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sexta-feira, 6 de março de 2020

[Elas Sabem Jogar: Perfil] Jeh: nos Exílios de Conan (Jeh & Fênix)


Elas Sabem Jogar traz à você a série 
PERFIL

O objetivo da série Elas Sabem Jogar: Perfil é trazer a melhor informação possível para que toda a comunidade dos videogames e da cultura pop em geral possa conhecer a importância e a existência das jogadoras de videogame. Sim, elas existem e não é lenda típica de conto de fadas. Elas podem ser gente como a gente, jogadoras top, profissionais ou casuais. 


ELAS SABEM JOGAR POR QUE AMAM JOGAR  !



Direto de Minas Gerais, a entrevistada de hoje é uma guerreira viciada em Conan Exiles e de todos os novos jogos do Playstation 4.  Jeh, ao lado de seu marido, Fênix, iniciou os seus trabalhos em 2018 (quase dois anos) na plataforma You Tube e atualmente possui 264 inscritos e 71 videos. Uma revelação nesse início de 2020 através de hastags do Instagram. Através de lives, vídeos de depoimentos, memes de perguntas e respostas e gameplays, Jeh se comunica de uma forma tão meiga, energética, detalhada e espirituosa que logo a convidei para participar deste pequeno grande movimento. E não é que a guerreira, com muita atenção em sua afiada espada, decidiu aceitar em salvar esse querido reinado de uma forma muito humana ? 

Com muita coragem e determinação, ao lado de seu companheiro (e elixir), Fênix, Jeh é a mulher Conan que vai te guiar e te salvar dos exílios de Conan. 

E este são os ensinamentos de Jeh:

O videogame me ensinou várias coisas, mas a maior lição foi que, não importa quantos inimigos eu tenha no meu caminho, estou na direção certa.
Vem comigo.   

BATE - PONG MULTIPLAYER
SIMULADOR DE PERGUNTAS & RESPOSTAS
MR: Mestre Ryu 
J: Jeh

MR: Desde quando você curte videogames?
J: Desde sempre, por que o meu primeiro console foi o Polystation (risos)Eu tinha sete anos e aí a minha mãe comprou pra mim esse videogame. À partir daí, eu comecei a gostar dos videogames e surgiu a paixão pelos jogos. 

MR: Você acreditava que seria uma streamer ou influenciadora em algum momento ?
J: Eu não pensei em ser uma You Tuber até o momento em que percebi que eu levava
jeito pra coisa e que eu gostava de fazer era os vídeos para eu poder ajudar aí
as pessoas, né? Para eu poder estar passando as minhas experiências de jogos pra elas.


MR: Quando surgiu a vontade de entrar para a comunidade gamer ? Quais jogos você tem mais preferência para criar conteúdo e qual o mais difícil ?
J: Quando eu e o Fênix começamos a jogar o jogo Conan Exiles, não tinha tantos vídeos 
de jogos igual tem hoje em dia, né? Ensinando aí a respeito do jogo. Então, teve muitas
coisas no jogo que descobrimos sozinhos e algumas manhas para estar sobrevivendo melhor dentro do jogo. Vendo isso, eu e o Fênix criamos o canal Jeh & Fênix para poder 
estar passando toda essa experiência para as pessoas também. Essas pessoas que tiveram
as mesmas dificuldades que a gente teve a superarem com os nossos vídeos. 

MR: O que uma influenciadora precisa para ter para ser visada?
J: Eu acredito que para uma influenciadora ser visada, ela precisa ter carisma, precisa ser uma pessoa carismática. Ser brincalhona mesmo nos vídeos e agir bem natural também para o 
vídeo ficar uma coisa bem legal.     

MR: É muito difícil ter esse engajamento ? Como você se prepara?
J: Pra mim foi bem difícil. A gente fica nervoso na frente das câmeras. Então acaba sendo
difícil a gente ter esse engajamento mesmo, ser carismática, ser natural e ser tranquila aí.  
Antigamente eu escrevia o começo, meio e fim do vídeo, né? Aí, depois, comecei a gravar
as coisas que eu ia falar. Hoje em dia eu consigo agir mais natural nos vídeos e eu só preciso saber o tema que o resto vai saindo aí naturalmente.


MR: Nesses anos de comunidade gamer, pode nos compartilhar um momento engraçado seu ?
J:  Então, gente, teve um momento muito engraçado que aconteceu comigo e com o Fênix. O Museu do Game (Museu do Videogame Itinerante) veio até aqui em Belo Horizonte para expor os consoles, jogos, a história mesmo dos videogames. E é lógico que a gente foi lá prestigiar.
Eu queria gravar aí pra vocês o vídeo para mostrar tudo pra vocês, tudo, todos os consoles, qual jogo que era qual e tudo mais. Só que chegando lá, eu me deparei com o tanto
de console antigo e que eu nunca, né, tinha jogado, nunca tinha vivido uma história, não sabia qual jogo era de qual e tudo mais, mas mesmo assim eu queria gravar pra vocês. Aí, o que que eu fiz? O Fênix foi me falando, esse console é assim que se chama, esse tipo de jogo aqui que é o dele, esse jogo que fez sucesso na época, esse aqui era de mão, a gente jogava assim, então eu fui improvisando ali na hora mesmo, do vídeo, no final ficou muito bacana, eu tenho o vídeo lá no canal, mas o momento foi super engraçado porque eu não sabia de nada e eu tive que improvisar ali. Foi um momento engraçado de improviso.

MR: Um momento triste?
J:  Já aconteceu um momento triste comigo. Eu queria divulgar o canal numa 
página do Facebook - eu curti e segui várias páginas no Facebook do Conan Exiles, que eu tenho vários vídeos no meu canal sobre o jogo e então eu resolvi divulgar o canal nessas páginas referentes ao jogo Conan Exiles. Aí, eu postei uma publicação na página e tudo mais e nisso as pessoas viram que eu era uma mulher que jogava, que fazia vídeos e tudo mais e eu acabei sofrendo preconceito por ser uma mulher e que fazia vídeos de jogos.
Então, teve preconceitos, teve muitas pessoas, muitos homens mesmo, né, Machistas lá na página, que fizeram comentários, falaram várias coisas de mim a respeito disso. É muito chato, foi uma coisa muito chata que aconteceu comigo, foi por machismo, preconceito, por eu ser uma mulher e jogar. Mas eu não me deixei abalar por isso. E do mesmo jeito em que teve essas pessoas machistas, teve muitas pessoas também, seres humanos bons, que ficaram do meu lado e me defenderam. Então, esse foi o momento triste mas um momento bom também e descobri
que tem muitas pessoas boas ainda neste mundo. 

MR: E o melhor momento ?
JEu não tenho um momento preferido desse meio meu de gamer, por que eu já passei vários 
momentos legais a respeito dos jogos e, também, toda vez que eu tô jogando com o Fênix
ou sozinha, isso é o melhor momento pra mim. É o momento feliz em que estou me divertindo, então todo momento em que estou interagindo com o game ou interagindo com as pessoas a respeito do game, é o meu melhor momento pra mim.  

MR: E pra você, quais são as suas maiores dificuldades ou limitações ? Como você lida com elas?
J: No início eu tinha muita dificuldade em agir naturalmente e na frente das câmeras, então isso me dificultava muito a gravar os vídeos, mas estou aí superando. 

MR: Quem são as suas maiores inspirações ?
J: A minha maior inspiração, gente, foi o Fênix (risos). Por que ele quem quis ter o console, ter os jogos ali no começo. E à partir daí que eu comecei a me envolver e me interessar mais ainda pelos jogos. E também, ele está sempre ali sabendo as histórias dos jogos, por que que isso e aquilo aconteceu e fica me contando e sempre me envolvendo nisso.
Então, ele é uma inspiração pra mim. E também, ele me ajuda bastante em relação a jogos como: "- Ah, como que eu vou passar essa fase ?" o que eu poderia fazer melhor, ele está sempre ali me apoiando, falando o que eu posso estar fazendo de melhor pra aquilo, até mesmo para eu poder gravar os vídeos. Ele sempre está ali por trás, sempre tem um dedinho aí dele ali por trás. Então, ele é a minha grande inspiração. 


MR: O que você gosta de fazer no seu tempo livre?
J: No meu tempo livre eu gosto de jogar (risos). Eu não levo o canal ou gravar os vídeos
como um trabalho. Eu levo mais como um hobby, porque hobby se faz no nosso tempo livre, né? Então, eu gosto de jogar. 

" É muito chato, foi uma coisa muito chata que aconteceu comigo, foi por machismo, preconceito, por eu ser uma mulher e jogar. Mas eu não me deixei abalar por isso. "


MR: Existe apelação em uma partida ou vale tudo que está no jogo?
J: Gente, depende muito. Por que? Em um jogo de luta a gente vai usar tudo o que está ali na tela pra poder nos ajudar a ganhar daquele outro player ali na luta. Agora, um jogo do Conan, que é um jogo de sobrevivência, que a gente consegue prejudicar o outro player de jogar, temos que avaliar o que a gente tem que fazer, o que a gente faz. Se vai ser legal, se não vai ser legal. Então, realmente, depende muito do jogo aí pra valer tudo. 


MR: Que mensagem você deixa para as pessoas tóxicas no meio gamer ? Já chegou a ser atingida por isso ?
J: 
Já. O que aconteceu, a gente jogava num servidor do Conan Exiles, né, sempre (risos). Era um servidor PVP e lá a gente começou a crescer, os clãs maiores começaram a ser nossos amigos, interagiam com a gente e tudo mais. Ai o servidor começou a ficar conhecido, entrava muita gente querendo jogar naquele servidor super bacana. Só que o que aconteceu? Os clãs maiores começaram a ver esse movimento de outros players e tudo mais e eu acho que eles não acharam interessante, não gostaram. Aí, o que que eles fizeram: começaram a fechar coisas do mapa, do Tunnel que a gente tinha que interagir, para cumprir a nossa jornada. Então isso dificultou o nosso desenvolvimento dentro do jogo, tanto o nosso que já estava lá, quanto de outros players que estavam chegando no servidor. Não dava pra crescer dentro daquele servidor por não conseguir cumprir aí as jornadas. Eles fecharam várias coisas do jogo, construíram (bloqueios) em volta dos monumentos e então não deixava a gente interagir com aquilo dentro do jogo. Então, foi uma coisa bem chata. E foi um clã tóxico, pessoas tóxicas ali dentro do servidor. 


A pessoa que prejudica a outra dentro de um jogo, ela teria que se colocar no lugar 
dessa outra pessoa, vendo as ações dela pela visão do outro player. Por que? Se ela se colocar ali naquele lugar, ela vai passar por aquela situação, né ? Ela vai ver que o que ela está fazendo não é legal, está prejudicando um outro player, não está deixando ele interagir com alguma coisa do jogo e não está sendo uma coisa boa. À partir do momento que a pessoa faz isso, consegue ver, ao se colocar no lugar da outra pessoa, ela deixa de ser uma pessoa tóxica. Então, é interessante a pessoa que está fazendo isso se colocar no lugar da outra, pra ver se as ações dela é interessante dentro do jogo. 

MR: Pode dizer um pouco sobre você além dos games?
J: Além dos jogos, eu também gosto de filmes, eu vou muito ao cinema, eu gosto bastante de séries. Eu sou aquele tipo de pessoa que pega as séries e tem que ver até o final se não não sossega, passa 20 horas ali vendo a série (risos) até acabar. Eu também sou piloto, eu tenho uma moto, tá. Além disso, eu sou artesã, eu tenho um canal de biscuit aonde eu ensino a fazer várias peças de biscuit, várias coisinhas bem legais - depois vocês vão lá, tá? Se chama Universo do Biscuit. Então vai lá me visitar.   




MR: Se não foi respondida anteriormente, você possui alguma outra habilidade ou especialização além dos games?
J: Eu gosto muito do biscuit, além dos jogos. Eu faço peças de biscuit. Além de ser um hobby, é renda extra.     

MR: Tem alguma preferência por algum videogame, títulos de jogos, quadrinhos, séries de TV e filmes? Diga-nos o que você pensa a respeito.
J:
Sim, eu gosto bastante do Playsation. Eu gosto bastante ali da jogabilidade e dos jogos 
que ele disponibiliza ali pra gente. Eu gosto bastante do Playstation. 
Quando eu era criança eu gostava de ler bastante os quadrinhos da Turma da Mônica. Nossa, eu lia vários. Eu gostava bastante da Turma da Mônica. 
Eu já assisti vários filmes, eu gosto muito de assistir filme, então seria até injusto falar que eu tenho algum preferido por que eu já assisti vários então eu gosto de vários filmes, de vários temas, então eu não tenho um preferido. 


Como eu falei pra vocês, eu gosto de assistir bastante série e uma que eu assisti e que eu achei muito interessante foi Perdidos no Espaço. Eu achei bem legal a história dela. Então, gente, vai lá assistir que é bem legal. 


" Ele sempre está ali por trás, sempre tem um dedinho aí dele ali por trás. Então, ele é a minha grande inspiração. "

MR: Qual o seu maior sonho?
J: Então, eu não tenho o maior sonho. Eu coloco como um objetivo. Eu tenho vários objetivos, como por exemplo: fazer o canal crescer cada vez mais, tanto o canal quanto páginas no Instagram e poder trazer aí conteúdos de qualidade pra vocês, conteúdos bons que realmente possa ajudar. 

MR: Se a Jeh te encontrasse, o que ela diria pra você ?
J: Então gente, ela diria que teria muito orgulho da pessoa que eu sou hoje, né? Mais madura,
mais centrada. Com objetivos certos de vida e pra eu continuar sendo essa pessoa carinhosa, sensível e carismática que eu sou. E o melhor, não deixar esse meu lado criança morrer porque esse lado faz com que eu mostre aí o melhor de mim. 

MR: Como uma figura pública, o que você jamais faria, nem que seja por R$ 1 milhão ?
J: Eu nunca posaria para uma revista adulta por dinheiro nenhum. 

MR: Projetos para o futuro?
J: Eu quero me empenhar pra continuar trazendo conteúdos bacanas tanto no canal quanto na página do Instagram pra vocês. Como eu falei anteriormente, que possa ajudar vocês com conteúdos legais e estar cada vez mais me especializando aí nesse mundo da área de jogos que eu gosto bastante. Esse aí é um dos meus projetos. 

MR: Qual mensagem você deixaria para as jogadoras do mundo ?
J: Pra elas nunca deixarem de jogar por qualquer tipo de comentário ou ato preconceituoso que ela posas ter sofrido ou vir a sofrer. Sempre ser firme e focar nos objetivos dela. Sempre fazer o que gosta e seguir os sonhos. É isso. 


A Entrevista em Vídeo

UM ENORME AGRADECIMENTO À JEH PELA GENTILEZA EM ACEITAR 
O NOSSO CONVITE E NOS APOIAR EM TODO O PROCESSO

Vale conferir sua última live de 2019 (Celebrando o seu início com Conan Exiles) :





Sinopse: Artesã e streamer, se redescobriu no mundo dos jogos graças ao marido e chegou a enfrentar e superar o preconceito. Tudo de essencial sobre quem é Jeh, os seus trabalhos e curiosidades por trás do canal Jeh & Fênix. 


Aonde encontrar Jeh nas redes sociais:

Jeh & Fênix

Universo do Biscuit
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