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sábado, 29 de julho de 2017

[Papo-Cabeça] Vamos Falar de Abigail - O TAMANHO IMPORTA

  

Kolin, ED e agora, Abigail, estão trazendo elementos novo ao sangue da série. Certamente, nesse ponto, a Segunda Temporada está excelente, melhor do que a Primeira – que se iniciou sendo um repeteco comercial de Street Fighter IV (para não assustar os Nutellas logo de cara chegando só com novidades) e melhorou gerando surpresas mais pra frente trazendo Karin e R.Mika, ambas esquecidas na série  até mesmo em cruzamentos entre empresas rivais e universos – apesar de Karin ter aparecido em algumas, em casos raros, como jogável ou apenas fazendo ponta.

Provindo do título paralelo, Final Fight, Abigail é o mais novo personagem da segunda temporada de Street Fighter V para a irritação dos Xiitas e Nutellas.  Genérico no jogo de origem, aderiu a reformulação para ganhar características que sejam notáveis assim como os outros lutadores já conhecidos – e até os não conhecidos – no título em questão.

Como um antagonista (Abigail era o penúltimo chefe de Final Fight) é coerente que ele deveria adotar características que ainda não foram exploradas até então no game – ser grandalhão e assustador frente a outros brutamontes, como Zangief. “ - Se não for assim, nem quero!” já dizia aquela frase. CAPCOM fez tudo certinho com o personagem – sem deixar de transcender o seu visual para o caricato, para que não perca  a comicidade que é o ar familiar dos títulos da série.


A pior arte de fã que eu já vi foi a que testemunhei compartilhada a torto e a direito em comunidades de jogos de luta no Facebook. O fã que o redesenhou não compreendeu o espírito original da reformulação do personagem – apenas realizou mais do mesmo, mesclando o que já existe de outras artes e redesenhou Abigail compreendendo o visual clássico. Porém, a versão oficial é tão original quanto – já que o que um torna antagonista único não é só o tamanho como a expressão cômica da aparência, isso é justificado pelo seu Modo História.

O Modo História, geralmente curto para apresentar todos os personagens, é importante lembrar que não se trata de um Modo Arcade ou um Modo História Geral. Abigail, como um personagem estreante e quase figurante na série, obviamente não teria um tipo de trama profunda ou tão importante assim que transforme toda a série.

A maneira como conduziram a aventura de Abigail no game parece ridícula, mas a ideia era exatamente essa desde o começo: a começar, principalmente, pela maneira como ele é apresentado - um grandalhão cheio de golpes desengonçados – e sendo um “filho menor” da família dos Hugo (um dos principais antagonista de  Final Fight que também passou pela série) era inevitável que a sua participação na história seria reduzida a besteiróis para que todos compreendessem que o abominável Abigail era na verdade um...idiota! Isso mesmo.  Nós tivemos um herói idiota na série, Dan Hibiki, agora era a hora de termos um antagonista idiota e atrapalhado também – independente das comparações ou semelhanças com personagens de outros jogos. Não dá pra ser um personagem único em todos os pontos, todo mundo sabe disso, mas alguns fingem que não sabem. 

Pioneiro não só no tamanho, Abigail ainda possui a primeira música Death Metal como tema de um personagem na série. Numa análise prática geral, Jogar com Abigail demanda a paciência de um jogador de Dhalsim. Sendo grandalhão e com golpes pesados, sua vantagem deveria ser amenizada com a velocidade a fim de promover um equilíbrio natural que existe em qualquer jogo de luta ou de ação que se preze – até mesmo nos “Final Fight” da vida, nós tínhamos o equilibrado (geralmente o protagonista), o mais rápido (o personagem do meio) e o mais forte (e este costuma ser brutamontes, como o Abigail).  Seus músculos e força dos golpes aumentam no V-Trigger enquanto seu corpo fica vermelho (detalhe que lembra a forma de Zangief) e ele pode absorver ou rebater projéteis. Seu V-Skill pode simular uma espécie de parry - recurso que Ryu e Alex possuem herdado do sistema de Street III. 

Precisamos de algo novo, o problema é que alguns têm medo do novo – preferem falar mal do que compreender o motivo de sua origem ou da razão da obra – e se acomodar em ficar vivendo de reprises do que já existe em alta resolução.

As críticas negativas que alguns desinformados jogam pra cima do personagem ou para o suporte da CAPCOM são infindáveis. Geralmente  reclamando daquilo que Abigail veio mostrar ser em sua natureza que não fugiu ao tradicional do gênero dos notáveis: grandalhão, de estranha aparência e lento, apesar de forte. Críticas negativas e preguiçosas que infelizmente infestam dia após dia as redes sócias e que eu espero do fundo do meu coração que a indústria do entretenimento não dê atenção a toda essa bosta para que não se afunde ainda mais em termos de liberdade criativa.

1 Hit Combo :

Ulisses 8Bits disse...

Acho que uma das características da franquia Street Fighter foi sempre inventar e ousar, e até mesmo criar personagens sem sal contrastando com os clássicos e manjados. Essa liberdade é boa. As críticas negativas são boas também em certo sentido porque servem como um medidor para a empresa. Embora ela tenha liberdade criativa, o que é excelente, ela também possui uma relação com o "cliente" que em parte é medida via redes sociais. Em parte... É desse equilíbrio que a Capcom deve se manter como uma grande empresa. Mesmo não sendo tão importante quanto era na época do super Nintendo e arcades.

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