futuras. 

VIDAS EXTRAS

MEMÓRIAS DA SESSÃO

Consegui ser liberado 48 minutos mais cedo do expediente nesta última Sexta-Feira, me lembrando da estréia deste grande evento da Disney, sai correndo pra conferir em um cinema mais próximo. Escolhi entre ônibus e Metrô, então ganhou o metrô e fui abarrotado até o Shopping Nova América.  A fila estava imensa para compra de ingressos. A sala ficou quase lotada. 

Tive uma lição: jamais farei isso novamente, pois acabei assistindo quase o filme todo abarrotado de sono após exaustivas 8 horas tentando ficar acordado e terminar meus afazeres no batente. Podia ter deixado pro fim de semana mas tive muitos compromissos marcados - churrasco com colegas e um encontro com uma grande amiga que não vejo há muito tempo. Acabou ganhando a última opção devido a inúmeras questões pessoais. 

Como tradicional nos longas da Disney, há sempre uma curta animado antes de iniciar o filme.  O título da vez é O Avião de Papel. História romântica com os toques de fantasia ao estilo Disney, aonde um casal se conhecem - uma paixão à primeira vista - e logo depois, com a persistência do rapaz, se reencontram. 


VÍDEOS

Trilha Detona Ralph: Owl City - When Can I See You Again (Prévia)




Trilha Detona Ralph: Owl City - When Can I See You Again (Completo)




Trilha Detona Ralph: AKB48 "Sugar Rush"



"Sugar Rush" Promocional


GALERIA

CARTAZES

CENÁRIOS INSPIRADOS EM JOGOS

PERSONAGENS
 

 CENAS
 

ANÚNCIO DE CAMPEONATO DE FLIPERAMA NO SHOPPING MARKET (SP) OCORRIDO NOS DIAS 7 E 8 DE DEZEMBRO DE 2012 PARA PROMOVER O FILME.

JOGO PARA IPHONE

 OS PRODUTORES FORAM A FUNDO NO MUNDO DOS JOGOS ELETRÔNICOS


 TRILHA SONORA DO FILME

FICHA TÉCNICA

TÍTULO ORIGINAL: WRECK-IT RALPH
SESSÃO ACOMPANHADA: 20:30 - KINOPLEX NOVA AMÉRICA - 4/01/13 - Cadeira 11 Q
DURAÇÃO:  1 hora e 41 minutos
GÊNERO: AVENTURA (ANIMAÇÃO)
PAÍS: E.U.A.

3 Hit Combo :

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

Legal Ryu, com mais um post de filme.

olha, até que eu ia hoje assistir o filme. tendo Bowser,Zangief,Diablo e os fantasmas de Pac-man,referências a Halo, ia ser um filmão certo?

mas pelo que os meus amigos me contaram, o filme é infantil demais. eles esperavam que Sonic,Bison e outros apareceriam mais no filme, mas não foi o que esperavam. me desanimando em ver o filme

e preferia ver legendado. a Vannope, a menininha é dublada pela Sarah Silvermann, que assisto a série dela e morro de rir direto. Ryu, vale a pena ver o filme ou não?

Mestre Ryu Kanzuki disse...

Fala, Leandro, tudo em cima meu amigo?

Não me arrependi de assistir ao filme em 3D e tampouco por seu resultado. Eu até estou para assitir "Detona Ralph" novamente e recomendei a alguns amigos. Eu considero até uma boa animação (tanto que recebeu 3 estrelas na resenha). É um bom longa pipoca. É realmente bem mais infantil a altura das cantorias de Hércules (aquele de 1997). E a melhor coisa do filme é a mensagem final (como comentei na resenha também) e a ótima trilha sonora (remetendo muito a estrutura orgânica dos anos 80.. a música eletrônica, o fim da era disco e a presença forte dos jogos japoneses). Gostei também muito dos personagens, principalmente da venellope. Acredito eu que seja a melhor opção (ou uma das melhores) para esse início de ano. Sendo que ainda falta conferir As Aventuras de Pi.

Pena que em todos os cinemas há apenas cópia dublada (não lembro se há algum lugar com cópia legendada).

Rocio disse...

Espero que em algum momento temos a oportunidade de fazer essas coisas em nosso país, por isso é importante educar os nossos filhos, espero comprar uns oculos infantiles

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...