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quinta-feira, 9 de julho de 2015

[Sessão Crítica] O Exterminador do Futuro: Gênesis 3D





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--NESTA POSTAGEM-- 

SESSÃO CRÍTICA
O Exterminador do Futuro: Gênesis
EXTRAS
FICHA TÉCNICA
















 SESSÃO CRÍTICA 
O Exterminador do Futuro: Gênesis 

FARTA
HOMENAGEM
Homenagens ao homônimo sucesso dos anos 80 e 90 não sobra, 
mas o que lhe falta é substância

Viagens no tempo, muitas vezes, costumam render grandes histórias. Algumas delas acabam se tornando referências no cinema. E James Cameron, diretor renomado e reconhecido tanto pela crítica especializada quanto pela gordíssima (e mais do que merecida) bilheteria, abraçou o seu Exterminador do Futuro - uma ideia tirada de seu próprio pesadelo (que veio em boa hora, durante uma crise diante de sua obsessão como cineastra). A ousadia do diretor fez com que o segundo filme ganhasse uma pegada radicalmente diferente em relação ao primeiro - tendo inclusive adeptos bem distintos entre os dois títulos.

Em muitos casos, uma continuação é gerada para embarcar no sucesso realizado pelo filme anterior, no caso de Exterminador 2, essa sequência era necessária. O mesmo não se diz a respeito das sequências posteriores (O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas e O Exterminador do Futuro: A Salvação). Como uma história tão bem contada e fechada nos 2 filmes, a produção chegou até a protestar contra eventuais sequências nos bastidores de um outro grande sucesso da dobradinha Arnold/ Cameron.

James Cameron deixou bem claro, para os produtores que vierem a seguir com o intuito de dar segmento a sua criação, de que era importante manter a imagem de Arnold Schwarzenegger. Em Gênesis, o mais recente longa, tudo é aparentemente recontado - com aquela sensação de "continuidade" para os expectadores da geração Cameron poder reconhecer ou até mesmo aceitar a nova história.

Arnold, fato, só aceitou estrelar essa sequência porque gosta muito dos seus personagens. Ele é uma das salvações dessa refilmagem. Seu carisma é impecável - o melhor entre os brutamontes do cinema - consegue ser irônico e satisfatoriamente convincente como herói de ação - principalmente quando está portando uma arma.

Diferente de seu T-800, o "guardião" - androide interpretado por Schwarza - envelhece entre as suas andanças pelo tempo, porém, só a pele, a máquina não fica "obsoleta". Uma mudança interessante. Em termos de performance na ação, ele fica quase que como um apoio - o mesmo pode se dizer mais ou menos a respeito do novo Kylie Reese (Jai Courtney, do último Duro de Matar).

A história procura atualizar O Exterminador aos novos tempos. Mas pelo que se encontra, é de uma aventura bem 'envelhecida' a ponto de convencer que a história ainda permanece perfeitamente contada (sem tirar nem por) lá entre os anos 80 e 90 - deixando-o bastante defasado para os tempos atuais.

Há um pouco de farta homenagem desnecessária - como o principal trecho do saudoso e épico tema original de Brad Fiedel sendo usada "de graça" a todo momento, sem sincronia ou sem despertar um clima de tensão. Ainda que a recriação composta por Lorne Balfe seja bem fiel.

Gênesis respeita essencialmente algum legado dos filmes originais, mas desrespeita os seus personagens na prática. Principalmente os antagonistas, que reencarnam extremamente fracos ou sequer passam o medo ou a emoção de anteriormente.

Para algumas situações, em meio a tantas explicações confusas, sobram algumas referências ao original que me deixou curioso a respeito de como recriariam determinadas situações. Porém, ficou só mesmo na lábia, onde as situações começam a passar aparentemente de maneira corrida.

Temos agora a ciência de que houveram várias e várias viagens no tempo com realidades,cominhos e conclusões diferentes a respeito do futuro. Infelizmente Laeta Kalogridis & Patrick Lussier (os roteiristas) não tiveram a esperteza (ou ambição suficiente) para explorar os principais personagens como a Sarah Connor (Emile Clark) nessas realidades. Ou então Alan Taylor (o diretor) de aproveitar tais ganchos. Em muitos casos como esse, o controle do estúdio acaba por destruir voos mais ousados (Cameron não se intimidava com isso, se tivesse que tirar do próprio bolso para terminar o seu filme, ele o faria).

Emile Clark, a nova Sarah, aparentemente tem pique para encarar um Exterminador do Futuro com um enredo mais maduro e mais avançado - mas o filme lhe dá pouca oportunidade para mostrar o seu talento de fato. Mesmo assim, é possível testemunhar - na essência - os seus momentos dramáticos (como a cena dos gritos), de emoção/ surpresa (ao descobrir uma inesperada revelação familiar), como heroína (assumindo o posto da ação), ironizando (ao descobrir que "encontrou o seu amor")  ou na maneira como se emociona (a relação entre ela e o 'guardião' é imperdível). Sem contar também o quanto é bela (e a câmera de Alan Taylor explora isso de uma maneira bem agradável).

A direção de arte permanece bem fiel e até um trabalho mais convincente em relação ao filme de 2009 (O Exterminador do Futuro: A Salvação) em um ambiente bastante pós-guerra diante de uma guerra entre homens e ciborgues bem viva e bem tensa.  O aspecto sombrio remete bem uma forma bem próxima ao que foi imaginado nos dois primeiros filmes (um ambiente aparentemente noturno todo o tempo). O figurino procura "atualizar" detalhes de alguns personagens (como a nova jaqueta de Arnold, agora "guardião", que usa um capuz) enquanto remete muitos outros, como o sobretudo cinza de Kylie e as vestimentas de guerra bem parecidas com os filmes anteriores.

O 3D surpreende, tendo inclusive enorme valorização em meio a perspectiva, efeitos de iluminação, neve e de objetos em movimento ou sendo arremessados (pisquei várias vezes na tela). Entre os efeitos visuais, as cenas de ação não chegam aos pés do agora "sutil" filme de 91 (O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final), mas tem os seus excelentes momentos - prova de uma grandiosa evolução - como as cenas devastadoras de destruição (a começar pelo título).

Enquanto que nos filmes originais, a intensidade do história - frente a uma aparentemente simples saga de salvação que posteriormente vira um jogo de questionamentos e convívios (o segundo) - a paranoia do " e se... as máquinas tomassem o controle de tudo? " era um questionamento tremendamente válido e tornava essa ideia de fundo uma camada inteligente para o gênero ficção/ ação com características cientificamente filosóficas (outro próximo disso foi "Matrix" posteriormente). 
Aqui, os questionamentos sociais são deixados de lado para então se centrar em quais rumos a história poderia tomar entre os personagens - pergunta ao expectador veterano "e se...?" a respeito da presença dos personagens já conhecidos (e novos para quem nunca assistiu aos anteriores). Então, aqui temos um John Connor (Jason Clarke) mais durão, apresentado excelentes momentos de introdução junto a Jai Courtney, o Kylie. Fugindo bastante do seu tom 'heroico' o qual a geração anos 80 e 90 está acostumada. É o inverso da imagem do personagem de Arnold (já que o ator já está associado a imagem de herói da saga desde o segundo filme original).

O novo Exterminador do século XXI já inicia a franquia "obsoleta" e formada por problemas que ocorrem em meio a essa onda de "nostalgia pop" feita para reduzir a qualidade e a maturidade das grandiosas obras de sétima arte originárias. Para quem já conhece a franquia, vale só pela curiosidade. Agora, para quem é marinheiro de primeira viagem, vale lembrar de que está assistindo apenas uma versão "mais barata" de um dos grandiosos trabalhos criados por James Cameron em suas evoluções pelo cinema de Ficção e Ação.

ATENÇÃO: Tem cena extra entre os créditos. Não saiam !! 

 EXTRAS 
Memórias da Sessão
O tempo tomado com a postagem da Expo Geek Beta no fim de semana, gerou um momento raro para a realização desta Sessão Crítica. Tive assistir em plena segunda-feira (em meio a semana regular e corrida após o expediente), escrever na terça e realizar a revisão para publicação na quarta. 

Dia da Sessão (aproximadamente umas 19:00) - Segui de metrô, passei um tempo rodeando o shopping e parti para a sessão.

Durante a Sessão (aproximadamente umas 21:00) - Já se torna um hábito a falta de respeito com os consumidores (em especial, cinemas da Zona Norte). Os funcionários não desligam as luzes durante o trailer. O expressivo "- APAGA A LUZ !" eram ouvidos de pelo menos dois expectadores homens. Até que depois de um tempo, as luzes se apagaram. Aparentemente era um público bem participativo e sério (quanto a interação para se assistir a um filme) - em um determinado momento, ligaram um celular, e então veio um outro solicitando para desligar. Fora o protesto de um a respeito de ser contra celulares dentro da sessão (tá certíssimo!).   

Após a Sessão (aproximadamente umas 23:14) - Apesar do público empenhado (com algumas leves risadas na sessão) houve o tradicional mutirão apressado que sai da sessão antes do fim dos créditos. Eu sempre fico até o fim (já é costume desde quando eu e meu pai passamos a assistir filmes com cenas pós-créditos - isso muito antes da "ostentação" Marvel). Alguns perderam, mas todo mundo que tava saindo ficou de pé pra assistir.


FICHA TÉCNICA
Título Original: Terminator: Genesys 
Duração: 126 Minutos
Gênero: Ficção Científica
Direção: Alan Taylor (Thor: O Mundo Sombrio; Game of Thrones)
Sessão Acompanhada: Kinoplex Nova América - Q 17 - 21:00 - 06/07/2015 (Segunda-Feira)
Sites Oficiais: Tumblr ; Facebook ; Facebook 2  
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