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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O Mês do Dreamcast - Parte 3: Curiosidades De Um Console Inesquecível


Mais um mês termina, e o Japão já comemorou seus 11 anos no dia 25. esta é a última parte. Confira.


Projetos de Terceiros
Projetos produzidos paralelamente por empresas ou fãs que buscaram dar continuidade ao legado do console branco e vermelho (suas cores de origem= as cores da bandeira do Japão, perceberam?).

Emuladores
Bleem!


Bleem! ou Bleemcast! é compatível com vários jogos do Playstation (PSX). Denre os jogos lançados oficialmente com essa tecnologia estão: Metal Gear Solid, Gran Turismo 2 e Tekken 3. Estava previsto também Final Fantasy VIII e WWF Smackdown!

A lista de compatibilidade do Bleemcast! http://www.whipassgaming.com/genesisreviews/Bleemcast/bleemcastcompatibility.htm

Neo Geo


Das finalizadas, está um emulador de Neo Geo, em que é possível rodar jogos de Neo Geo CD perfeitamente. Imagine KOF 94 no console? Fica uma beleza. Apesar do prometido Metal Slug III não ter saído oficialmente ao Dream, esse emulador quebra um galho.

Outros demais emuladores estão os de Snes e  Mega Drive. Também esteve prometido um de Mugen, mas não chegou a sair.


Recomendados - Parte 2


A sua lista de jogos não é extensa, mas possui um toque único em sua maioria de títulos - até mesmo aqueles que foram apenas uma continuação, não começaram originalmente a sua carreira no Dreamcast, mas ganharam alguma nova versão ou atualização superior ao original - apesar de alguns títulos já terem perdido a sua exclusividade atualmente, tendo conversões para as até então ex-concorrentes da SEGA: Nintendo, Sony, e até mesmo para uma ex-parceria, Microsoft.

Mais alguns jogos indicados.


Power Stone


São ao todo 2 jogos. Seu estilo lembra Smash Bros de N64, com a possibilidade de jogar em 4 jogadores simultâneos na segunda versão.  É um diferencial para quem gosta de variar no gênero ação/ luta. O jogo também ganhou uma versão em animê, foi exibido pela TV Globo por aqui, com alguns cortes, por pressão do governo devido a elementos inapropriados para o horário, acabou sendo retirado do ar em pouco tempo de exibição.

Project Justice


Continuação de Rival School, famosa no Playstation. Uma curiosidade é a possibilidade de editar personagens na versão Japonesa.

Legacy Of Kain: Soul Reaven

Já possui uma sequência para outros consoles, mas vale a pena uma citada.

Unreal Tournament


Simplesmente o melhor jogo em primeira pessoa do sistema que já joguei até agora. Tão bom quanto Quake III Arena. É um entrenimento a nível de GoldenEye (N64).

Spawn In The Demons Hand


Pelo fator multiplayer, é muito bom bom jogar com ele em equipe.

Recomendado - Pelos Amigos
Quem pensava que o Dreamcast não tinha RPGs de peso, se engana. Dá uma olhada em pelo menos dois títulos aí abaixo.

Grandia II


Skies Of Arcadia


Resident Evil: Code Veronica


Metropolis Street Racer


Jet Grind Radio


San Francisco Rush 2049


Interessantes de conhecer

Space Channel 5


Phantasy Star Online


MDK 2


Gautlet Legends


Curiosos

Love Hina: Smile Again

Vídeo traduzido por Pablo Rozados


Baseado no animê Love Hina. O jogo é um misto de gêneros (entre aventura e relacionamento, com toques dos tradicionais RPGs) que saiu no embalo da febre do Animê, em meados de 2000. Jogos Japoneses sempre são uma raridade, apenas joguei uma cópia não-oficial. Há algum tempo atrás (2003) chegaram a vender um box por R$ 100, 00 no Mercado Livre. Pra quem é fã da série, e entende Japonês, taí a dica.

Sakura Taisen


Conhecido também como Sakura Wars. Série que ficou famosa no Saturn. Um dos famosos RPGs da geração de mídia redonda dá as suas caras aqui.

Record of Lodoss War

Baseado no Animê de mesmo nome. O jogo lembra Diablo.

Acessórios Legais

Os famosos acessórios. Entre eles, um bem curioso.
Veja alguns.

GDs

Os jogos era de mídia GD (Game-Rom) com 1 giga de memória. Eram mais que a capacidade de um CD (700 Mega). A SEGA parou de prestar suporte em Fevereiro de 2007, juntamente com o suporte ao Dreamcast. Mesmo a SEGA estando contra a sua própria criação, outras empresas se movem para produzir jogos novos até hoje. A maioria são jogos de nave do Japão. Os seus últimos jogos que utilizam essa mídia são: Karous (MileStone - 2007), Trigger Heart Excelica (Warashi - 2007) e Last Hope (Snk/ Neo Geo - 2006).

VMU

O famoso memory card que também serve para jogar mini-games e transferir/ trocar dados (no caso do Neo Geo Pocket). Acabava sendo o único recurso para destravar alguns personagens de Marvel Vs Capcom 2 (Versão Japonesa).

Light Gun

Pistola para jogos de tiro, como The House Of The Dead 2 e Confidential Mission.

Fishing Controller

Vara de pescar. Usado no jogo Seaman, jogo que também conta com um sistema de comunicação por voz, mas é possível de ser usado em outros jogos (como no vídeo acima).


Puru Puru Pack



O famoso Rumble Pack (N64) do Dreamcast. Vibra a cada ação e reação de um jogo, depende se o mesmo for compatível com o sistema.

Game Shark 



Assim como o Bleem! o Game Shark é feito por uma empresa independente. Utilizado para usar códigos (cheats/ trapaças) em jogos. Já é conhecido no Playstation. Ele também pode fazer com que jogos importados rodem no Dreamcast.


Super Game Converter


É o boot oficial do Dreamcast, feito para destravar a possibilidade de jogar jogos importados num sistema produzido de uma determinada região (Ex: Japão, Europa ou EUA).


DVD Player?


Os excecutivos disseram: o Dreamcast foi feito para ser expandido. A idéia de um acessório de DVD Player, para se utilizar em conjunto com o Dreamcast, foi idealizado. E junto com ele, uma espécie de VMU que toca MP3 e um drive de disquete. Esses projetos não chegaram a sair.


Mesmo o Dreamcast tendo um fim prematuro no comércio, sofrido com o mal planejamento ou até mesmo ignorado por uma parcela do público, é um videogame que carrega apreciadores até hoje. Sem dúvida alguma, o Dreamcast é um grande exemplo de que a SEGA deixou a sua marca cult no ramo dos Hardwares.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O Mês do Dreamcast - Parte 2: Black Belt ? Dural? Katana?



Este mês (dia 27) o Dreamcast completa 11 anos no Japão (sua terra Natal) - 2 meses consecutivos após os fãs Americanos (27-nov), Europeus (14-out) e Brasileiros (10-out) comemorarem.


O Dreamcast abriu a 6ª Geraçao como o console de 128 bits, em meio a muitas controvérsias e suspeitas sobre seu potencial.

Incialmente o projeto foi trabalhado com 3 títulos diferentes. 2 deles, inicialmente, em conjunto com outras empresas que se aliaram à Sega Americana e Japonesa paralelamente. São eles:

- Black Belt (Sega dos EUA/ 3Dfx)

- Dural (Sega do Japão/ Hitachi/ NEC)

O projeto a ser escolhido foi o Dural - que posteriormente foi apresentado para a imprensa como Sega Katana.

Confira uma extensa lista preliminar de 84 jogos, e seus respectivos fabricantes, que foram divulgados no momento em que o projeto estava tomando forma:

August 18, 1998 - Aerodancing - CSK Sogo Kenkyujo

Agartha - No Cliche

Akihabara Denno-Gumi Pata Pies
- Sega

Akolyte - Ionos

Blue Stinger - Climax

Biohazard Code: Veronica - Capcom

Carrier - Jaleco

Castlevania - Konami

Crimson - Sega

Chakan: The Forever Man - Sega

Cho Hamaru Golf - Sega

Climax Landers - Climax

Cool Boarders - UEP System

Crack 2 - Sieg

Crock 2 - Fox Interactive

D2 - Warp

Daytona USA 2: Battle on the Edge Special - Sega

Dead or Alive 2 - Tecmo

Digital Horse Racing Newspaper
- Shouei Systems

D-Jump - Ubi Soft

Dynamite Robo - Warashi

Ecco the Dolphin 3D - Appaloosa

Elemental Gimmick Gear - Hudson

Entertainment Golf - Bottom Up

Evolution - Sting

Flight Shooting - Konami

Frame Gride - From Software

Furballs - Bizarre Creations

Galleon - Confounding Factor

Geist Force - Sega

Get Bass
- Sega

Giant Glam Japanese National Pro-Wrestling at the Nippon Budokan
- Sega

Grandia II - Game Arts

Great Buggy - CSK

Gundam - Bandai

Gutherman - No Cliche

Harukaze Sentai V Force 2 - Bing Kids

Hiryu-no Ken Retsuden - Culture Brain

Hydro Thunder - Midway

Incoming - Rage

Katana Sonic - Sega

King of Fighters '98 Dream Match Never Ends - SNK

Let's Make a Pro Baseball Team
- Sega

Looney Tunes - Warner Interactive

Maken X - Atlus

Mah Jong - Kaga Tech/Naxat Soft

Marvel vs. Capcom - Capcom

MDK 2 - Interplay

Merukuriusu Pretty - NEC

Messiah - Shiny

Metropolis - Bizarre Creations

Mortal Kombat 4 Special - Midway

Monaco Grand Prix Racing Simulation - Ubi Soft

Monster Breed - NEC

NBA Action 2000 - Sega

NFL Blitz 2000 - Midway

Nijiro Tenshi - Sega

Monster Breed - Sega

Ohzumo - Bottom Up

Panzer Dragon - Sega

Pop'n Music - Konami

Powerslave 2 - Crave

Power Stone - Capcom

Puyo-Puyon - Compile

Rayman 2 - Ubi Soft

RealSound 2 - WARP

Red Dog - Argonaut

Sakura Taisen 3 - Sega

Sega Rally 2 - Sega

Shenmue - Sega

Shienryu 2 - Warashi

Street Fighter III: Second Impact - Capcom

Speed Busters - Ubi Soft

Time Crisis 2 - Namco

To the North: White Illumination - Hudson

Unreal - GT Interactive

Virtua Fighter 3 - Sega

Virtual On 2 - Sega

VR Baseball 2000 - Interplay

Warzone 2100 - Pumpkin

Whiplash 2 - Interplay

World Series 2000 - Sega

Zombie Zone - Sega


Sobre a lista
A suposta imagem do Sega Katana (também descrita como Sega 64) percorreu por revistas (nacionais e internacionais) e pela Internet em meados de 1997

Dos jogos citados que não foram lançados, alguns entraram na lista dos 50 títulos cancelados que circula pela internet (clique aqui), um deles é Messiah, enquanto outros quase não se encontram informações sólidas a respeito. Castlevânia recebeu o título Castlevânia 3D, antes do famoso Castlevânia Ressurection - que também não chegou a sair.

Há os que tiveram o conteúdo alterado para uma edição especial, no caso de KOF 98 (KOF 1999: DM) e Street Fighter III: 2nd Impact (integra a coletânea SF III: W Impact ao lado de SF III: New Generation - seu antecessor). E edições especiais que mudaram de nome ou incrementaram: Mortal Kombat 4 Special ( o Special muda para Gold) e Virtua Fighter 3 (ganha o sobretítulo Team Battle, após o número 3).

Certos jogos exclusivos, e até então novos, também alterararam o seu título, como: Zombie Zone. Foi idealizado incialmente para ser parte da série House OF The Dead. O projeto ficou conhecido como: House of the Dead: Side Story, uma espécie de aventura paralela. Mas, por fim, Zombie Zone, ficou como Zombie Revenge. Looney Tunes, que estava definido como pataforma, virou corrida, e recebeu o sobretítulo de Space Race. O simulador aéreo, August 18, 1998 - Aerodancing, ficou apenas como Aero Dancing.

Dos jogos já consagrados e que confirmaram o seu retorno: Prince Of Persia 3, passou a também receber outro nome, Prince Of Persia 3D, até chegar ao título de Arabian Nights: Prince of Persia. Katana Sonic, idealizado inicialmente apenas como plataforma, teve o seu título alterado para Sonic Adventure depois que o projeto Katana finalmente se definiu como Dreamcast. Bio Hazard: Code Veronica também ficou por um tempo sem título definido, apenas conhecido como Resident Evil Game. South Park, ao ter sua categoria definida, recebeu o sobretítulo de Chef's Luv Shack. Da série Unreal, o título a ser acertado foi Unreal Tournament. Ecco The Dolphin perdeu o genérico sobretítulo, 3D, e ganhou o: Defender The Future. O longo Battle on the Edge Special, sobretítulo da suposta atualização de Daytona USA 2, foi alterado para Daytona USA 2001.


Curiosidades: Messiah foi um jogo que chegou a ter algumas matérias no programa Cybernet em 1998, dentre os especiais sobre o lançamento do console, que também inclui depoimentos dos staffs da produção do sistema. O episódio foi exibido por aqui em canais da TV paga, como o espanhol ZAZ (Direct TV) e o extinto Superstation (Net), um dos primeiros canais da TVA.

Agradecimentos
IGN
Revista Gamers (equipe)
Revista Ação Games (equipe: 1989 - 2000)


terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Mês do Dreamcast





Eu sei que passou Setembro, passou quase o Outubro inteirinho e nada de uma homenagem a este grande console que faz aniversário de 10 anos no dia 27 do próximo mês no Japão (originalmente essa postagem especial seria feita em Novembro).
Discutir sobre qual videogame é o melhor (entre Nintendo e SEGA ou Sony e SEGA) é que nem discutir sobre futebol, então nem vou entrar muito no mérito. Mas a politica da SEGA com seus videogames sempre foi manter a linguagem de uma era pós-Nintendo. Uma linguagem reinventiva - como o de um jovem criativo que nunca se repete. O Dreamcast procedeu apenas com alguns títulos que já faziam sucesso no Playstation - como Tomb Raider e Resident Evil.

Existem dois videogames que me marcaram bastante, e bem acima dos outros - um que me viciou e outro que me fez voltar a ser colecionador e jogador ferrenho de consoles: Mega Drive e Dreamcast respectivamente.

Esse mês também foi o momento do Último dos Moicanos da SEGA fazer aniversário em terras Brasileiras (foi um sabado 10 - para efeitos de trocadilho).
9 de Setembro foi a sua data de comemoração nos EUA. Quem acredita em numerologia, o número 9 pode ser considerado um número de sucesso, ou marcado por grandes tragédias, como aconteceu com os integrantes da banda Inglesa Beatles e o 11/ 9/ 2001.

A recepção do Dreamcast nos EUA foi satisfatória, com a sua campanha agressiva - a ponto de distribuir o aparelho aos artistas no MTV Music Awards 1999.

14 de Outubro de 1999 foi a vez dos Europeus, que sempre consideraram os videogames da SEGA a sua principal preferência, comemorarem.


Os Melhores Jogos do Dreamcast
Alguns dos jogos que marcaram presença no videogame.

1 - Shenmue
(2000)

Esse não tinha como não ficar de fora, não é? O melhor jogo já feito pela SEGA, talvez o melhor já produzido de todos os tempos. A revista Famitsu publicou recentemente uma lista a continuação de jogos mais esperados pelo japoneses, e não deu outra, Shenmue quase encabeça a lista, ficou em 2ª, perdendo pra Sakura Wars (Sakura Taisen). Logo os Japoneses que sempre ignoraram a SEGA. Como isso?

Ele também recebeu um prêmio especial, num evento da Nintendo (acredite se quiser), de jogo inovador.

De certa forma, Shenmue foi uma franquia injustiçada, mas não mais que o Dreamcast - o seu sistema piloto.

2 - Soul Calibur
(1999)

Foi um tempo de revolução e também o tempo de Soul Calibur. Uma evolução significativa do clássico Soul Edge. Jogo de luta que agrada até a quem não é fã do gênero.

Outros que seguem essa expressiva evolução também contam com títulos como Dead Or Alive 2 (com melhor dinâmica na jogabiliade que seus antecessores; e animações com expressão facial - é também considerado o mais equilibrado da série) e Project Justice (continuação do célebre Rival School - com opção de criar personagens na versão Japonesa e a qualidade gráfica ).

O sucesso de Soul Calibur resultou em uma saga seguida por Soul Calibur II, III e IV para os consoles posteriores.

3 - Capcom vs SNK: Millenium Fight 2000
(2000)
O título marca presença pelo mega encontro de duas empresas rivais no ramo dos jogos de luta: Capcom e SNK. Inicialmente Capcom vs SNK: Millenium Fight 2000 se chamaria SNK vs Capcom (a exemplo de Marvel Vs Capcom), mas, pelo que parece, o jogo estava ficando com uma jogabilidade muito mais parecida com os jogos da Capcom e o título acabou sendo modificado (definição tirada de acordo com as imagens de sua versão beta, divulgada pela revista Famitsu e a Super Game Power). Os gráficos alternam entre poligonais e 2D, com uns efeitos de zoom.

Outro destaque também é o jogo Marvel Vs Capcom 2 - favorito até hoje por campeonatos mundo a fora.

Capcom Vs SNK ganhou uma continuação em 2001, que se saiu tão bem quanto o primeiro - mais um que ganhou conversões para outros consoles.

4 - The King Of Fighters 1999: Dream Match
(1999)

A série de adaptações ou exclusividades caseiras de The King Of Fighters (ex: Playstation, Saturn ou Neo Geo), também marca com a presença de alguns extras. Essa versão Dream Match é o upgrade (ou atualização, se preferir) da versão KOF 98: Slugfest dos Arcades da SNK. Para a felicidade dos Kingmaníacos, KOF 1999 é tão bom quanto o original, além de trazer extras exclusívos. Mescla as idéias de KOF: Kyo (com a apresentação em Animê) e de conversoes de consoles anteriores que traziam uns extras pra compensar as limitações. O que é mais legal ainda é contar com a opção Languagem > Portuguese, pra você poder ler todas as descrições dos lutadores ao fim das batalhas exatamente como nos fliperamas.

KOF 99 ganhou o mesmo trato em 2000, com novos extras que vão desde extra strikers a aumentar o potencial deles, recebendo o título de KOF 99: Evolution.

Outra conversão de destaque é o Marvel Vs Capcom 1, a única igualzinha ao Arcade.

5 - Sonic Adventure
(1998)
Um dos primeiros títulos do Dreamcast compensa a falta que o Sega Saturn (console anterior da SEGA) teve ao não haver literalmente um Adventure 3D com o ouriço mascote (que um dia foi apresentado como porco-espinho). Agora Sonic tem olhos azuis e o seu arquiinimigo mortal, Dr. Robotinik, é (re) conhecido como Dr. Eggman.

Uma releitura das aventuras do Sonic com uma história que explora melhor os personagens a sua volta. O jogo alterna entre quebra-cabeça e zonas de ação, aonde é possível jogar com outros personagens além de Sonic. Ganhou uma continuação depois, com maior pirotecnia, sem os ambientes de exploração, e dinâmica - a possibilidade em escolher entre heróis ou vilões. Tempos depois foi anúnciado um terceiro jogo (Sonic Adventure 3) para os consoles posteriores, mas a própria SEGA achou que o jogo não teria uma produção com a mesma dimensão de seus anteriores e decidiu mudar o título para Sonic Heroes.


Uma Reflexão ?
Como eu disse antes, o Dreamcast já completou 10 anos no Brasil e está prestes a completar 11 no Japão - numa linha seguida por grandes lançamentos e grandes lembranças a todos que se divertiram, ainda se divertem ou pretendem (sonham) ter esse aparelho desde seu lançamento. Mas aí vem uma questão muito importante que quero descrever aqui: essa linha que vem desde seu lançamento até ser deixado de lado pela indústria, não quer dizer que seja precisamente a vida e a morte deste sistema, uma obra só morre na mente das pessoas.

O Atari marcou com o PAC-MAN, a Nintendo marcou com o Mario e a SEGA marcou com o Sonic. O Dreamcast é como o bambolê, a amarelhinha e o jogo da velha. Isso serve para qualquer outro videogame ou obra de lazer.

A questão é que se a criança, mesmo que só exista dentro de nós, joga seu brinquedo fora e busca esquecê-lo, ele desaparece do seu cotidiano, de alguma forma. Videogames não têm linha de vida, eles não vivem ou morrem, apenas são lançados e depois deixados de lado pela indústria ou do cotidiano de uma pessoa.

Vida e morte tem um peso muito forte para serem usadas apenas sobre um objeto. Elas deveriam sempre, e obrigatóriamente, ser direcionadas a uma linha vital de um ser vivo como argumento.


P.S. Aguardem que haverá mais debate sobre esse console da SEGA no próximo mês. Anotem no caderninho (ou bloco de notas, se preferir).
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