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sábado, 5 de setembro de 2015

[Sessão Crítica] O Agente da U.N.C.L.E - "Salvar o Mundo Nunca Sai de Moda" (2015)




--NESTA POSTAGEM--

Sessão Crítica
O AGENTE DA U.N.C.L.E.

EXTRAS
MEMÓRIAS DA SESSÃO
CARTAZES
FICHA TÉCNICA

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--SESSÃO CRÍTICA--
O AGENTE DA U.N.C.L.E.

R E S G A T E    M O D E R N O

Refilmagem de seriado dos anos 60, O Agente da U.N.C.L.E. é uma das surpresas do ano. Segue o melhor da raiz encontrada nos filmes de espionagem mais maduros do gênero a ponto de ser um enorme entretenimento, com uma reconstrução simpática, elegante e sutil para o grande público.

Illya Kuryakin (Armie Hamer) e Napoleon Solo (Henry Cavill) personificam claramente a guerra fria um embate entre as duas super potencias - os E.U.A. e a União Soviética (a atual Russia). Respectivamente, Armie e Cavill equilibram as diferenças entre seus personagens de uma forma bem clara - enquanto um é um soldado eficiente em campo prestes a explodir o outro é um aventureiro romântico de voz grave. Vale destacar também a interação entre Illya e a mocinha Gaby (Alicia Vikander). Ainda que pareça forçada a relação entre os dois personagens, em determinados momentos, a situação chega a se aproximar do irônico (destoando levemente o clima maduro da história). Mas a maneira sutil como ela lida com os dois protagonistas, procura fugir do tradicional triângulo amoroso.

Guy Ritchie (do cultuado Snatch: Porcos e Diamantes; e que também dirigiu Robet Downey Jr. no surpreendente Sherlock Holmes) permanece com as suas famosas tomadas que acompanham as turbulentas cenas de ação. Levando a sofisticação em consideração, Hollywood vem caprichando nessa busca para desenvolver novas técnicas de edição aos gêneros de espionagem desde a trilogia Bourne - há uma cena de infiltração, onde a montagem é vista quadro a quadro, embalada pela trilha, que é de arrepiar; a edição de som interage de forma realista com a trama, como se o expectador estivesse participando da história.

A adaptação de Ritchie não se arrisca a sair dos tempos da guerra fria, porém, isso não o faz obsoleto justamente por demonstra notáveis caprichos técnicos. Além da montagem (como se fosse uma história em quadrinhos) e edição de som  (que merecia uma indicação ao Oscar), a fotografia é o seu melhor exemplo deste belo resgate dos anos 60, assim como também consegue recriar, de maneira fina, a essência dos clássicos. Uma grande diversão e muito bem vinda.


Momento Pós-Crítica  
Os originais: Robert Vaughn (Solo) e David McCallum (Illya)

O seriado foi criado por Sam Rolfe, produzido pela Metro e exibido na rede NBC (entre os anos de 64 e 68) com 60 minutos de duração cada - durou 105 episódios em um total de 4 temporadas (a primeira foi a única em preto e branco).

Os primeiros episódios tiveram a contribuição de ninguém mais e ninguém menos do que Ian Fleming (o criador de James Bond) - ele trouxe aspectos de humor, como forma de parodiar os romances de espiões. Além dos instrumentos mirabolantes (típicos de sua maior criação de referência) a agencia recrutava pessoas sem habilidades específicas para que a audiência pudesse entrar na história. Foi exibido por aqui, logo no início, na extinta TV Excelsior (Canal 9) de São Paulo.

As siglas U.N.C.L.E. significam: "United Network Command for Law and Enforcement" (Rede de Comandos Unidos de Lei e Aplicação). Uma referência indireta a sigla comercial das Nações Unidas (UN) - os produtores se preocupavam deixar uma nota de agradecimento à U.N.C.L.E no fim dos episódios para disfarçar tal semelhança. 


--EXTRAS--
MEMÓRIAS DA SESSÃO
[Atualizado em 13/09/2015]

Eu acordei com um pesadelo, uma previsão de que algo iria acontecer, mas a notícia chegou de maneira "sarcástica". Eu tentei entender o que deveria ser e, Meu Deus, o que fiz para merecer isso? Desculpem o palavrão mas: Tantos filhos da puta fazendo merda no mundo e por que eu que quero fazer algo construtivo ? Fiquei tenso. 

Assim que eu estava saindo do expediente, falei com o meu amigo, O Gigante Guerreiro Daileon, sobre os nossos projetos, e de repente uma ligação tocou, a incessante musiquinha do celular soou - para meu desespero (já que eu havia colocado pra vibrar mas ele persistia em fazer barulho), ainda bem que não havia ninguém, mas logo pensei: "- E se tivesse ? " 

Saí rapidamente, e o telefone voltou a tocar (curiosamente não costuma ter sinal por ali), perto de um orelhão eu atendo - daí recebo umas mensagens desesperadas de que não estão conseguindo ligar pra minha casa - como me disseram a situação praticamente "me obrigando", eu fui testar e as coisas estavam exatamente como eu havia avisado diversas e diversas vezes (mas ninguém me ouve, né ?). Mesmo assim, segui em frente, não podia perder a cortesia por causa de um desespero que poderia ter diversas formas de resolver sem necessariamente eu estar lá.

O dia foi mais tenso, devido a essa ligação, voltei a ver alguns amigos e mais alguns outros rostos. A fila pra sessão tava grande agora, O Marcus gravava com o Marcio o seu programa para a Web, o "Gordinho Feio e Careca" sobre o pré-lançamento do filme. No banheiro eu vi um amigo de uma amiga minha do mundo cosplayer - a cumprimentação foi meia fria, da parte dele, nem chegou a olhar, passou batido e foi. Fico pensando se "- E se eu fosse aquelas mulheres que ele costuma tirar fotos, ele daria atenção?" Ou se eu estivesse com uma delas ? Tá certo, tem vezes que sou mercenário também, dou mais atenção a mulheres do que homens. Tô reclamando do quê ?

Na tela escura, o Diogo escolheu o lugar para que pudêssemos sentar todos juntos. Daí veio o Luiz, o filho e uma amiga sua (muito maluquinha e falastrona também), ela até se espantou por tê-la reconhecida pelo nome "-Eu não tô devendo nada não, heim?" ela brincou; Luiz e Diogo riram; - "Essa foi foda!" disse o Luiz. P.S. Com tanta marcação que ela recebia no Facebook, era impossível passar despercebido - eu até ia dizer isso, mas deixei pra lá (risos à parte).

O Alan Barcelos realiza mais um sorteio - com organização do Nível Épico e apoio da Warner "- Mais uma vez estamos aqui...!" ele disse. O mais engraçado é que eu estava sentido "- E se eu ganhar ?", todos olhavam para a numeração das suas cadeiras. Os ganhadores teriam que tirar uma foto com os apresentadores; o resultado sai e o Diogo ganha - o número 10. Eu olho pra minha cadeira e.. JESUS! Eu era o número 11.  Caramba, a sorte passou naquele dia meio "azarado", mas a felicidade foi do Diogo por ganhar um DVD que ele queria. Uns da platéia meio que coravam: "-Marmelada !" talvez por um tipo de ironia meio azeda. 

Apesar de estar procurando me divertir e estar atento ao filme o celular tocou na sala escura e tive que desligar - "-Desliga o celular!" disse o Diogo ao lado. O chato, que não gosta de ficar no vibratório, teve que ser desligado para "calar a bendita boca eletrônica". 

"-Muito foda!" disse o Luiz. A galera curtiu o filme e comentou no final. No corredor, o pessoal ficou um tempo lá conversando, sugerir de tirar uma foto em frente aos cartazes. O meu celular não conseguia tirar fotos nem por um decreto, e nem fazer vídeos dos bastidores, sempre reclamando de falta de espaço, tive que excluir umas fotos e vídeos contra a minha vontade para liberar. Fui no banheiro e procurei voltar rápido para não perder o pessoal de vista e perder aquela chance. Então uma moça estava parada ali, eu ia perguntar e "-Ela tá no celular" disse o Diogo. Então a amiga do Luiz tirou uma foto pra gente e logo depois uma moça do Cinemark ajudou a tirar a foto de todo mundo junto. 

Saindo, a galera continuou andando calmamente e conversando, de repente recebi novamente a ligação, mal eu escuto e já comecei a receber insultos pelo telefone por parte de familiares (me ameaçando jogar na rua, retirar a casa.. coisas assim) - então eu sai, descendo tudo muito rápido, tremendo, tenso, tentando me controlar, e procurando me despedir de cada um que aparecesse (disfarçando o nervosismo) e o pior, orando muito.  Tive que me despedir de todo mundo no desespero - no fundo, no fundo com muita raiva também. Tentei pegar um táxi, já que o ônibus demorava séculos, mas o taxista não sabia nem chegar em casa (o que fizeram com esses taxistas de hoje? Só aspirante na rua? Depois reclamam dos aplicativos que facilitam o cidadão). O Taxista então me liberou e o ônibus, graças à Deus, chegou na mesma hora. 
Pode parecer que não, mas eu estava super tenso nessa foto (meus lábios tremiam o tempo todo)

Fiquei sentado ali, sem me dar conta da garota bonita do lado, estava tão tenso com as duas mãos e com os olhos fechando e abrindo durante a viagem (tenso a ponto de nem encostar na cadeira ou sentir sono, só queria chegar e ao mesmo tempo com medo do que eu poderia ver ao chegar). Desci com as pernas tremendo bastante do veículo, a ponto de quase cair, sai correndo, a chave não ajudava e então deixei aquela merda do jeito que tava (já que não ajeitam) e quando eu cheguei, aquela agradável luz que me deixou apenas com vontade de chorar de alívio, mas de chorar e sentir raiva porque não me ouviam de que não era nada demais. 


Cartazes




Ficha Técnica
Título Original: 
The Man from U.N.C.L.E.
Direção:
Guy Ritchie 
Duração: 
116 Minutos
Gênero: 
Ação
País: 
E.U.A.
Sessão Acompanhada: 
21:00 - Cinemark Botafogo (1/9/15 - Pré-Estréia)

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