Em Destaque

sábado, 31 de outubro de 2009

Guia de Análises, Especiais, Arquivados e Prévias

NESTE TÓPICO


Apresentação
Orientações

Análises
Arquivados
Prévias

*********

Apresentação

Acompanhem a relação de análises e especiais que foram feitos originalmente por mim desde meados de 2003 para a Internet, e suas respectivas fontes que foram citadas ou disponibilizadas.

Também está disponível na lista, matérias reproduzidas de outros autores e um espaço para citar prévias e arquivos que ainda não foram publicados.

Orientações
1 - Análises e especiais estão, na maioria, em ordens de lançamento.

2 – É possível que alguma publicação possa estar de fora e outros perdidos.

3 - O guia é uma espécie de menu para se orientar, mas nomes ou conteúdos de projetos prévios são provisórios e podem estar sujeito a alterações.

3 - Cada citação será apresentada nessa ordem:


TÍTULO
Gênero

Ano
Assunto (descrições relacionadas)



***********
ANÁLISES
Jogos


2003
Sonic The Hedgehog CD (Sega CD)
Power Athlete (Mega Drive)

2005
Sonic The Hedgehog 2 (Mega Drive)
Super Street Fighter II Revival (Game Boy Advanced)

2008
Rolling Thunder: A Série Completa (multiplataforma)
Mystic Defender (Mega Drive)
Batman (Mega Drive)
Street Fighter II The World Warrior (SNES)

2009
Street Fighter (Arcade. Feito originalmente como parte integrante da análise de Street Fighter Zero)
Street Fighter Zero (Arcade)
Michael Jackson ‘s Moonwalker (multiplataforma)

Filmes

2004
Fatal Fury 2 – O Desafio de Krauser

2007
Show de Vizinha
O Pagamento Final
007 – Cassino Royale
Filhos da Esperança
Robocop – O Policial do Futuro
O Ultimato Bourne

2008
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
Homem de Ferro
O Incrível Hulk
Max Payne
Speed Racer
007 – Quantum Of Solace

2009
Street Fighter – A Última Batalha (versão solo e atualizada do texto feito para o especial Produções & Adaptações - Capcom)
A Supremacia Bourne
Azumi
Contagem Regressiva
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Moonwalker
Street Fighter – A Lenda de Chun Li
Fatal Fury 2 – O Desafio de Krauser (revisado)
Michael Jackson ‘s This is It

Quadrinhos

2008
Batman - A Queda Do Morcego (com a participação de Bushiman Guy)
A Morte do Super Homem

Software

2009
Tutoriais para Informática# 1: Adobe Ilustrator CS4

Música

2009
MTV Video Music Awards 2009: o melhor e o pior


Projetos Especiais

2004
Faqs: Power Instinct (tradução dos faqs feito por vários autores e disponibilizado no gamefaqs)
Sonic 2: Tutorial para Bonus Stage (Mega Drive)

2005
Power Stone (os dois jogos do Dreamcast - incluíndo referencias ao anime)

2006
Flashback Series Volume 1: Time Traveler

2007
Capcom vs Data East: O FIGHT! dos tribunais (a tradução do processo de 1994)
Atores Digitalizados – Volume 1: Mortal Kombat

2008
Atores Digitalizados – Volume 2: Street Fighter
História dos Videogames Volume 1: Jogos Cancelados & Betas Testes

Os Primeiros Passos Do Street Fighter (1987 – 1994) (primeira versão da atualização do texto originalmente escrito por Darius Ross para a revista Star Games)

Os Primeiros passos Do Street Fighter (1987 – 1994) – Edição Estendida (versão atualizada do texto originalmente escrito por Darius Ross para a revista Star Games)

Entrevista com Yoshiki Okamoto – 1996 (atualização da matéria originalmente escrita e publicada pela Ação Games)

A Trilha Sonora De Streets Of Rage: Influências & Curiosidades Sobre A Composição (artigo que faz comparações à músicas que influênciaram a trilha dos jogos. Inclui também citações referente às matérias escritas originalmente pelos autores do blog Saindo da Matrix e do site Wikipedia)

Adaptações & Produções – Capcom (com análise de filmes, séries, quadrinhos e citações à obras originais da Capcom fora dos games)

Tekwar – Policial do Futuro (pequena compilação de curiosidades sobre a série protagonizada, escrita e produzida por William Shatner)

2009
Hologram ‘s Time Traveler (republicação revisada da matéria de 2006)

Projeto Vídeos (disponibilização de vídeos no canal do Youtube: tributos, pequenas divulgações e programas)

A Década do Tetra – Parte 1: Videogame na TV

Power Instinct: Faqs 2.0 – Edição de Colecionador (atualização da compilação Faqs: Power Instinct)

Participações Especiais



2005
Streets Of Rage 2 (Mega Drive. Análise idealizada em conjunto com Strider Tag, com a participação de Kamen Rider Heavy/ Heavy D! do Fighters)

2007
Indiana Jones And The Last Cruzade (Mega Drive. Mini-Análise dentro do tópico Treva Game criado por Andre Spike no Fighters)

Top 7: Melhores Jogos do Mega Drive (análise feita em conjunto com um grupo de autores de blogs e donos de site que elegeram 1 jogo favorito)


2009
Toy Story (Mega Drive. Mini-Análise que integrou um tópico especial feito por Grandpha no Retrobits, sobre jogos da Disney)

Jurassic Park: Rampage Edition (Mega Drive. Mini-Análise que integrou o tópico especial feito por Grandpha no Retrobits, sobre jogos com dinossauros)

ARQUIVADOS
Especiais

Street Fighter The Movie Game (Matéria de 2005. A ser publicado pelo Street Fighter Brasil)
SNK e os animes (Matéria de 2005. A ser publicado pela Ultracombos)

PRÉVIAS
Variados

Breve
Túnel do Tempo - A Lista Mestra

Revistas De Videogame: Análises da Ação Games, Super Game Power, Videogame e outras.
Sem Previsão
Recordando o Videocassete

Jogos

2010
Dead Or Alive 2: Limited Edition (Dreamcast)
Street Fighter IV (Nintendo)

Breve
Vampire - Darkstalkers (Arcade)
2 em 1: Street Fighter The Movie + Real Battle On Film (título provisório)
Street Figter III: New Generation (Arcade)
Kaiser Knuckle (Arcade)
Capcom Fighting Jam (Arcade)

Sem Previsão
História dos Videogames: SEGA Vs Nintendo – A Guerra Do Milênio
Sonic The Hedgehog CD (a versão de Sega CD revisada)
Sonic The Hedgehog 3 (Mega Drive)
Sonic & Knuckles (Mega)
Sonic Spinball (Mega)
Ecco The Dolphin (Mega)
Atores Digitalizados – Volumes 3, 4 e 5 (Pit Fighter, Mortal Kombat – Parte 2 e The King Of Fighters)
Street Fighter: The Interactive Movie (Saturn)
Demolition Man (3DO)
Global Gladiators (Mega Drive)
Robocop Vs Terminator (Mega Drive)
Cadlacs & Dinossaurs (Arcade)
The King Of Fighters 95 (Arcade)
Out Of This World + Flashback (sistemas à definir)
The Incredible Hulk (multiplataforma)

Filmes

Breve
Mortal Kombat - O Filme
Super Mario Bros – O Filme
Moonwalker (revisado)
Street Fighter II O Filme (versão solo e atualizada do texto feito para o especial Produções & Adaptações - Capcom)

Sem Previsão
A Outra Face
True Lies
007 – Permissão para Matar (a ser produzido com a participação de crpj18 do Uol Jogos)

Quadrinhos

Sem Previsão
Os Novos Titãs - O Contrato De Judas
Batman – Ano Um
A Morte de Robin
Séries

Breve
Street Fighter II V (versão solo e atualizada do texto feito para o especial Produções & Adaptações - Capcom)

Software

Breve
Tutoriais para Informática #2: Adobe Photoshop CS4

Música

Breve
Michael Jackson: O Show Man

Especiais

Novembro
Capcom vs Data East: FIGHT! nos tribunais (revisado do original Capcom vs Data East...)
O Mês do Dreamcast 2: Black Belt, Dural ou Katana? Apenas Dreamcast e SEGA
O Mês do Dreamcast 3: Fim da Trilogia

Dezembro
Conheça o Santuário

Breve
A Década do Tetra – Parte 2: Filmes de Jogos, Parte 3: Videogame na TV – Parte 2, Parte 3: Filmes

Breve
Cosplayers
A marginalização do nerd
Por que Street Fighter IV não é maior que Street Fighter II

Sem Previsão
História dos Videogames Volume 1: Jogos Cancelados, Betas & Raros (atualização), Volume 2 (possívelmente): A Era do Fliperama
Arquivos Confidencial#3: Filmes Cancelados
Entrevista com Cristiano Gualda
Ryu ‘s Collection - A Coleção Analisada

Locais que foram citados trechos das publicações presentes neste guia ou disponibilizadas na íntegra (além deste blog):

Santuário do Mestre Ryu (Versão Yuyu Hakusho por Miaka Chan) – Fighters – Portal Versus – Cosplay Brasil – Cosplay Online – Retrobits – Outer Space – Ptfighter – Revista Monet (blog) – Ultracombos – Game World – Score Track – SCI FI do Brasil – Dead or Alive Online – Nes Archive – Street Fighter Animes – Street Fighter Brasil – Wikipedia - UOL Jogos – Players - E muitos outros (nacionais e internacionais)

Um forte abraço e agradecimento a todas as pessoas que leram ou contribuíram, fornecendo hospedagem, informações, críticas, sugestões ou elogios para todos esses materiais.

E aguardem pelos próximos.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Michael Jackson 's This Is It

NESTE POST

Crítica: Michael Jackson 's This Is It
SOMENTE PARA OS FÃS

Extras
Bastidores:
This Is It (Cobertura do Fantástico - TV Globo)

********************************************



Crítica: Michael Jackson 's This Is It

SOMENTE PARA OS FÃS
(This Is It, 112 min, Documentário Musical, EUA, 2009)

O astro, o seu pré-concerto e um trecho do topo da forma



This Is It... É Isso.. esse é o momento. Este material que virou filme é consequente do triste incidente o qual não se precisa mais lembrar. Assim como Michael acreditava, o que importa é a alegria da música - para fugirmos das mágoas do mundo real. Só os fãs entenderiam melhor isso - que outro ser além deles?

O Homem Que Você Não Conhece
, texto que descreve o slogan do cartaz nacional do filme, é direcionado também aos que acabaram por apenas se concentrar nos escandalos envolvendo este artista pop nos últimos anos - que de certa forma apagou a imagem de gênio que esse cara construiu ao longo dos anos, nos encantando por várias décadas e em diferentes fases.



This is It abre com um depoimento emocionado de alguns artistas que o acompanharam nessa grande aventura, mas o filme corta logo pra ação - uma explosão de música e criatividade astronômica ao longo de vários e vários blocos, sendo cortado raras vezes para as pequenas pausas de bastidores - além dos depoimentos, uma demonstração dos profissionais a serem selecionados para acompanhar Michael (os talentosos dançarinos e músicos que possuem todo aquele preparo físico), mostrando também a sua relação com a equipe, com a sua rígidez e serenidade, de uma forma equilibrada. Para empolgação dos fãs, serão apresentados um compacto diversificado e bem editado, apresentando a peformace do pré-show de Michael em diferentes momentos de uma mesma música.


Os grandes destaques vão além da peformace de Michael Jackson, que até poderia lhe render uma indicação a prêmios importantes pela sua atuação. A herança deste grande astro indescritível do pop, nos reserva (a nós, fãs) impressionantes apresentações em vídeo de seus grandes hits (que vai agradar, ou embasbacar, a todos que curtem essas músicas) que contam com uma apresentação em 3D de Thriller, parecendo uma releitura misturada com o videoclipe Ghosts, um filme de Smooth Criminal, alternando entre edições que apresentam cenas do filme Moonwalker e um clássico dos anos 40, Earth Song surge com um vídeo caótico sobre a natureza e They Don't Care About Us entra no espetáculo parecendo fazer referências a um determinado capítulo da série Star Wars. Através de toda essa dinâmica, ficamos conhecendo (ou relembrando) o Michael cult - que faz você se impressionar e dançar junto.


Infelizmente não pude me concentrar psicológicamente e espiritualmente nas descrições que abrem o filme, graças a molecada infernal - geração Timberlake - que fazia um certo barulho na sessão. Mas a mensagem que se traz no fim, é aquela a qual Michael Jackson sempre defendeu, e que todos nós fãs sabemos: proteger o mundo e trazer a paz e o amor através da sua arte. A seção termina e começam os créditos, a molecada ovaciona em bando.


O que é bom saber que, apesar de haver arruaças que o zombam, eles também são capazes de respeitá-lo através de sua obra. Uma salva de palmas mais do que merecida ao maior rei do pop de todos os tempos - que mostrou também ser um artista completo. E não há o que falar mal dele.


Comparado a todo o potencial de Michael, este é apenas.. isto - um apretivo do concerto que iria vir, com pequenos trechos de ensaios, momentos de bastidores e rápidas apresentações de vídeos (que mesmo assim impressionam, apenas pelo toque).


Em momentos faz você pensar em como seria aquele momento ou outro em uma apresentação completa. Talvez até imagínavel - dentre pensar uma carambola de coisas - pelas surpresas que este grande Peter Pan poderia nos reservar no futuro.
E o final acaba dando um gosto de quero mais, simpesmente.. é isso. Mas um entretenimento satisfatório.


Para aqueles que esperam algo além de um documentário músical sobre os ensaios, pode ir tirando o cavalinho da chuva (É isto, mesmo). Em determinadas situações, soubemos até demais sobre a vida de Michael, em outros, nem sempre o necessário, pelo mesmo já ter sido sempre reservado com a sua vida privada e zeloso com sua família - abrindo portas para a construção de comentários absurdos dos diversos tipos. Mas este material, dedicado aos fãs, é mais uma prova viva, e atualizada, sobre a sua maior paixão e dedicação - a própria profissão.
OPA! O rei do pop avisa: Não se esqueçam de ficarem até o fim dos créditos (é só mais uma surpresinha)
Cotações
Chuta Que É Macumba Faltou Rítimo Pegue Sua Pipoca
Calçada Da Fama Rumo Ao Oscar


Extras


Bastidores: This Is It (Cobertura do Fantástico - TV Globo)



Agradecimentos: beakinho ( http://wwww.reidopop.com )

Ficha Técnica

Título Original: Idem
Direção: Kenny Ortega
Gênero: Documentário Musical
Lançamento: 28 de Outubro de 2009 (Pré-Estréia)

País: EUA

Elenco:
Michael Jackson, Kenny Ortega, Alex Al, Nick Bass, Michael Bearden, Daniel Celebre, Mekia Cox, Misha Gabriel, Chris Grant, Judith Hill, Dorian Holley, Shannon Holtzapffel, Devin Jamieson, Bashiri Joh

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Mês do Dreamcast





Eu sei que passou Setembro, passou quase o Outubro inteirinho e nada de uma homenagem a este grande console que faz aniversário de 10 anos no dia 27 do próximo mês no Japão (originalmente essa postagem especial seria feita em Novembro).
Discutir sobre qual videogame é o melhor (entre Nintendo e SEGA ou Sony e SEGA) é que nem discutir sobre futebol, então nem vou entrar muito no mérito. Mas a politica da SEGA com seus videogames sempre foi manter a linguagem de uma era pós-Nintendo. Uma linguagem reinventiva - como o de um jovem criativo que nunca se repete. O Dreamcast procedeu apenas com alguns títulos que já faziam sucesso no Playstation - como Tomb Raider e Resident Evil.

Existem dois videogames que me marcaram bastante, e bem acima dos outros - um que me viciou e outro que me fez voltar a ser colecionador e jogador ferrenho de consoles: Mega Drive e Dreamcast respectivamente.

Esse mês também foi o momento do Último dos Moicanos da SEGA fazer aniversário em terras Brasileiras (foi um sabado 10 - para efeitos de trocadilho).
9 de Setembro foi a sua data de comemoração nos EUA. Quem acredita em numerologia, o número 9 pode ser considerado um número de sucesso, ou marcado por grandes tragédias, como aconteceu com os integrantes da banda Inglesa Beatles e o 11/ 9/ 2001.

A recepção do Dreamcast nos EUA foi satisfatória, com a sua campanha agressiva - a ponto de distribuir o aparelho aos artistas no MTV Music Awards 1999.

14 de Outubro de 1999 foi a vez dos Europeus, que sempre consideraram os videogames da SEGA a sua principal preferência, comemorarem.


Os Melhores Jogos do Dreamcast
Alguns dos jogos que marcaram presença no videogame.

1 - Shenmue
(2000)

Esse não tinha como não ficar de fora, não é? O melhor jogo já feito pela SEGA, talvez o melhor já produzido de todos os tempos. A revista Famitsu publicou recentemente uma lista a continuação de jogos mais esperados pelo japoneses, e não deu outra, Shenmue quase encabeça a lista, ficou em 2ª, perdendo pra Sakura Wars (Sakura Taisen). Logo os Japoneses que sempre ignoraram a SEGA. Como isso?

Ele também recebeu um prêmio especial, num evento da Nintendo (acredite se quiser), de jogo inovador.

De certa forma, Shenmue foi uma franquia injustiçada, mas não mais que o Dreamcast - o seu sistema piloto.

2 - Soul Calibur
(1999)

Foi um tempo de revolução e também o tempo de Soul Calibur. Uma evolução significativa do clássico Soul Edge. Jogo de luta que agrada até a quem não é fã do gênero.

Outros que seguem essa expressiva evolução também contam com títulos como Dead Or Alive 2 (com melhor dinâmica na jogabiliade que seus antecessores; e animações com expressão facial - é também considerado o mais equilibrado da série) e Project Justice (continuação do célebre Rival School - com opção de criar personagens na versão Japonesa e a qualidade gráfica ).

O sucesso de Soul Calibur resultou em uma saga seguida por Soul Calibur II, III e IV para os consoles posteriores.

3 - Capcom vs SNK: Millenium Fight 2000
(2000)
O título marca presença pelo mega encontro de duas empresas rivais no ramo dos jogos de luta: Capcom e SNK. Inicialmente Capcom vs SNK: Millenium Fight 2000 se chamaria SNK vs Capcom (a exemplo de Marvel Vs Capcom), mas, pelo que parece, o jogo estava ficando com uma jogabilidade muito mais parecida com os jogos da Capcom e o título acabou sendo modificado (definição tirada de acordo com as imagens de sua versão beta, divulgada pela revista Famitsu e a Super Game Power). Os gráficos alternam entre poligonais e 2D, com uns efeitos de zoom.

Outro destaque também é o jogo Marvel Vs Capcom 2 - favorito até hoje por campeonatos mundo a fora.

Capcom Vs SNK ganhou uma continuação em 2001, que se saiu tão bem quanto o primeiro - mais um que ganhou conversões para outros consoles.

4 - The King Of Fighters 1999: Dream Match
(1999)

A série de adaptações ou exclusividades caseiras de The King Of Fighters (ex: Playstation, Saturn ou Neo Geo), também marca com a presença de alguns extras. Essa versão Dream Match é o upgrade (ou atualização, se preferir) da versão KOF 98: Slugfest dos Arcades da SNK. Para a felicidade dos Kingmaníacos, KOF 1999 é tão bom quanto o original, além de trazer extras exclusívos. Mescla as idéias de KOF: Kyo (com a apresentação em Animê) e de conversoes de consoles anteriores que traziam uns extras pra compensar as limitações. O que é mais legal ainda é contar com a opção Languagem > Portuguese, pra você poder ler todas as descrições dos lutadores ao fim das batalhas exatamente como nos fliperamas.

KOF 99 ganhou o mesmo trato em 2000, com novos extras que vão desde extra strikers a aumentar o potencial deles, recebendo o título de KOF 99: Evolution.

Outra conversão de destaque é o Marvel Vs Capcom 1, a única igualzinha ao Arcade.

5 - Sonic Adventure
(1998)
Um dos primeiros títulos do Dreamcast compensa a falta que o Sega Saturn (console anterior da SEGA) teve ao não haver literalmente um Adventure 3D com o ouriço mascote (que um dia foi apresentado como porco-espinho). Agora Sonic tem olhos azuis e o seu arquiinimigo mortal, Dr. Robotinik, é (re) conhecido como Dr. Eggman.

Uma releitura das aventuras do Sonic com uma história que explora melhor os personagens a sua volta. O jogo alterna entre quebra-cabeça e zonas de ação, aonde é possível jogar com outros personagens além de Sonic. Ganhou uma continuação depois, com maior pirotecnia, sem os ambientes de exploração, e dinâmica - a possibilidade em escolher entre heróis ou vilões. Tempos depois foi anúnciado um terceiro jogo (Sonic Adventure 3) para os consoles posteriores, mas a própria SEGA achou que o jogo não teria uma produção com a mesma dimensão de seus anteriores e decidiu mudar o título para Sonic Heroes.


Uma Reflexão ?
Como eu disse antes, o Dreamcast já completou 10 anos no Brasil e está prestes a completar 11 no Japão - numa linha seguida por grandes lançamentos e grandes lembranças a todos que se divertiram, ainda se divertem ou pretendem (sonham) ter esse aparelho desde seu lançamento. Mas aí vem uma questão muito importante que quero descrever aqui: essa linha que vem desde seu lançamento até ser deixado de lado pela indústria, não quer dizer que seja precisamente a vida e a morte deste sistema, uma obra só morre na mente das pessoas.

O Atari marcou com o PAC-MAN, a Nintendo marcou com o Mario e a SEGA marcou com o Sonic. O Dreamcast é como o bambolê, a amarelhinha e o jogo da velha. Isso serve para qualquer outro videogame ou obra de lazer.

A questão é que se a criança, mesmo que só exista dentro de nós, joga seu brinquedo fora e busca esquecê-lo, ele desaparece do seu cotidiano, de alguma forma. Videogames não têm linha de vida, eles não vivem ou morrem, apenas são lançados e depois deixados de lado pela indústria ou do cotidiano de uma pessoa.

Vida e morte tem um peso muito forte para serem usadas apenas sobre um objeto. Elas deveriam sempre, e obrigatóriamente, ser direcionadas a uma linha vital de um ser vivo como argumento.


P.S. Aguardem que haverá mais debate sobre esse console da SEGA no próximo mês. Anotem no caderninho (ou bloco de notas, se preferir).

domingo, 25 de outubro de 2009

Fatal Fury 2 - O Desafio De Krauser (Revisado)


NESTA POSTAGEM

CRÍTICA: FATAL FURY 2 - O DESAFIO DE KRAUSER
A OBRA PRIMA DA TRILOGIA

EXTRAS
PONTOS CURIOSOS

FICHA TÉCNICA
VIDEOCLIPE
ZI:KILL - CALLING (MÚSICA DA TRILHA SONORA)

*****************






Crítica: Fatal Fury 2 - O Desafio de Krauser



A OBRA PRIMA DA TRILOGIA
(Battle Fighters Garou Densetsu 2 - The New Battle, 1993, 45 min, Jap)



Mai Shiranui, a fogosa heroina, em cena


É o segundo OVA baseado numa das série de games de luta mais famosos da SNK e que obteve uma grande repercusão no mundo dos animes (2 OVAs para a TV e 1 filme para o cinema). A história dá continuidade à saga de Terry, Andy e Joe, o trio principal da série de games. Baseado no segundo jogo da série, o OVA conta também com a participação de outros personagens, mesmo que numa ponta. Billy Kane faz uma curta aparição no ínicio do OVA – durante a cena de um bar. Cheng Sin Zan surge patrocinando um torneio de artes marciais em que Joe e Big Bear participam. Geese está refugiado numa caverna. Kim Kaphwan encara Terry numa luta no porto. O boxeador Axel Hawk tambem aparece lutando contra Terry em um bar. Mai Shiranui é uma das protagonistas desta aventura ao lado do trio original. O toureiro Laurence Blood é o capanga de Wolfgang Krauser que é rapidamente derrotado por Andy Bogard

A história começa apresentando o vilão Wolfgang Krauser, o herdeiro de uma família de aristocratas Alemãs, que vai ao encontro de seu meio irmão Geese para saber o nome de quem o derrotou, e descobre que seu nome é Terry Bogard – o lendário lobo solitário. Krauser, interessado no potêncial de Terry, vai ao encontro dele para desafia-lo para uma luta. Enquanto isso, Terry esta trabalhando como estivador em um porto, mas, pelo que se percebe, está um pouco afastado das lutas. Neste momento, ele acaba conhecendo o jovem Tony, um garoto que sonha em ser seu discípulo, e encara Kim numa luta. Correndo pelo dojo de Jubei, surge Mai Shiranui que como sempre esta à procura de seu amado Andy Bogard, mas Andy ainda esta preocupado em reencontrar o seu irmão Terry para desafia-lo a mais um combate, enquanto Mai insiste em se casar com ele. Rodeado por tantos desafiantes, Terry acaba conhecendo o sabor amargo de uma humilhante derrota nas mãos de Krauser em plena escuridão e chuva na frente de seu pequeno admirador Tony, em meio ao silencio das ruas da cidade, chegando até a sofrer com estranhos pesade-los logo depois, Terry desiste definitivamente de lutar e se torna um alcólatra decadente, recusando até a companhia do seu pequeno admirador e futuro discípulo. Mas com a ajuda de seus amigos, até mesmo tendo que recusar o pedido do espírito de sua amada Lilly (morta também por Geese), Terry reacenderá a chama vingativa do lobo solitário para a revanche.

Envolvendo mais ingredientes na dinâmica, Fatal Fury 2 explora muito bem o lado negro de um herói imbatível, que nem sempre precisa seguir essa risca, isto só faz com que a história da saga do lobo solitário se torne ainda mais carísmatica, trazendo os elementos mais divertidos e satisfatórios ao publíco da animação japonesa, com um certo humor, ação intensa, e moderna, das artes marciais. Há a exploração emocional dos sentimentos dos personagens (inclusive Terry), além de contar com um vilão cruel, que no fim é um espelho do lado negro da humanidade. Sua animação é espetacular, e esta muito superior ao primeiro OVA, visual bem claro e bastante movimentado, destaque para as lutas de Kim vs Terry e Krauser vs Terry.

Mai e Andy tambem contam com cenas impagáveis de humor. Joe é um personagem um pouco mais sério do que no jogo de origem, enquanto Andy é o grande bobão da história (determinadas mudanças que podem não satisfazer aos fãs do game). Outros dois destaques são a excelente trilha sonora, que combina bastante com o ritmo alucinante do OVA, e a excelente dublagem (com a presença de várias vozes famosas).

Fatal Fury 2 garante bons momentos e é a melhor da trilogia animada.

O desenho está disponível apenas em VHS no Brasil.

Cotações
Chuta Que É Macumba Faltou Rítimo Pegue Sua Pipoca
Calçada Da Fama Rumo Ao Oscar




EXTRAS

Pontos Curiosos

- Terry tem uma técnica de luta que não é utilizada nos games, essa técnica se chama Hakyoku Seiken Senpuken (traduzida como Soco Furacão na versão dublada), que aprendeu com Tung Fu Rue no 1ª OVA. Ele reúne a força emocional canalizada na Terra e gira no ar como um furação, curiosamente ele não usa essa técnica no Movie Fatal Fury The Motion Picture.

- O pai de Wolfgang Krauser no OVA possui uma similiaridade mais próxima do game em aparência física.

- A produtora NAS, uma das que produziram o OVA de Fatal Fury 2, tambem produziu outros animes famosos como Yu-Gi-Oh

- A versão VHS dos OVAs e Movie de Fatal Fury foi distribuída aqui no Brasil pela FLASHSTAR, que tambem distribuiu outros animes como a série de OVAS e o Movie de Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seya)

- Tommy, o garoto que quer ser disípulo do Terry, tem uma certa semelhança com Rock Howard, personagem que apareceu em Garou Mark Of The Wolves alguns anos depois. Ele é orfão de pai, porém, não é de mãe; alem de ser destemido e meio rebelde.

- Na luta entre Kim Vs Terry no porto, Terry desfere um golpe aéreo bem semelhante ao Power Dunk de Fatal Fury 3: Road To The Final Victory.


Ficha Técnica
Título Original:
Battle Fighters Garou Densetsu 2 - The New Battle
(バトルファイターズ餓狼伝説2)


Direção: Kazuhiro Furuhashi
Roteiro: Takashi Yamada
Produção: SNK/Fuji TV/NAS
Gênero: (Desenho/OVA/ Shonen - Ação/ Drama)
Estúdio de dublagem: Dublavideo
Exibição no Brasil (TV): Rede Manchete (programa U.S. Manga)
Lançamento: 31/07/1993


Maiores detalhes em: Anime News Network



Videoclipe
ZI:KILL - Calling (música da trilha sonora)

Caiu na rede: Conheça o vilão de A princesa e o Sapo

A princesa Tiana. Primeira foto a ter caído na rede


A princesa e o Sapo (The Princess And The Frog) é o novo desenho da Disney que está dando o que falar por dois motivos: Primeiro, por ser a volta dos estúdios aos desenhos 2D; segundo, por contar com uma princesa negra como protagonista pela primeira vez.

Saiu agora algumas informações do vilão da história, Dr. Facilier.
Veja a imagem abaixo:

É ou não a cara do Ronaldinho Gaúcho? Ligeiramente parece. Concordo com o Rafael Pereira, colunista do site da revista Época.

Cenas do vilão em ação, em meio às sequências do novo desenho e bastidores, com depoimentos dos diretores Ron Clements e John Musker (Aladdin) , também caíram na rede. Confira:


Será que em meio a essa era de refilmagens ou retomadas de antigas obras, a Disney retorna aos seus estilos de longa metragens misturando musicais? Bom, devido ao desgaste de suas últimas produções que seguiam esse estilo, não. Eu creio que não.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Street Fighter - A Lenda de Chun Li (Versão Sem Cortes)

NESTA POSTAGEM

UMA COMÉDIA DE ERROS
FICHA TÉCNICA

UMA COMÉDIA DE ERROS
(Street Fighter: The Legend Of Chun-Li, Ação, 96 minutos, Eua)
Falhas de produto e falta de apoio dos xiitas, comprometeram a chance de Street Fighter ingressar a sua carreira cinematográfica mais uma vez

Anunciado em meados de 2007, o filme procura explorar as origens da famosa personagem que dá nome ao título, num estilo de Batman Begins e um recente sucesso de bilheteria, X - Men Origens: Wolverine, aproveitando também o embalo do lançamento de Street Fighter IV (acompanhado de uma campanha agressiva e gerando muita expectativa).

Diferente do novo jogo do Street Fighter, o filme da Chun li não recebeu o apoio merecido por muitos gamemaníacos que trafegam pela Internet, mesmo com o site especial feito para o filme (veja aqui ), sendo muito mal aceito por diversas formas, como: por terem mudado o visual dos personagens e por terem modificado elementos da história, em especial, características que Chun li absorveu nos games, através de algumas adaptações bem sucedidas ou mais coerentes com o seu estereótipo. Mas, vendo por um lado, esses escândalos, por parte de um determinado grupo, acabam sendo até normal, quando modificam alguma natureza do personagem em uma adaptação cinematográfica, como é o caso do atual James Bond. O problema são os vandalismos em fóruns de discussão, por parte dos mesmos bagaceiros que adoram fazer jogo psicológico, discutindo sobre pessoas, quando o assunto é só sobre um FILME!! Triste, não?

A canadense Kristin Kreuk (ou o melhor, Lana Lang da série Smallville) faz o papel que dá nome a lenda que protagoniza a história. Pegou o papel logo depois que o nome de Jéssica Biel havia sido cogitado– atriz que já mostrou ter um bom físico para filmes do gênero (vide Ameaça Invisível e Blade Trinity). Tanto a senhorita Jéssica quanto a senhorita Krstin são boas atrizes, e alguns traços (mestiços) que poderiam lembrar SIM uma oriental. Kristin já havia declarado em entrevistas que não tinha mesmo a aparência fisica da personagem e emendou que também seria impossível encontrar mulheres chinesas com o mesmo porte que a personagem dos jogos.

Mesmo assim, Kristin Kreuk faz bem o seu trabalho, até que se sai bem encarando cenas de ação. Como a proposta do filme é se concentrar mais em atuações do que efeitos especiais, Kreuk apresenta uma Chun li intimidadora, interrogando maus elementos enquanto eles são espancados em meio a coreografias bem sacadinhas, além de ter espaço para algumas tiradas de sarro. Mesmo não mostrando tanta carne para compensar a formosura da personagem original, a Chun li de Kreuk é também sutil, tentando se aproximar das chinesas comuns (outros diriam, menos gostosas).
A exploração às origens, ou na personalidade da personagem, às vezes ousa em buscar novas qualidades, como em apresentar uma Chun Li em outras habilidades artísticas que não contam apenas com artes marciais, além de referências aos artworks oficiais, como uma seqüência em preto e branco que ela aparece treinando kung-fu com o seu pai num flashback.
Neal McDonough (que já foi dirigido pelo pistoleiro Dirty Harry, Clint Eastwood, em A Conquista da Honra, e pelo mago Steven Spielberg em Band Of Brothers e Minority Report) faz uma polêmica versão do ditador Mister Bison (ou M. Bison), loiro e terno, sem a tradicional roupa militar, com alguns elementos milenares de um guerreiro imperialista, no caso as ombreiras, puseiras e joelheiras de ferro. Personagem que já passou por diversas reformas, desde o ditador de uma organização criminosa ao vilão Hi-Tech das adaptações, que influenciou os jogos.

Na história adaptada, Bison tem um momento antológico muito parecido com o Bison de Raul Júlia no filme de 94, sem contar também com uma referência a maquete de uma cidade e do filme ser filmado integralmente em Bangkok. Apesar de trajes mais comuns e interesses mais capitalistas, a obsessão por grandiosidade é a mesma reencarnada nesse Bison meio paralelo. As habilidades psíquicas são deixadas de lado e o conceito dá mais espaço à teoria do espírito maligno, que lembram mais o destino dos personagens Gouki, Ryu e Ken nos jogos. Na prática, suas habilidades fiquem muito longe do poderoso Bison que conhecemos ou nos foi apresentado em outros momentos, como a capacidade de se regenerar (Street Fighter: A Última Batalha), mas é mantido a idéia de transferir corpos (Street Fighter Zero) ou a idéia de uma fonte ou armazenamento de energia (Street Fighter II V) - tendo até uma cena de mal gosto, relativa a um parto.

Michael Clarke Duncan (indicado ao Oscar por À Espera de Um Milagre) é a surpresa do elenco, ao ser escalado para ser Balrog. Assim como no jogo, é um lutador corrompido pelo crime organizado que age fora das regras de um ringue de boxe, usando todo e qualquer artifício sujo, até mesmo armas. Como o Balrog do jogo era uma espécie de paródia aos momentos decadência de Mike Tyson, o Balrog de Duncan é uma atualização disso. Uma espécie de Balrog que já nem mais é reconhecido por suas roupas tradicionais ou fama de boxeador.

A edição especial em Blu-Ray com 3 discos, lançado recentemente nos EUA, traz alguns minutos a mais de violência que não foram mostrados nos cinema. Aparecem cenas de cabeças arrancadas em bandejas, pescoços girados e sangue jorrando. Tal truculência chega a parecer, por vezes, um filme de terror ou até digno de um filme do Mortal Kombat. Sem contar as palavras obcenas e insinuações ao lesbianismo. A classificação acabou passando de 13 para 16 anos. É um filme com alguma boca suja e a violência presente em outras adaptações.

(P.S. Falando em censura, uma curiosidade é que, no primeiro filme, Van Damme, descendo pra uma caverna, fala: - tantos anos de treinamento para essa merda e outras palavras mais ou menos do tipo: - sua bunda me deve n meses, e aí o filme saiu da censura livre para censura 12 anos em algumas platéias. Até aí nenhum problema, já que os jogos sempre foram dedicados a um público pré adolescente pra cima - apesar de atrair, também, a criançada.)

Alguma narrativa mais detalhada é seguida em off (durante a trajetória da Lana-Li) que tenta descrever a aventura como um fábula. Mas elas são desnecessárias, não acrescentando em nada de conteúdo, dentro de um ambiente mais adulto que busca propor. A mensagem da história parte do ponto que, dentro desse universo, os personagens agem por instinto, como o ocorre com a relação entre Nash (Chris Klein –de Apenas Amigos) e Maya (Moon Bloodgood –faz uma personagem exclusiva), às vezes de uma maneira até bastante irracional - faltou mais inteligência na conclusão para desenvolver essa idéia- vide a falta de profundidade ou nenhuma preocupação em explorar a adversidade entre Nash e Chun-li (Kristin Kreuk), o que fica muito claro durante os 20 minutos finais, quando o fraco (e mal acabado) roteiro perde o sentido e se mostra com um pretexto nulo. Até o Nash de Chris Klein se torna robótico e finaliza a sua participação repetindo o boçal diálogo - Eu amo este trabalho.

Apesar do roteiro muito mal conduzido, cheio de excessos, furos, momentos que beiram o constrangimento ou aborrecem, o toque do diretor polonês, Andrzej Bartkowiak (Doom – A Porta do Inferno) na edição das lutas e cenas de ação, soam muito melhores que o filme de Steven E. de Souza, com aquele toque de artificialidade demasiada, visíveis falhas nesse quesito técnico, mostrando seqüências de luta de nível catastrófico, com objetos sendo demolidos pelo local, assim como em alguns jogos da série.


Sim, O Omelete estava certo. O filme da Chun li foi uma comédia (ou quase).

É o tipo de filme que se assiste querendo mudar um monte de coisas poder se sair bem melhor.


Quanto ao lançamento no Brasil para os cinemas, houveram diversos adiamentos no começo do ano, resultando na notícia de que o filme iria direto para DVD, assunto que circulou em meados de Abril. Segundo os contatos com Rodrigo Fante (Imagem Filmes), o motivo seria os lançamentos que poderiam garantir sucesso certo na temporada, como A Mulher Invisível, O Exterminador do Futuro 4: A Salvação, Star Trek e X-Men Origens: Wolverine, filmes direcionados ao mesmo tipo de público. A má bilheteria nos EUA também contribuiu para a decisão, o filme faturou apenas U$$ 4 milhões, com investimento de U$$ 50 milhões.
Algum tempo depois, a distribuidora entrou em contato para avisar que o filme teria voltado à grade dos cinemas para ser exibido em Julho/ Agosto (veja aqui), até que foi decidido, difinitivamente, que o filme entraria na lista dos lançamentos de locadoras no mês passado.

FICHA TÉCNICA
Título Original: Street Fighter - The Legend Of Chun Li
Gênero: Ação
Duração: 96 minutos
Produção: Hyde Park Entreteinement/ 20th Centaury Fox
País: EUA
Ano:
2009 (lançado em 27 de fevereiro nos EUA)
Direção: Andrej Bartkowiak
Elenco: Kristin Kreuk (Chun-Li), Rick Yune (Gen), Michael Clarke Duncan (Balrog) Taboo (Vega), Chris Klein (Nash), Neal McDonough (M. Bison), Josie Ho (Cantana), Moon Bloodgood (Maya), Edmund Chen (Huang) e Pei Pei Cheng (Zhilan)

Cotações
Chuta Que É Macumba Faltou Rítimo Pegue Sua Pipoca
Calçada Da Fama Rumo Ao Oscar


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Arquivo Confidencial #2: Roteiros Recusados ( Batman O Retorno)

Duas Caras e Robin em Batman O Retorno

Baseado na fonte: http://www.geocities.com/burtonsbatman3/intro.html

Existe um script que circula na Internet em que Harvey Dent entraria no lugar que foi concedido ao personagem Max Shrek (Christopher Walken).
Imagem
Marlon Wayans (Todo Mundo Em Pânico) também estaria no filme como Robin, embora Tim Burton não goste do personagem, ele na verdade não seria referido como Dick Grayson e sim como The Kid (Mais ou menos como aquele do Dick Tracy, lembra?). Sua participação seria pequena, logo após que o Batmóvel é quebrado por pinguim no filme. O seu nome verdadeiro seria mesmo Robin. Wayans tinha apenas 19 anos na época. Como alguns sabem, quando o diretor Tim Burton não gosta de um personagem ele modifica, então a idéia dele é que Robin seria um garoto negro e não se chamaria Dick Grayson. No roteiro de Daniel Water, Robin seria um esperto mecânico e fã de Batman.

O boneco que poderia caracterizar o Robin do filme:
Imagem

O script pode ser visto neste link (Em inglês): Batman Returns (early) by Daniel Waters

Arquivo Confidencial: Batman 3 & Mulher-Gato - Os filmes cancelados (Tim Burton)

Imagem

Bom, já havia comentado sobre o roteiro de Batman 3 de Tim Burton há um bom tempo nos fóruns. O mesmo assunto já havia sido copiado por membros de outras demais comunidades sem os devidos créditos. E, talvez até por uma mera coincidência, sites como o Judão e Jovem Nerd chegaram a comentar levemente algo sobre o assunto.

A versão que será disponibilizada aqui é mais estendida.

Atenção: O que vocês vão ler a seguir são supostos roteiros traduzidos e comentários pessoais, com base em fontes diversas sobre o que aconteceu no decorrer dos anos quanto as idéias de Tim Burton, na época em que esteve envolvido com filmes sobre o universo de Batman. A maioria das informações foram comprovadas oficialmente como verdadeiras, de acordo com pesquisas precisas. Sendo assim, vale como uma curiosidade para quem quiser saber:

O roteiro de Batman: O Cavaleiro Das Trevas
(Batman: The Dark Knight/Batman 3)

Texto Original: http://www.geocities.com/flaggaz/timburton.html
Tradução & Adaptação: Mestre Ryu

O filme que deveria ter sido feito no lugar do lixo de Schumacher. O capítulo decisivo da trilogia dirigida por Tim Burton. (Flaggaz)

Sipnose: A história principal centra na aposentadoria de Bruce Wayne. Quando dois vilões aparecem para ameaçar Gotham, o comissário Gordon é rapitado, e Batman recebe uma ajuda inesperada de uma versão feminina de Robin. Os inimigos do morcego são Duas-Caras (quem o culpa dos seus danos pelo àcido pelas mãos do chefe do crime Maroni) e o espanta pássoros conhecido como Espantalho. Tudo termina num assustador confronto de uma noite de Halloween, quando Bruce perde alguém próximo à ele. Um vilão iria morrer e outro seria aprisionado no Asilo Arkham. A cena final e teatral abre para uma nova introdução com a Mulher Gato.

Direção: Tim Burton
Elenco: Michael Keaton (Batman/Bruce Wayne), Jim Carrey (Espantalho/Jonathan Crane), Billy Dee Williams (Duas Caras/Harvey Dent), Winona Ryder (Robin/Carrie Kelly), Pat Hingle (Comissário Gordon), Michael Gough (Alfred Pennyworth). Adam West seria convidado especial fazendo um prefeito insatisfeito.

Notas do Mestre Ryu
(O roteiro de Batman 3, Tim Burton..?)

Com a presença de uma Robin girl, as referencias estariam mais uma vez próximas à série de Frank Miller (O cavaleiro das Trevas). Sem contar também com citação de aposentadoria, o que acaba tocando num ponto chave da série A Queda Do Morcego.
Também já existiram idéias de adaptar integralmente a série Batman: Ano Um (antes de Batman Begins), como citado na última resenha.

Uma curiosidade é que Pat Hingle, infelizmente, faleceu recentemente. Billy Dee Williams, para quem não se lembra, foi o Harvey Dent dos filmes de Tim Burton.










Wynona Ryder, a suposta Robin, é uma Batmaníaca e também foi uma queridinha de Hollywood e da geração MTV naquela época. O que poderia dar errado numa produção, ou na representação de um personagem, quando se escala alguém famoso e querido que entenda ou acompanhe o seu universo?

A única coisa estranha aí é o caso do Jim Carrey no papel do Espantalho, que viveu o Charada. A citação mais divulgada foi a possibilidade de incluir o Espantalho numa época após Batman & Robin. Uma das grandes discussões seria encontrar quem viveria o vilão. Um desses possíveis nomes que foram divulgados para o papel foi Jeff Goldblum (Jurassic Park, A Mosca). Na história, o Espantalho envenenaria Batman; e o Coringa (Jack Nichloson) até voltaria. A idéia seria para um quinto Batman, dirigido por Joel Schumacker. Mas, concordando com a fonte, realmente seria interessante se Burton e Goldblum estivessem trabalhando juntos em um Batman 4.

Quanto ao Charada, quem estava cogitado seria Robin Williams. Isso acabou sendo divulgado desde o momento em que o título Batman Eternamente foi anunciado durante a pré-produção. A história de Williams na franquia cinemaográfica de Batman é longa. Ele estava tentando uma vaga nos filmes do Batman desde a pré-produção em 1987 de Batman (1989), para ser o Coringa. Ele chegou a ser cogitado novamente em 2006 para ser o mesmo personagem em O Cavalaeiro Das Trevas de Chris Nolan, chegando a dar uma entrevista comentando sobre essa história no site IGN. Realmente foi interessante ver o Jim Carrey como o Charada, ele nunca havia interpretado um vilão antes (eu creio); Robin Williams também não, mas, em 97, chegou a fazer 2 para compensar a falta no seu currículo.

O engraçado é que esse roteiro chega a ser um pouco parecido com o de Batman Eternamente. Tommy Lee Jones entrou no lugar de Billy Dee, que teve seu contrato comprado pela Warner Bros. Não há provas de que Harvey Dent atuaria com o Charada em um terceiro filme dirigido por Burton, se houvesse. Mas Burton admitiu uma vez que adoraria ter usado o Duas Caras em um filme futuro. Segundo o diretor, se incluísse Charada em um de seus filmes ele seria o único vilão.

P.S.¹ Tim Burton foi o produtor executivo de Batman Eternamente aonde Charada e Duas Caras atuam lado a lado.

P.S.² Rumores também comentavam sobre o interesse de Joel Schumacker em escalar o vilão Espantalho para Batman 5 (caso ele ainda estivesse na direção da franquia). Schumacker esteve no Brasil em 97 para divulgar o lançamento de Batman & Robin, e numa entrevista à MTV ele admitiu que era fã de carnaval, e que abriria o quinto filme ao som de maracatus enquanto os heróis se vestem. É mole?

O roteiro de Mulher Gato (Catwoman)
Imagem
Texto Orginal: http://www.geocities.com/flaggaz/timburton.html
Tradução & Adaptação: Mestre Ryu

Sipnose: A vingadora felina de Batman O Retorno surge em sua carreira solo. Baseado no roteiro de Daniel Water. Selina Kylie se mudou para uma cidade deserta povoada quase que inteiramente por super heróis. Ela tenta se misturar, mas logo fica repugnada com a vagabundagem e a corrupção de outros malucos de costume. Quando os superseres do mal, conduzidos pelo capitão God, ameaçam a sua liberdade, Selina veste o manto colante mais uma vez. Batman & Robin provavelmente fariam uma aparição extra.

Direção: Tim Burton
Elenco: Michelle Pfiffier (Selina Kylie/Mulher Gato), George Clooney (Capitão God)

Notas do Mestre Ryu
(O Roteiro da Mulher Gato)

Uma curiosidade é que antes de Michelle Pfiffer assumir o manto da Mulher Gato, Annette Bening estava cogitada. Mas ela não pode atuar por causa da gravidez. Sean Young (Blade Runner) tentou de todas as formas a convecer os produtores do filme pra contratá-la, até mesmo chegou a ir a programas de TV vestida de Mulher-Gato e aparecer nos sets do filme.
Se Sean Yong fosse contratada, a Mulher-Gato do filme seria morena como nos quadrinhos. Digamos que o ponto positivo seria levado em consideração a aparência.
Com toda honestidade: Michele Pffifer foi muito bem como a Mulher Gato e eu não consigo ver nehuma outra fazendo melhor no lugar.

Essa história de haver um filme solo da Mulher Gato nas mãos de Tim Burton já circulava desde os tempos de Batman O Retorno. Eu presenciei as notícias quando as notas começaram a ser divulgadas em revistas como a Herói em meados de 1994/ 1995.

O único problema desse roteiro divulgado pelo Flaggaz é que, em comparação com as primeiras notícias, a idéia foi de que não haveria nem a sombra de Batman e muito menos a de Robin. A presença de super heróis na história soa bastante esquisita, já é dificil fazer um filme com um monte de vilões, imagine com um monte de heróis? É aí que eu temo o filme dos Vingadores.

O filme não foi pra frente devido as coisas não terem dado certo, até que Tim Burton desistiu.

P.S. O roteiro escrito por Daniel Waters em 1995 pode ser encontrado aqui: Catwoman by Daniel Waters

Agradecimentos
Flaggaz
E! Entreteniment Television
Adoro Cinema

domingo, 4 de outubro de 2009

Sessão Comemorativa (Estréia na HBO): Batman - O Cavaleiro das Trevas

ÍNDICE

Crítica: Batman - O Cavaleiro Da Trevas
- Barulheira Digna
-Ficha Técnica

Extras
- Ficha Técnica
- The Dark Knight, de Tim Burton (?)
-Papo - Cabeça
+O Cavaleiro Das Trevas x Batman (1989)
+O Cavaleiro das Trevas  x O Oscar 

***********************************

Crítica
Batman - O Cavaleiro Da Trevas

Barulheira Digna
(The Dark Knight, EUA, 152 min, 12 anos, 2008)
Depois de um ano comemorando o seu sucesso absoluto, ele finalmente pousa no hall de matérias da Sessão Crítica.

Tudo começa (ou recomença) com Batman Begins em 2005, mas não foi uma idéia assim da noite para o dia. Batman, que já estava se tornando a franquia mais rentável do cinema, baseado em uma história em quadrinhos, foi deixado na geladeira após o fracasso de Batman & Robin de Joel Schumacker em 1997.

A Warner Bros., que esnobava qualquer coisa relativa a Batman por um bom tempo, estava quase que prestes a fazer uma nova besteira com o projeto Superman Lives, que inicialmente seria dirigido por Tim Burton.

Levou alguns anos sem nada oficialmente confirmado, até que em meados de 2000/ 2001 os executivos da Warner começavam a se interessar num possível retorno triunfal de Batman aos cinemas com a adaptação de Batman: Ano Um. Outra idéia era de também adaptar O Cavaleiro das Trevas com Clint Eastwood interpretando um Batman mais velho e já aposentado das lutas contra o crime.

Prevaleceu a visão de contar uma nova história trazendo uma atmosfera longe das direções de arte coloridas e caprichadas, procurando se aproximar dos quadrinhos, e remontar personagens, aparentemente incompatíveis com um mundo real, com todos os seus estereótipos fora do comum. O resultado pode ter sido forçado mas, de certa forma, tem suas vantagens.

É impossível ignorar a tamanha coincidência dos novos filmes com os dois exemplares dirigidos por Tim Burton, entre o fim dos anos 80 e meados dos anos 90, e o quanto ele foi importante para construir a dimensão dos filmes dirigidos por Cristhoper Nolan.

Talvez, para muitos, o teor sentimental de Batman O Cavaleiro das Trevas esteja em buscar a representação de um tom mais depressivo ou mais adulto. O teor adulto pode ser compreendido na abordagem séria de sua mensagem final; quanto à violência, os inimigos não sangram e o Batman não se arrebenta tanto como nas seqüências finais do filme de 89 (sim, apesar de ser censura livre, contra a censura 12 de O Cavaleiro das Trevas, dava pra ver algum catchup).

Como nas quadrilogia de filmes anteriores (1989- 1992 - 1995 - 1997), uma das coisas que marcam O Cavaleiro das Trevas é o vilão. Jack Nichloson fez um Coringa muito mais próximo às HQs, tendo a sua maior característica: o sorriso. Além disso, mostrou-se tremendamente divertido, apesar do senso de humor macabro do personagem. Depois de Nichloson, ter um novo Coringa seria uma pressão alta de superação pelas eternas comparações com o filme de 89.

Se Jack Nichlson é insubistituível, incomparável e marcante, o Coringa é também um vilão tremendamente favorito na série em quadrinhos pela sua carga de coteúdo que poderia ser explorada de diversas maneiras, Nicholson o representou perfeitamente e isso é, de fato, indiscutível.

Para tratar da responsabilidade, foi escalado um exigente Heath Ledger, um grande talento da nova geração que se foi muito cedo. Ledger ficou por 1 mês treinando o personagem isolado em um quarto de hotel, e iniciou um diário escrevendo cada processo.

E não foi por menos, seu Coringa entra para o Hall dos melhores, lhe garantiu o merecido Oscar póstumo de Melhor Ator Coadjuvante, coisa que não acontecia desde 1976. É precisamente uma livre interpretação do próprio personagem, muito mais próximo a de um verdadeiro psicopata, sua atuação é bastante pertubadora, deixando bem claro o nível de complexidade. Se o Coringa de Nichlson parecia um demônio excrachado de divertido, o Coringa de Ledger é como um demônio mesmo e ponto final. Ambos ainda parecem passar algum sentimento, acima de toda a loucura, exatamente como o verdadeiro Coringa das páginas de revistas.

Cristian Bale nos apresentou um Batman versátil em Batman Begins, sua melhor atuação como o personagem, aqui ele não convence tanto com a sua voz “disfarçada”, notável em um momento de ambiente fechado, com apenas diálogos entre ele e o comissário Gordon, deixando notável alguma canastrice. Mas o ator ainda tem seus bons momentos, a melhor acaba sendo a explosiva sequência do interrogatório inspirado num trecho da HQ A Piada Mortal.

Segundo Nolan, o centro do filme seria Harvey Dent (Aaron Edward Eckhart), mas a sua presença não é tão marcante quanto deveria, apesar dos explosivos momentos finais, um de seus melhores momentos. Os documentários extras do DVD ainda apresentam algumas características mais próximas dos quadrinhos, pelo ambiente político, o que valoriza mais o personagem, aproveitando de uma maneira mais madura e mais coerente o conteúdo profissional e humano de Harvey num mundo real.


Maggie Gyllenhaal substitui Katie Holmes como a personagem Rachel Dawes. Troca de atores em cinesséries como Batman é uma coisa que incomoda, por já nos acostumar ao estilo do ator encarnando o personagem, mas acaba virando uma tradição favorável em outras, como a franquia 007. Rumores dizem que Katie foi substituída por Maggie devido a determinados escândalos que afetaram a sua popularidade e que poderiam afetar o filme comercialmente. A mulher de Tom Cruise é mais bonita, mas Maggie até que defende bem a personagem com a sua certa sutileza.

Além de bons personagens (ou não) defendidos por boas atuações e um bom roteiro, toda obra de ação do porte de Batman pede um visual caprichado e que encha os olhos. Se Batman Begins peocurava seguir uma certa semelhança do tipo Blade Runner, e acaba por ser seco e sem graça, O Cavaleiro das Trevas resgata toda a qualidade técnica da direção de arte perdida, sendo anos luz mais bonito que seu filme anterior. Os cenários são visualmente ricos, com belezas de uma cidade comum, além das variações de figurino do Coringa (destaque também para a maquiagem).


A fotografia já era uma vantagem visual em Batman Begins (Indicado ao Oscar), aqui há muito mais variações de iluminação, fora o detalhe de haver mais momentos diurnos, com seqüências de ação, e de pôr do sol.

Como um filme de ação, ele é digno, como um filme de Batman, ele é, apesar de tudo, exemplar - técnicamente amplo, um desenvolvimento cheio de surpresas e sequências pirotécnicas que dispensam a artificialidade. É aquele tipo de filme que merece ser visto diversas vezes para que toda as suas técnicas sejam apreciadas e compreendidas a cada dia mais.

Batman O Cavaleiro das Trevas será exibido nesta Segunda (dia 5) pelo canal pago, HBO, às 21 horas. Não percam.

Cotações

Chuta Que É Macumba Faltou Rítimo Pegue Sua Pipoca

Calçada Da Fama Rumo Ao Oscar
_______

Extras
________

Ficha Técnica
Título Original: The Dark Knight
Títulos Alternativos:
Batman Begins 2 Pré-ProduçBatman Begins 2
Ano:
2008

Direção:
Christopher Nolan (Amnésia, Batman Begins)


Elenco: Christian Bale (Bruce Wayne/ Batman), Machael Caine (Alfred), Heath Ledger (Coringa), Gary Oldman (Comissário Gordon), Aaron Eckhart (Harvey Dent/ Duas Caras) e Maggie Gyllenhaal (Rachel Dawes)

Sipnose

Após dois anos desde o surgimento do Batman (Christian Bale), os criminosos de Gotham City têm muito o que temer. Com a ajuda do tenente James Gordon (Gary Oldman) e do promotor público Harvey Dent (Aaron Eckhart), Batman luta contra o crime organizado. Acuados com o combate, os chefes do crime aceitam a proposta feita pelo Coringa (Heath Ledger) e o contratam para combater o Homem-Morcego. (Fonte: http://www.adorocinema.com/)
-
The Dark Knight, de Tim Burton (?)

Há alguns anos atrás o site http://www.geocities.com/flaggaz/timburton.html publicou uma notícia de um suposto Batman 3, que seria dirigido por Tim Burton.

Curiosidades: há também um roteiro de Batman o Retorno, oficialmente descartado, em que aparece Robin, como um mecânico, seria interpretdo por Marlon Wayans.
Dentre o acervo há também um suposto roteiro do filme da Mulher - Gato estrelado por Michelle Pfiffier. Maiores informações virão no próximo post.

-
PAPO CABEÇA
+
Batman (1989) x Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008)

ALGUMAS COMPARAÇÕES

Batman

(1989)
- Coringa é o responsável pela morte dos pais de Batman/ Bruce
- Batman utiliza a sua Bat-Nave para combater Coringa, que o chinga com palavrões
- Batman lança vários tiros com a sua nave e, neste momento, Coringa tira uma enorme espingarda do bolso e o retribui com um tiro certeiro que derruba a nave
- Coringa desafia Batman pela TV para um confronto final em Gotham, em meio a uma comemoração de 200 anos da cidade, preparada por ele.
- Coringa faz atentado contra uma autoridade em praça pública, com uma pena afiada.
- Coringa torra um mafioso em meio a uma reunião de outros chefões.
- Grande parte do uniforme de Batman é uma armadura
- A visão pessoal do diretor: Um ambiente gótico com direção de arte futurista.

O Cavaleiro das Trevas
(2008)

- Coringa mostra a mágica do lápis para alguns mafiosos
- Coringa faz algumas ameaças pela TV (ao estilo Bin Laden) e mata um sósia do morcegão.> Batman ameaça atropelar Coringa acelerando ferozmente com a sua Batmoto; Coringa manda acertá-lo, e descarrega a raiva atirando em veículos com uma arma. Batman bate com a moto.
- Grande parte do uniforme de Batman também é uma armadura
- O Batmóvel é semelhante a um tanque, visto também nas HQs de Frank Miller.HQ
- A visão pessoal do diretor: Atmosfera inspirada de filmes policiais como Fogo contra Fogo e dos anos 70.
+

O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight) x O Oscar (The Academy Awards)

Houve uma campanha insanamente massiva dos produtores em colocar O Cavaleiro das Trevas na lista dentre os 5 melhores filmes indicados do ano de 2008, além de campanhas para melhor ator e roteiro adaptado. Insamente porque O Cavaleiro das Trevas é sim um máximo, mas não serve para o Oscar, principalmente no quesito Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado.

 Vejamos, quanto ao roteiro, se unir o detalhado enredo de Batman Begins com a pirotecnia de O Cavaleiro das Trevas, seria sim um encaixe perfeito. Geralmente, os indicados a melhor filme, costumam apresentar forte identidade própria que o destaca não apenas no ano, como também ao longo dos anos. Como já foi comentado anteriormente, não é apresentado algum elemento que seja idealizado originalmente em O Cavaleiro das Trevas (e nem mesmo entre todos os filmes de Batman), mas sim uma qualidade de elementos que o realçam.

Além disso, filmes barulhentos definitivamente não entram nessas categorias, e se algum dia entraram, tomaram alguma zebra. Entre exemplos de alguns filmes estão Os Caçadores da Arca Perdida e O Fugitivo. Os Caçadores da Arca Perdida é uma aventura com elementos de fantasia e comédia, bem sobremesa, do mago Spielberg, perdeu para o favorito, Carruagens de Fogo, entre os finalistas.

 O Fugitivo é um filme policial, refilmagem de uma série de TV dos anos 60, que foi bem recebido na premiação com categorias de peso, como Melhor Filme, e ainda rendeu um Oscar de ator coadjuvante a Tommy Lee Jones, tendo também uma das melhores peformaces de Harrison Ford na carreira. Há outros grandes exemplos como Guerra Nas Estrelas (hoje é mais conhecido pelo título original, Star Wars) e O Poderoso Chefão, que foram grandes surpresas ao longo dos anos no histórico da academia.


Star Wars ainda mais, por figurar um completo filme de aventura ao naipe de Os Caçadores da Arca Perdida ou até mesmo O Cavaleiro das Trevas, por figurarem alguma linguagem de um universo imaginado, além de se tornar um exemplo de raridade que figura entre os filmes de Ficção Científica indicado ao Oscar principal. O Poderoso Chefão teve o primeiro e o segundo filme premiados como o Melhor Filme, mas apesar de cronológicamente ligados, O Poderoso Chefão 2 é um filme que pode se equilibrar sozinho, sem a necessidade que o expectador obrigue a assistir o primeiro, coisa que não acontece com O Cavaleiro das Trevas, que já é focado diretamente nos personagens caindo na Ação sem nenhuma antologia.

Titanic de James Cameron faturou 11 estatuetas e se tornou o segundo recordista, se igualando a Bem Hur (1959) e é também considerado como um barulhento filme catástrofe. O Senhor do Anéis foi ignorado nos dois primeiros filmes e foi contemplado no terceiro (..O retorno do Rei – 2003) com 11 Oscars, recorde num espaço de tempo muito menor entre Titanic e Ben Hur.

 Titanic, Ben Hur e O Senhor dos Anéis O Retorno do Rei fizeram o Oscar quebrar seu próprio tabu, coisa que raramente acontece, recebendo-os merecidamente como grandes filmes. Embora muitas dessas obras possuam conceitos em comum: o drama.

A carga de humanidade num filme fala muito mais alto quando o Oscar escolhe um favorito, seja ele indicado ou vencedor. Batman tem um perfil de herói mais moldado aos filmes de ação mais tradicionais, graças a eficiência de sua armadura, diferente de protagonistas de outras grandes aventuras Oscarizadas.

Explorar um ambiente mais diversificado, usar e abusar da tecnologia, é um pretexto e tanto para toda a ação. Quanto em enredo, o mundo real usa elementos de um universo de ficção para contar uma história. Essa difícil transposição acaba obtendo visíveis contrastes entre as tais figuras estereotipadas e a realidade. Por melhor que seja a idéia, o elo entre o espectador e a obra não usufrui da mesma profundidade que as páginas de quadrinhos, aonde a mensagem social é incluída numa história de ficção. Em outras adaptações de filmes baseadas em HQ, como Marcas da Violência, a mensagem se torna mais clara e sincera quando se passa mensagens sobre a humanidade numa história de ação.

Um belo exemplo que se resulta num dos raros casos de filmes do gênero que conquistaram a indicação de melhor roteiro adaptado, além de conquistar o respeito de excelente obra cinematográfica, até por quem nunca teve intimidade com quadrinhos. A melhor transposição acaba, por muitas vezes, sendo com histórias que não dependem de personagens com máscaras, pinturas ou deformações. Até o criticado Homem Aranha 3 procurou buscar mais dessa aproximação humana, usando o dinâmismo dos alter-egos, até em mais momentos do que em seus outros dois filmes.

Se bem que, nos últimos anos, a academia tem deixado espaço a filmes independentes ou que não se tornaram grandes sucessos mundiais. Quanto a essas produções, uma coisa é certa: se não fosse pelo empurrãozinho do careca dourado, muitos teriam caído no esquecimento.

Se envolver com a história ou com a situação dos personagens depende mais do nível de carisma ou da intimidade que se tem sobre o histórico conforonto entre heróis e vilões caracterizados. Aos críticos mais específicos, resta um notável teor turbulento, o crescente momento de climax entre Batman/ Bruce, Dent e Gordon. A afiada trilha sonora assinada pela dobradinha James Newton Howard e Hans Zimmer é o que preenche os momentos sentimentais, combinada a uma poderosa edição de som que traz muita vida, seja num clima de suspense ou no desfecho.

 Infelizmente a trilha sonora foi mais uma vez descartada das indicações ao Oscar. Segundo as rígidas regras da academia, a decisão veio previamente quando foi constatado que pelo menos cinco pessoas assinavam como os responsáveis pela repertório.

Os efeitos visuais não abusam de efeitos em computador, fazendo com que muitas sequências se tornem eternamente surpreendentes (como a cena do caminhão sendo derrubado pelo Batpod).

O filme recebeu 8 indicações ao Oscar e ganhou dois (além do Oscar póstumo, o também merecido Melhor edição de Som). Durante as vésperas de divulgar os finalistas da premiação, retornou aos cinemas em IMAX, aqui a reexibição aconteceu em São Paulo (o único estado Brasileiro a ter este tipo de sala), quebrando o recorde de filmes mais vistos no cinema com $ 1 bilhão de dólares, e agora é um dos grandes recordes mundiais ao lado de Piratas do Caribe: O Baú da Morte e o grande recordista: Titanic ($ 1.4 bilhões).


Em memória de Heath Ledger
(1979 - 2008)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...