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terça-feira, 8 de junho de 2010

Dedo no Joystick: The Godfather

The Godfather

A maioria dos gamers de verdade, sabem que adaptações de filmes para games é motivo de fracasso certo. Por motivos de prazo curto, orçamento baixo e pouco espaço para criatividade, esses jogos, na maioria das vezes saem com um resultado lamentável, funcionando apenas para arrebatar algum dinheiro dos fãs do filme.
Porém, este é um mundo grande, e ainda existem pessoas que pensam. A EA Games teve uma idéia genial: pegou o filme clássico The Godfather (O Poderoso Chefão) e fez uma das melhores adaptações dos games. No game, você é Aldo (nome original do personagem, mas pode ser mudado no menu de edição do jogo), filho de um funcionário de Don Corleone. Após o assassinato de seu pai, ingressa na máfia em busca de vingança e de um bom cargo na hierarquia. Movido por esses sentimentos, ele se submete a muitas missões em busca de reconhecimento.
Classe
Na verdade, Aldo não é um personagem original de The Godfather, não está presente nem nos filmes, nem nos livros. É aí que entra a idéia genial da EA. No filme (que é muito bom), existem cenas sem muito sentido, e perguntas passam em sua cabeça, como: "Quem colocou a cabeça de cavalo na cama?" "Quam implantou a arma no banheiro do restaurante?" A resposta é simples: Aldo. Ele foi especialmente criado para trabalhar por debaixo dos panos, de modo com que ele (controlado por você), proporcione as melhores cenas do filme. Ao se jogar, tudo se encaixa e faz sentido. Ao rever o filme, e ouvir alguém perguntar: "Quem fez isso?" Dá vontade de responder: "Fui eu!" E realmente parece que foi, pois a retratação do filme para o jogo beira a perfeição, nos sentimos parte integral da história.
A sequência do assassinato de Luca Brasi é regida com maestria
Tudo ficaria muito sem graça se só pudessemos fazer missões relacionadas à história, com isso em mente, a EA implantou muitas atividades extras, algumas delas, até envolvendo personagens da história, essa modalidades dão certo complemento ao filme, podendo-se conhecer, visitar e aprender mais sobre o mundo de The Godfather e como ele funciona. As atividades se baseiam em: extorsão de comércios, caça de itens, invasões, assassinatos, mercado negro, conquista de esconderijos, roubos, estilos de execução e coisas ligadas à isso. Não é fácil a vida de mafioso.
Violência? Imagina!
Esse é o tipo de jogo com o qual as produtoras deveriam se espelhar para melhorar. Mas, pena que depois de conquistar a cidade interia, e cirar Don de New York, ficamos na espera de uma sequência melhorada, ela veio, só que pior, em todos os quesitos, e decepciona logo no início, pois, Aldo... SPOILER. É melhor que você descubra por si só (se quiser), mas saiba que é decepção na certa.
"-Ei filho, mafiosos de respeito não usam roupas amarelo banana!"
Só pra fechar, este é um game multiplataforma, porém a resenha se baseia na versão de Playstation 2. As versões não se diferem muito, mas quis avisar quanto a isso.
Ponto forte: Uma das melhores adaptações filme/game já feitas, com um dos lindos efeitos de sangue e explosão.
Ponto fraco: Os controles podem ser meio precários, e as texturas não agradam nem um pouco.
Nota do Léo: 8,5
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