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segunda-feira, 9 de abril de 2018

[Sessão Crítica] Jogador Nº 1 - XPLUS 3D

PLANETA NOSTALGIA

Há os verdadeiros fanáticos por Cultura Pop e os que apenas vestem a camisa da Mulher-Maravilha. A explosão da moda retrô e o sucesso das cinesséries de Super-Heróis no cinema, principalmente com a chegada do Universo Cinematográfico da Marvel com Os Vingadores, proporcionou a possibilidade dessa ponte.

Esse resumo, de certa forma, ajudou a contribuir para o sucesso de Jogador Nº1, adaptação que traz Spielberg a atmosfera das suas grandes aventuras entre os anos 80 e 90, antes de mergulhar de vez em tramas sombrias e de temas adultos – longe do nicho cinema pipoca e buscando ir por lado dos pequenos (ou grandes) filmes de gênero cultuado por poucos.

Veio no momento certo. Em uma época que os videogames são cada vez mais reconhecidos como obras rentáveis, tanto quanto o cinema e a música, com personagens e suas principais ferramentas que já entram no dialeto popular e passada por gerações que já se enquadram aí na faixa dos 25 a 30 anos, compartilhada entre sobrinhos e filhos, e o seu crescente interesse no mercado dos esportes, o autor Ernest Cline foi visionário, aproveitou a melhor época para juntar todas as referências e encaixar tudo numa trama.

Spielberg, por sua vez, aderiu consultores – é claro – para auxiliar nessa condução dirigida com muito de seu sentimento de criança fascinada dos tempos de E.T. O Extra Terrestre com a sua modesta visão, bem mais familiar, que ele possui dos tempos atuais. Como se fosse o seu Second Life – O Filme, o mago do Parque dos Dinossauros fez o seu Matrix, com aquela sutileza de AI – Inteligência Artificial, mas menos emocional do que deveria. Um Avatar, apenas, de leve, mas tem um romance bastante simpático, bem identificável com a era digital em que vivemos – Wade Watts (Tye Sheridan) e Samantha (Olivia Cooke) são bons protagonistas, nesse caso.

Esta Aventura de Ficção Científica que traz belas homenagens às tribos cinéfilas e gamemaníacas da cultura pop é movida por uma clássica busca pelo tesouro mas que ganha um sabor especial em seus momentos finais – uma delas, a cena da boate (que surge no primeiro vídeo de divulgação), com efeitos focando muito bem aquele ambiente de cores e mistério, fazendo parecer acidental aquele delicioso clima de suspense bastante clássico (comparados a grandes cenas do cinema que muitas vezes também ocorre em ambientes públicos movimentados ou silenciosos - principalmente metrôs) é aqui que Wade mostra um pouco do seu Jake e Art3mis, Neytiri – um herói abobalhado e uma heroína trágica, ótimas combinações.

Ben Mendelsohn é a grande surpresa do elenco na pele de Nolan Sorrento, o grande líder da IOI, uma empresa que ele move sem escrúpulos atrás do tesouro perdido e bate de frente com o herói. Assim como alguns de seus antagonistas anteriores, Sorrento tem suas posturas infames que não o tornam tão temível mas o personagem em si cresce no decorrer da história e acaba ficando bastante interessante na condução do experiente Mendelsohn.
Apesar de ser o tema principal, nem só dos anos 80 vivem as referências de Jogador Número 1, os mais atentos irão encontrar participações de outras gerações dentro desta festa audiovisual em tela grande. Um deleite artístico que se torna tão interessante quanto a sua profundidade – é um desafio que Holywood encontra cada vez mais em equilibrar essas importâncias entre suas produções: visual impactante e roteiro envolvente.


MOMENTO PÓS-CRÍTICA
O tema Jump, de Van Halen, inclusive, já foi música de um videoclipe especial dos 5 anos aqui do Santuário do Mestre Ryu. Uma das motivações para a escolha foi pela obra ser de 1984, ano do meu nascimento.

MEMÓRIAS DA SESSÃO
Fui surpreendido ao saber que existe uma promoção até 29/04,  UCI UNIQUE é MEIA ENTRADA todo dia especialmente para os seus melhores formatos, IMAX e XPLUS. Eu, crente que ia sentir minha grana voando, por um momento, fui salvo pelo gongo do milagre divino. De R$ 31,00, como usuário do UCI UNIQUE, o ingresso saiu por R$ 14,50 – o desconto surpresa aliviou o meu coração.  O UCI está dando um grande exemplo a todas as redes de cinema até mesmo para quem é baixa renda (já que o governo não ajuda com nenhum programa extensivo do Vale Cultura, só pra quem é funcionário público, por exemplo) a ir mais vezes ao cinema.

A abertura da sala teve atraso. Marcado para as 21:40, a sala não estava pronta em seus 15 minutos de antecedência. Levou em torno de 20 minutos. Em uma área de espera, um visitante me perguntava as horas - achando que ele ia assistir ao mesmo filme, na verdade estava para assistir Os Farofeiros - comédia nacional bem interessante - e sua aparencia de 'cervejeiro' já não tinha muito a ver mesmo com o que eu estava pensando (seria curioso se fosse o contrário). 

Enquanto isso, um aglomerado de pessoas se amontoava em um local específico tirando fotos - eu nunca tinha visto isso - quando me inclinei para ver o que era: Nada a Perder, a adaptação cinematográfica do bispo Edir Macedo. Notei que haviam homens, mulheres e crianças, famílias evangélicas paravam em frente ao cartaz para tirarem fotos. Só assim pra mover um evento em um cinema: cristãos. Sim, Brasil é um país cristão. Futebol e religião, coisas que movem o país, mais que qualquer coisa - até mesmo política. Curiosamente, o painel do UCI apresentava o filme como 'Nada a Perder - Parte I', será que terão coragem de fazer uma franquia ? Eu não duvido nada da ambição da Igreja Universal (que até cinema compra). e até tem um slogan ousado: "Contra Tudo, Por Todos". Um império de fazer inveja ao OASIS. James Holliday, Ogden Morrow e a sua tecnlogia que se cuidem.



S E S S Ã O   C R Í T I C A 
JOGADOR Nº 1
Ready Player One
Direção: Steven Spieberg
Duração: 140 Minutos
Gênero: Ficção Científica
Sessão Acompanhada: 21:40 P 132/04/18 (Segunda-Feira)
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