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domingo, 25 de março de 2012

[Sessão Crítica] O Artista (Vencedor do Oscar 2012)

NESTA POSTAGEM 

SESSÃO CRÍTICA 
O ARTISTA
 
EXTRAS 
GALERIA 
FICHA TÉCNICA  

Depois de ter visto este trailer, mais vontade me deu de assistir, mas sempre encalhava na hora de sair de casa ou voar direto do batente diário para o cinema mais próximo. Agora, finalmente, consegui escrever um post desse filme aqui para vocês.  

SESSÃO CRÍTICA
O ARTISTA

SAUDOSA HOMENAGEM

Há tempos que estou ensaiando de falar sobre este filme, desde que soube de sua existência no Oscar 2012. O Artista é o grande vencedor desse ano, com merecidos 5 prêmios (Melhor Filme, Ator, Diretor, Figurino e Trilha Sonora). A Invenção de Hugo Cabret foi o seu mais forte concorrente. Levando isso em consideração, uma coisa é certa, a emoção é sempre levada mais em conta do que a tecnologia pela academia. Foi entre Avatar e Guerra Ao Terror em 2009 e continuou assim com O Artista. A história sempre se repete - e já contei muito sobre isso aqui. A arte do cinema está mais viva em sua história, já a tecnologia ela evolui constantemente.

Nesta humana biografia de ficção, somos levados a conhecer a história do ator George Valentin (Jean Dujardin) - estrela dos filmes mudos. Ele vê sua fama ruir com a chegada dos filmes falados. Em meio a essa história, uma sonhadora, Peppy Miller (Bérenice Bejo) torna-se a mais nova queridinha. O período se passa entre 1927 e 1932.

Nada como contar uma história antiga ao estilo dos primórdios do cinema, o filme é 99,8% mudo e totalmente em preto e branco tendo vários artistas - entre rostos novos e outros veteranos da atualidade.  Trazem a nossa geração, aquele humor inocente perdido e toda a emoção do drama (a ascenção, a queda e o glamour) é representada por cada cena visualmente (tanto por cenários quanto por algumas brincadeiras impostas para divertir o público).

Fred e Adele Astaire mostrando a combinação entre atuação e dança em 1921 

Em Dujardin, na pele de George, podemos ver um misto de estilos. Ora é um galanteador com o seu elegante bigode, feito um Clark Gable em E O Vento Levou (1939), ora dançarino como Fred Astaire, ora um comediante, como Charles Chaplin. É uma verdadeira homenagem a não só aos filmes mudos mas ao cinema e toda essa relação entre gerações personificada no casal protagonista. Uma bela homenagem, diga-se de passagem. Da graciosidade de Peppy, ótima representação de Bejo,  ao cãozinho, fiél amigo de Valentin, é de emocionar em muitos momentos. Todos muito encantadores na tela. Outros destaques também valem para John Goodman (fazendo aqui um papel de diretor de cinema) e James Cromwell (como Clifton - o mordomo de Valentin).

EXTRAS

GALERIA





FICHA TÉCNICA 

Título Original: The Artist
Gênero: Drama
País: França/ E.U.A.
Duração: 100 minutos
Direção:  Michel Hazanavicius
Sessão Acompanhada: Sesc Botafogo - 18:00 (25/03/12 Domingo)
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